sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Conhecimento profundo...

Às vezes, há momentos em que devemos tirar um tempinho para pensar em nós, nas atitudes que tomamos e porque somos assim, e se tiver de ser, mudar...
Há bem pouco tempo conheci uma pessoa especial! Mesmo tendo-a conhecido há pouco mais de um mês, ela já me colocou a reflectir sobre muito do que sou e de porque o sou. É estranho! Encontrarmos pessoas que mal conhecemos, mas em pouco tempo de conversa já nos transportaram para um campo de envolvência tal, que até sentimos que já nos conhecem há muito tempo. Também é estranho, mas encantador ver que em pouco tempo já foram capazes de decifrar mais enigmas que amigos de muitos anos nunca o conseguiram fazer.
Fiquei perplexo, quando estava entusiasmado a falar sobre a minha infância e da capacidade de negociação que tinha para com os meus próprios pais, e depois de contar que tirei aquela boa nota ou fiz aquelas cadeiras todas porque havia negociado com os meus pais a oferta de algo que eu queria muito, fui interrompido por esse meu novo amigo com a seguinte conclusão " Estás a ver porque te tornaste uma pessoa exigente demais com os amigos, no trabalho ou numa qualquer relação! É fruto dessa cultura e aprendizagem que tu assimilaste em miúdo e adolescente, que te leva a, hoje quando dás "algo de ti a alguém" estás instintivamente a exigir algo que também queres da outra pessoa!
Fiquei maravilhado e perdi o tal tempinho para pensar em mim e sobre mim, realmente eu sou mesmo assim!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A triste geração que virou escrava da própria carreira...


A triste geração que virou escrava da própria carreira

Live fast die young...

Vemos a juventude a evaporar-se por entre os raios de sol, temperaturas intensas e um rasto de poluição.
Cresci a achar-me um herói, porque nasci livre e com capacidades acima da média. Tinha pena dos meus avós, que dividiram uma sardinha pelo numero de irmãos, casaram cedo, serviram na casa dos Senhores Ricos e nunca viajaram para muito longe da terrinha.
Tinha pena dos meus pais, que tiveram que percorrer caminhos difíceis e ingratos, racionalizar os gastos, evitar saídas para festas e viagens pelo país para poder ter algo que pudessem dizer que era deles e dar a mim e ao meu irmão uma educação digna e preparando-nos para o futuro.
Tinha pena de todos os que não sabiam mexer num computador, escreviam corretamente ou falavam uma língua estrangeira.
Era uma vez uma geração, dita a mais bem preparada de sempre… Que crescia criativa, livre, feliz pelas oportunidades que viam no futuro risonho que os esperava. Uma geração que domina Inglês, Francês e Espanhol. Frequentou as melhores escolas, entrou nas melhores universidades e escolheu os cursos que mais gostavam. Conseguiram os melhores estágios. Alguns até efectivaram. Ficaram orgulhosos, e com razão.
Houve até alguns que não pararam de aprender, tiraram uma pós-graduação, a especialização, o mestrado e o MBA.
Os diplomas enchiam os seus currículos.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os avós ganharam durante a vida toda. E aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam sequer ganhar.
Uns verdadeiros heróis. Ninguém poderia deter esta ambição. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais gorda.
Esta é a minha geração…
O problema é que o auge está cada vez mais longe. A meta está cada vez mais distante. Sou como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
Chegamos a um ponto em que já não conseguimos saber qual é a meta, o sonho e as ganas, nem distinguir até onde vai a ambição, a ganância, o que é necessário e o que é um vício.
O dinheiro que está na conta dá para muitas viagens. Dá para visitar aqueles amigos que gostamos e não vemos há muito tempo. Dá para realizar o sonho de conhecer a Austrália. Dá até para ir ao Polo Norte.
Pois, mas neste mundo temos de definir “prioridades”! E estas acabaram sempre por ficar para trás.
Em tempos pensava que no futuro conseguiria comprar saúde, amor e família. Acreditava vivamente que uma hora de corrida poderia compensar todo o mal que fazia dia após dia, incluindo fins de semana ao próprio corpo.
Com 20 anos tomava antigripine, gorosan e QI plus.
Aos 25 era o compensan, benuron e brufene.
Aos 30 são os Bromalex e Alprazolan.
Sou de uma estranha geração que toma café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Os pensamentos variam entre o sim e o não. Consegues fazer? Sim. Cumpres o prazo? Sim. Chegas mais cedo amanhã? Sim. Sais mais tarde? Sim. Queres demonstrar trabalho e receber um aumento? Sim.
Mas para outras coisas na vida, costuma ser não!
Aos 20 não tinha uma vida saudável para conseguir estudar para os exames da universidade; ingeria cafés, redbul e fazia um isolamento total do mundo durante um meses.
Aos 25 não pensava em namorar porque eu queria crescer profissionalmente e ser promovido.
Aos 30 não fui ao casamento e aniversário do melhor amigo porque estava longe.
Aos 35/40 não verei tal como já acontece a outros da minha geração, o filho andar pela primeira vez. Ou porque continuarei longe ou quando então chegar a casa, ele já dorme, e quando sair ele ainda não acordou.
Às vezes, paro e penso se a vida dos meus pais e avós era assim tão má quanto parecia.
Por um instantes quando distraído chego a pensar que se estivesse a pagar uma casa aos poucos, ou até viver na casa dos pais, namorar e viver com aquela vizinha que sempre foi doida por mim, ir à missa todos os domingos e permanecer no mundo rural não teria sido a melhor opção.
Mas isso já é um pensamento de doido, não vale a pena perder tempo com pensamentos tão fúteis. Neste momento já sou escravo do câmbio automático, dos bons vinhos, dos bons hotéis, das grandes festas, das curtas viagens mas com espectaculares fotografias que deixam os amigos com inveja, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
E era uma vez uma geração;
Que se considerava muito livre. Ela tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Mas “só” não tem controlo do próprio tempo. Não vê que os dias voam.
“Só” não percebe que a juventude está a evaporar e o dinheiro que embeleza a conta no final do ano, nunca os irá trazer de volta.

Ps: A originalidade deste Post não é minha, mas revi-me de tal forma nele que decidi adapta-lo à minha própria vida...

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O regresso do animal feroz...

Depois do que já lhe aconteceu, com culpa ou sem culpa de algo que desconheço, ele voltou forte e imbatível como sempre o foi.
Ontem vi-o regressar ao espaço de antena, aquele que por muitos foi apelidado de animal feroz, destemido e quase sempre triunfante no campo da argumentação. Noutros tempos tinha a capacidade de me transportar para o sonho das suas ideias, hoje sem necessidade ou qualquer capacidade para isso, porque sei que já não tem esse poder de decisão nas mãos, conseguiu mostrar que não é necessário transportar as pessoas para o campo das emoções, quando muito bem o poderia fazer, para demonstrar que o que lhe fizeram é errado.
E ontem a frase que me ficou na memoria foi "Como me senti ou deixei de sentir é algo que não interessa para nada, o que interessa é que o que me fizeram e como fizeram está errado!". Sem dúvida que este continua a ser o animal feroz que admiro!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Como uma onda...

Os pensamentos são invadidos pela sua imagem. Não é pedida qualquer licença para entrar. Sentes que é algo que já te aconteceu em outras ocasiões e que não conseguiste controlar.
Tenho medo e receio, sinto intranquilidade, mas também desejo e esperança. É uma estranha sensação de aproximação e conhecimento. Mais uma vez o medo de falhar supera a força da habitual confiança triunfante.

Reconheço que estou cometer os mesmos erros, mas também sei que não poderá ser de outra forma para que valorize o acontecimento.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aquele medo de perdermos os nossos heróis.

Somos seres humanos e não vamos por aqui ficar para sempre, essa é a coisa mais certa que temos.
Ele tem 90 anos e desde que eu era miúdo que o vejo como um imortal. Sempre o admirei e admiro, com ele aprendi muita coisa, ensinou-me a ser muito do que sou hoje. Adoro ouvi-lo a contar as suas histórias de vida, uma vida de enormes sacrifícios, os quais sempre os superou com a coisa que ele mais gosta de fazer, com muito "trabalho". Hoje está impedido de fazer o que mais gosta, e sei que mais do que a grave doença que tem, não poder "trabalhar" ainda o deve fazer sofrer muito mais.
Os médicos dizem que já não vale a pena...
Mas custa-me tanto saber que vou perder a pessoa que mais gosta de me ouvir falar sobre as modernices, sobre a politica, sobre o novo mundo que ele não percebe bem mas gosta que eu lhe o descreva. Ele é o meu maior fiel aliado, pois discutia com o pessoal da sua geração por causa das doutrinas e ideais políticos que eu lhe tinha incutido.
Quero tanto que não te esqueças que és o meu herói.

É mesmo aí que está a beleza da natureza da pessoa.

Dizer que conseguir tirar o maior número sorrisos do outro é a sua maior missão, não está ao alcance de qualquer um, só alguém especial o diria.  Assumir os erros e contar-te sem rodeios os problemas que lhe perturbam os pensamentos, não é para fracos, mas para aqueles que são superiores à dor que os atinge.
Virar as costas ao exterior para se concentrar na felicidade do outro é um erro, mas é a maior demonstrarão pura de fidelidade eterna. Isto não são defeitos, mas virtudes que os sortudos podem usufruir mas só os sábios conseguem visualizar e reconhecer. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

e os problemas voltaram!

Tínhamos regressado de mais uma festa, mais uma noite, mais uma noite de exageros... E pronto já estávamos em casa e era a hora de comer qualquer coisa para não nos deitarmos de barriga vazia.
 Logo me aprontei para saciar a fome(a minha e dos que estavam comigo). Agarrei-me à frigideira e rapidamente aprontei uns cachorros com uns ovos estrelados.
Depois de colocar os mantimentos na mesa, verifiquei que os convidados já estavam aterrados no sofá a dormir(ou não). Tentei acorda-los para comer e continuar as conversas parvas normais de final de noite. Estranhamente fui chutado com uma raiva estranha, e apercebi-me que na realidade não estavam a dormir, pelo menos um não estava, pois apercebi-me que enquanto eu comia o sobrolho dele levantava-se a inspeccionar se eu ainda me encontrava na mesa. Em modo triste e também enraivecido peguei numa fotografia dos 3 que estava colocada junto dos ímanes do frigorífico, nela estávamos os 3 bem bonitos e escondia por debaixo da gaveta dos talheres.
Entretanto fui para a cama, e como seria de esperar, ainda estava a trocar a roupa pelo pijama quando sinto que já estavam ambos a comer. Em mim cresceu uma raiva e tristeza ímpar. Não por aquele momento, mas também por outros que já tinham ocorrido durante esse dia, que me fizeram sentir a mais ali junto daqueles dois.
Estava a levantar-me todo enraivecido quando me abrem a porta do quarto, e me perguntam pela fotografia. A minha fúria era de tal ordem que não me apetecia dar-lhes a foto, então menti, fingi não saber dela, etc. Eu queria passar para eles a raiva que eu tinha naquele preciso momento. Mas chegou um momento no meio daquela confusão e para não piorar as coisas decidi devolver a fotografia.
E bastante irritado fui me deitar!
Mas mal cheguei à cama reconheci que tinha feito merda. Principalmente porque conheço perfeitamente a sensibilidade de uma dessas pessoas que me acompanhavam naquela noite.
Enfim, voltei a levantar-me com intuito de conversar e pedir desculpas. Mas o mal já estava feito, o caldo já estava entornado. A raiva também já era extravagante nessa pessoa mais sensível. Eu reconheci que as coisas estavam mal, tentei ser ouvido, mas já não dava.... Fiz de tudo, humilhei-me de uma forma tão grande que até agora ainda sinto vergonha de o ter feito, mas na altura achava que era a única hipótese de apaziguar as coisas ainda naquela noite, mas o insucesso foi o que me restou.
Hoje reflicto sobre o assunto, mas sem me  envolver emocionalmente muito, não porque não o consiga, mas porque tenho uns comprimidos milagrosos que me ajudam, e arrependo-me do que fiz, mas também me arrependo do que me humilhei depois disso...
E neste momento, o meu único pensamento é saber o que será melhor para mim!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Silenciosamente interessante...

Com um ar perdido e sonhador, belisca-me com um riso tímido no cruzar do seu olhar.
Um look beto e de uma moda contemporânea, de ajuste sensível a uma transversal beleza feminina provoca uma infindável e natural sedução. As poucas, mas assertivas palavras exteriorizam certezas de uma cultura merecidamente apreciável. 

Este é o seu poder e o que a torna silenciosamente interessante.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Amnésia de fim de semana.

Esta segunda feira está a ser terrivelmente difícil.
Definitivamente, eu já não aguento duas noitadas seguidas.
Tenho mesmo de deixar esta "vida loca"...
O problema é que pressiono o gatilho bioquímico do meu cérebro na sexta influenciando os padrões do fluxo sanguinio da minha actividade neural e então tenho a chamada amnésia de fim de semana.
Que só relembro na segunda feira!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Rejuvenesci!

- Ui, és tu?
- Hummm, e quem pensavas que era?
- É que estas mais novo!
Mas isto deve-se a quê? Parece que o motivo de parecer mais novo é culpa do gajo que me cortou o cabelo, porque não me deixou a habitual crista à Tin Tin... e da minha dificuldade de visão, a partir daquele momento em que estou sentado na cadeira do cabeleireiro e me é pedido para retirar os óculos. É que aqui neste planeta por onde ando, ás vezes a comunicação não é bem perceptível e acontecem lapsos destes...


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Finalmente politica!

Finalmente discute-se a base da politica a sério no meu país.

Nestes últimos dias  percebi que muita gente desconhece as leis, a constituição e o poder que tem o voto de cada um.

Tal como a crise permitiu fazer os portugueses perceberem um bocadinho de economia, pelo menos ter a noção que as grandes frases ditas pelo vulgar iletrado de que "o estado é rico" e "aquele que foge ao pagamento de impostos é que é o maior" é o maior dos enganos.

A retrocidade mental de alguns foi finalmente acordada para a difícil realidade de que o seu voto nas minorias tem o mesmo valor do voto nas maiorias.

Muitos parabéns, mais vale tarde do que nunca!
  

domingo, 20 de setembro de 2015

Aqui a conheci

Num dia qualquer de calor, deitado na poltrona a observei, ouvi falar, gesticular e sorrir. Nesse dia não fiquei impressionado. Era uma tarde de sábado como tantas outras, cujo objectivo era o planeamento de uma noite festiva de divertimento extremo. Longe de imaginar as suas qualidades e capacidades, tão pouco as emoções que viria a causar. Na teoria seria uma tarde como tantas outras!

Tempos passaram, e foram tantas as vezes na ânsia de a ver à janela, ou por de trás das cortinas a observar, a ler ou a pensar. A alegria de lhe ver o rosto pálido, o cabelo longo e encaracolado, a pele branca, e aquele sorriso de uns olhos verdes penetrantes. O aguardar da mensagem, das mais alegres de todas "a caminho", "a descer", "já vou, estou só a acabar de comer chocapic, com verdadeiro sabor a chocolate"...



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Estou de volta!

Depois de um período de ausência, aqui do meu blogue, hoje volto a escrever.
E porque escrevo? Bem, escrevo porque é uma das formas de ocupar os tempos mortos e porque sinto-me bem a escrever para o desconhecido, além de que desenvolvo a minha escrita que durante anos andou pelas ruas da amargura.
Como já tinha referido em posts anteriores, nos últimos tempos atravessei uma fase difícil de mudança de trabalho. Tive de tomar algumas decisões difíceis!
Entretanto, durante este período também adoeci, entrei em depressão… Sim, a mim também aparecem dessas coisas que supostamente só acontecem às “gajas”, e digo-vos que não é nada fácil de aguentar! Mas felizmente existem amigos para falar-mos sobre os nossos problemas, médicos que conhecem a doença e medicamentos que fazem milagres.
Aconselho quem um dia tenha algo parecido, a não hesitar, consultar um médico é fundamental! Enquanto atravessei esta fase menos boa da minha vida tive a oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos sobre esta doença da mente; quer na conversa com o médico que me receitou estes comprimidos milagrosos que agora ando a tomar, ou em conversas com amigos que sem eu sequer imaginar já tinham atravessado por problemas idênticos.
Entretanto também tive a oportunidade de gozar de umas excelentes e prolongadas férias. Houve tempo para percorrer o meu país, estar com os amigos, ir a sítios fantásticos e essencialmente descansar para abraçar este meu novo projeto de trabalho com “ganas” e muita tranquilidade.

Este post é unicamente para dizer que estou de volta! Em próximos textos aprofundarei alguns dos temas que aqui abordei.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Linguagem da emoção!

Elogie muito mais do que critica. Nunca critique ninguém sem antes elogiá-lo.
Os elogios animam a alma.
Quem almeja ver dias felizes precisa aprender a chorar. Quem deseja ser um sábio precisa reconhecer a sua debilidade. Quem quer ser um mestre precisa aprender a ser, antes de tudo, um grande aluno na escola da vida.

Uma dor estranha que me aflige.

Serão pensamentos replicados e insistentes sem motivo para tal, que me têm provocado uma dor no cérebro bastante incomodativa?
Não estaria preocupado se isto não estivesse a acontecer já alguns dias. O pior é que sempre que concentro o meu pensamento nesta dor ela parece que se multiplica.
Uns dizem que é ansiedade, não sei! Outros juram que é falta de descanso! Eu até já pensei que era esgotamento. Não consigo estar mais que dois ou 3 minutos a fazer uma coisa, rápido perco a paciência e logo de seguida desejo fazer uma outra coisa qualquer.
O que é certo, é que quase nem durmo, e quando durmo é só pesadelos a aparecerem no meio do sono. Já tive de tomar uns comprimidos para dormir, e resultaram. Mas umas horas depois de acordar a dor volta e intensa. Esta dor que me aflige só passa quando estou distraído com alguma coisa.
Mais uma vez hoje voltei a acordar com pesadelos, e preocupações com coisas que não gosto nem fazem qualquer sentido. Enfim, dias difíceis estes, os meus!
A minha crença é que mal chegue a casa tudo passe... Espero bem que sim, porque falta pouco!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Despedida Parte 2

Se a despedida anterior era para as pessoas com quem trabalhei externas à minha empresa, esta mensagem é para aqueles que ainda fazem parte da equipa da qual fiz parte durante meia dúzia de anos da minha vida. Trata-se de uma demonstração de gratidão para com os meus colegas e chefias mais directas. Também não podia deixar de dar uma bicadinha naqueles cuja humildade não faz parte do seu vocabulário.

" Esta semana termino um ciclo, um bom ciclo da minha vida profissional.
Cheguei a Angola em Fevereiro de 2010, chamado pelo meu chefe e agora amigo... Vim para colaborar.
Sem querer falar muito do trabalho propriamente dito, agradeço à ... por ter confiado nas minhas competências durante todos estes anos. Mas como se costuma dizer, “tudo na vida tem um fim”, chegou ao fim este ciclo que me ligava à ...
E que 5 anos…. São tantas histórias que levo para contar e recordar!
No primeiro dia que aqui cheguei, constatei que esta era uma empresa de guerreiros “para a frente é que é o caminho” e este espírito manteve-se ao longo dos anos. Também não deixa de ser verdade que tem vindo a perder a humildade… Não me vou alongar sobre este tema, porque esta é, e será uma grande empresa, da qual eu tenho muito orgulho de ter feito parte.
Não podia deixar de agradecer e demonstrar o prazer que foi ter trabalhado e convivido diariamente com o Alexandre, que me recepcionou a quando da minha chegada a Angola, e peripécias da vida, depois fui eu a recepciona-lo no seu regresso. Tenho aqui um amigo!
Não poderia deixar de referir nesta despedida o “Grande Chefe”. O Eng... é a alma e a força desta empresa, são muitas as vezes que as pessoas confundem o nome da empresa com o seu nome. E com as palavras que lhe ouvi, me despeço de todos;
“Mudamos de emprego, mas ficam os momentos e as amizades criadas”

  A todos vos digo que "Valeu a pena!".

Despedidas Parte 1

Para mim, o fim de algo é sempre um momento carregado de melancolia. Então hoje foi o dia em que decidi escrever aqueles que colaboraram comigo diariamente a nível profissional durante os últimos 5 anos da minha vida. 
Deixo aqui um excerto do email que vou enviar, onde tive particularidade de enaltecer o bom nome da empresa que me deu oportunidade de contactar com tais pessoas. Pessoas estas, em que algumas delas nem sequer conheci ou ouvi a voz. 

"... a partir de quinta-feira, dia 16 de Julho deixarei de fazer parte do Grupo ..., no qual tive um enorme prazer em trabalhar desde Fevereiro de 2010.
Informo que sairei para abraçar um novo projecto, numa empresa cuja área de acção não está relacionada com a construção civil. Mas continuarei cá por Angola.
Aproveito este email para agradecer os mais de 5 anos que pude contar com a vossa colaboração na elaboração das propostas, assim como no esclarecimentos de dúvidas a questões que se foram levantando no decorrer dos vários processos que estudamos.
Agradecia a continuidade da vossa colaboração com este grande Grupo que é a ..., agora com os meus colegas de departamento"

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Excertos de um livro que ando a ler

"É nas coisas simples e anónimas que encontramos os maiores tesouros da emoção..."
 Beleza está nos olhos de quem contempla... Contemplar o belo é colocar combustível na felicidade. Cuide de plantas, escreva poesias. Role no tapete com as crianças. Valorize as coisas que são aparentemente insignificantes. Escreva cartas para os amigos. Descubra os filhos. Explore o mundo dos seus pais. Fique dez minutos por dia em silêncio contemplativo. Falar da felicidade sem contemplar o belo é cair no vazio.

"Os inimigos que não perdoamos dormirão em nossa cama e perturbarão nosso sono..."
O perdão é a energia dos fortes, e a mágoa dos fracos.

"Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver..."
Faça coisas que normalmente não faz. Cumprimente as pessoas simples, como o porteiro do prédio. Surpreenda seus amigos com actos inusitados. Ande por ares nunca respirados. Passe um fim de semana em lugares novos. Dê flores em datas inesperadas às pessoas que você ama. Faça ligações para elas no meio da tarde e pergunte como você poderia torná-las mais felizes. Fazer coisas fora da agenda é libertar a criança feliz que há dentro de si. Os que não vivem essa lei dançam a valsa da vida com as duas pernas engessadas...

"Todos fecham seus olhos quando morrem, mas nem todos vêem quando estão vivos."

"O maior carrasco do homem é ele mesmo, e o mais injusto dos homens é aquele que não reconhece isso..."
Mude o estilo de vida. Tenha a mente de um executivo e um coração alegre de um palhaço. A vida é tão breve. Felizes os que usam a cabeça para pensar e não para sofrer... Se fugir das dores emocionais, elas tornam-se um leão agressivo. Se enfrentá-las, elas o transformarão num animal de estimação. Critique, no silêncio da sua mente, cada sofrimento. Não faça da sua emoção uma lata de lixo dos seus problemas. Proteja-se. Pense antes de reagir diante das ofensas.
Governe sua emoção para ter esperança, brindar a vida e contemplar o belo.
Mas não esqueça que posso lhe dar os tijolos, mas só você pode edificar. Posso lhe mostrar o leme, mas só nós podemos navegar nas águas da emoção...

"Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável..."
Vire a mesa dos pensamentos, critique cada pensamento negativo nos primeiros cinco segundos que produzi-lo para evitar o registo doentio;

"Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as mãos para cultivá-las..."

"Ser feliz não é um acaso do destino, mas uma conquista existencial."
Somos tão “criativos” que, se não tivermos problemas, nós os “fabricamos”. Devemos ter consciência de que há perdas e frustrações inevitáveis. Aliás, as maiores decepções são geradas pelas pessoas que mais amamos. Por isso, se quiser uma família perfeita, amigos que não nos frustrem e colegas de trabalho agradáveis, é melhor ir morar para a Lua.
Se por nos sentirmos frustrados com nós mesmos e com as pessoas, nos isolar-mos socialmente, a solidão será insuportável. Importante trazer sempre à memória que os fortes são tolerantes; os fracos, rígidos. Os fortes compreendem; os fracos julgam.

"Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, mas uma pessoa sábia aprende com os erros
dos outros..."
Metas. Faça o que ninguém fez. Sonhe muito, sonhe alto, mas tenha seus pés na terra. Valorize seus estudos. Ame a sua escola. Crie oportunidades. Ao criá-las não tenha medo de falhar. Se falhar, não tenha medo de chorar. Se chorar, repense a vida, mas nunca recuar.

" Os maiores enganos do universo escondem-se dentro de cada ser humano..."
Tudo isto, é assim porque a vida é uma grande pergunta em busca de uma grande resposta.




quarta-feira, 1 de julho de 2015

O meu Ego subiu

Tal como referi em textos anteriores, eu estive envolvido num longo processo de mudança de entidade patronal. Optei por uma empresa em que serão poucas as mudanças em termos de localização do posto de trabalho.
Durante este processo recebi uma proposta e cheguei a ter um acordo verbal com uma outra empresa. Entretanto na recta final da oficialização por escrito desse acordo, surgiu uma proposta da empresa para onde agora decidi ir trabalhar, mas em paralelo também soube que a empresa com quem tinha um acordo verbal estava em fase de reestruturação. Algumas das condições que os meus conhecidos trabalhadores dessa empresa tinham estavam a ser revista, principalmente em relação à localização da zona habitacional. Eu como bom conhecedor da cidade onde trabalho, sei que isso seria um duro golpe na minha vida social. 
Optei por um novo projecto em que não houvesse significativas mudanças a nível do social. Este foi um dos factores primordiais da minha decisão, sendo que a empresa para onde vou, também é muito mais promissora.
Assunto arrumado no que diz respeito a este capitulo de tomada de decisões.
Entretanto, hoje logo pela manhã, depois de já ter há alguns dias comunicado à empresa com quem tive o acordo verbal e ter justificado o motivo da minha possível não transferência para essa empresa, recebi um telefonema deles. Pensei que eles me iriam ligar indignados com a minha tomada de posição à ultima hora. Enganei-me! Eles ainda tinham a esperança de me convencer a mudar de ideias, tinham para me apresentar uma proposta financeira, que compensasse o transtorno que a nova localização da minha futura habitação pudesse causar. E no decorrer da conversa ainda disseram que essa compensação financeira poder-me-ia permitir o aluguer de uma casa em um outro lugar, diferente do que me estava destinado. Enfim... Vinham tarde! 
Não quis ouvir, pois a minha decisão já estava tomada e não quero ser olhado como um mercenário. Coisa que não sou!
Mas a verdade é que soube bem ouvir o senhor a dizer que admirava muito a minha atitude e a forma correcta como geri todo este processo. Com sinceridade(não é bem verdade, mas...). Compreendia as razões que me levaram a abdicar do acordo que tinha com eles. Disse-me que eu fui escolhido entre mais de 50 entrevistados(até me arrepiei). E por fim concluiu, informando que as portas da empresa onde ele trabalha estariam abertas para mim, se no futuro, eu não me adaptasse na empresa para onde ia. Fiquei comovido e feliz porque tudo correu melhor do que eu pensava.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Será que abusei do tempo?

Estes últimos dois meses foram dois dos meses mais terríveis, que alguma vez tive em toda a minha vida. Não sei se o meu cérebro consegue aguentar muitos mais meses assim. 
Dizem que depois da tempestade vem a bonança, assim espero, porque no próximo mês terei a oportunidade de começar uma vida nova. Novos projectos, novas rotinas, novos sonhos e assim vou tentar arrumar definitivamente algumas questões do passado. Arrumar não é esquecer, porque o que foi bom é para ser recordado e o que foi mau vou procurar aprender com ele, de modo a evitar que erros idênticos se repitam. 
Foram dois meses em que me vi confrontado com problemas de ordem profissional e emocional.  Dois meses em que tive de batalhar, optar e por fim decidir. 
Ameaçado de despedimento, de dispensado, tive de ir para o mercado procurar um novo projecto, onde os meus conhecimentos pudessem ser úteis e eu recompensado por isso. No inicio foi uma batalha árdua. Primeiro a busca de uma oportunidade, depois a dificuldade da escolha. Não é nada fácil escolher! Abdicar de algo, ou optar por um projecto em detrimento de outro. Todos eles têm coisas boas e más, mas conseguir chegar a uma escolha e depois não pensar mais na outra hipótese é algo que exige muito do nosso cérebro. 
A juntar a esta dificuldade, surgiram outras muito difíceis, as emocionais.
Num mês(Junho de 2015) em que aquela que eu penso ser a pessoa mais perfeita do mundo, mais uma vez disse-me que seguiu o seu caminho. Voltei a parar de sonhar! Já não posso imaginar-me a envelhecer ao seu lado, nem tão pouco idealizar a perfeição da nossa descendência.
A juntar a tudo isto, tenho os amigos, aquilo que de mais precioso temos, alguns revelam-se intransigentes, incompreensíveis e intolerantes com este meu momento. Não me toleraram os erros do quotidiano e encontraram pretextos para mais uma vez virarem-me as costas, fazerem-me sentir abandonado e com saudades deles. Conseguiram!
As diversas coisas que me martirizam nos últimos meses têm algo em comum, a coisa mais preciosa e incontrolável no mundo. O tempo. E agora questiono-me;
-Será que abusei do tempo? 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ouvir, calar ou vingar!

Quando alguém te diz que não sabe porque ainda é teu amigo, pois a maior parte das pessoas que conhece lhe diz que não percebe porque andam sempre juntos. 
- Será que devemos olhar essa pessoa da mesma forma que a olhamos até ao momento? 
- Será que podemos considerar isto como um devaneio e em nome de uma suposta longa amizade, devemos fingir que não ouvimos e deixar cair essas palavras em saco roto. 
- Ou então, será que devemos também jogar à cara dessa pessoa, aquilo que muitos também comentam contigo? Quando dizem que a pessoa em causa só é amiga enquanto tiver alguma espécie de interesse em ti, no dia em que apareça alguém que lhe interesse mais que tu, serás trocado sem apelo nem agrado!
  



quinta-feira, 11 de junho de 2015

José Socrates

Cada vez me parece ainda mais que, a forma como a justiça está a brindar José Sócrates ultrapassa os limites da “repugnância”. 
Sou assumidamente um fã (mui condicional) desse Senhor, naturalmente as minhas palavras poderão ser entendidas por quem me conhece como parciais. Mas eu não me importo. Porque imparcial deve e tem de ser Justiça. 
Nós, os comuns, podemos e devemos ser parciais, ao contrario de um juiz, que com responsabilidades de estado não fica nada bem essa qualidade. 
A partir de agora já nem será a culpa, ou um simples pedido de desculpas, que irá minar este combate de personalidades. As leis serão ditadas, literalmente, pelo o ódio pessoal e o confronto de poderes. 
O ex-primeiro ministro, apesar de detido, ainda detém muito poder. Um deles e porventura o maior, é o Poder de dizer "Não!". 
Mas pronto, o julgamento foi feito nos jornais, com isto poupou-se dinheiro e tempo, agradeceu o erário público. O tempo que é agora, começou a correr e em favor do Sr. Engenheiro.
No momento, a moral da história agora é a seguinte: 
"Se ele está apto para usar uma humilhante coleira electrónica, então, uma opinião pública transparente terá de dizer que ele está limpo para estar livre, e sem demais embaraços para o ministério público, têm de o soltar."
A Justiça já é uma anedota aos olhos do povo, agora resta saber se a tornarão numa novela. 
Se ele diz que "não" ao juiz, por puríssimo acaso, aparecem logo de seguida novos casos, mas e desenvolvimentos?(vamos lá enxovalhar mais um bocadinho!)
Mas será que isto não tresanda a algo mais grave do que uma retaliação "pré-meditada", a cheirar a negociatas com impróprias almas... E agora haverá limites para a desinteligência?
O Eng. Sócrates, um político à José Mourinho, que soube aguentar heroicamente, com uma defesa cerrada os ataques a que foi sujeito. Mas isto foi na primeira parte. E num campo deveras inclinado. O intervalo fez-lhe bem. E a segunda parte já começou. Todos sabemos que ele é um excelente estratega e com uma exímia leitura do Jogo! Esperou pacientemente pelo momento para lançar o contra ataque, o contra golpe "moral", um outro “chapeau” e com direito a nota artística. Ora, um cavalheiro à moda antiga... e que tão boa chapada foi esta a sua recusa de sair em liberdade! Até pode nem parecer, mas a partir de agora ele escolherá o momento e em que condições. Um privilégio em que poucos se poderão orgulhar. E no final ele vai sair, inevitavelmente em ombros, se não dos morais, pelo menos nos da opinião… "púdica!"
Se já o estava, agora ainda estou muito mais, "rendido!". O Homem, digam o que disserem, é mesmo um "Animal Feroz". Enjaularam-no, e ele aprimorou o seu sentido de meditação. E ele dali sairá melhor escritor, quem sabe poeta. 
O palco até foi doce, mas a pena… a pena foi fazê-lo sofrer por razões mindinhas. 
Entretanto, nós, espectadores "achavascados" deste teatro político, resta-nos rir, chorar, fingir entender e…aplaudir!
Resumindo esta minha humilde e parcial opinião, o "destino" afastou-o da política, isto se ele não estiver a pensar perder mais energias em retaliações e vinganças inúteis. Que continue a escrever e a filosofar sobre a condição humana, que eu cá estarei sempre para o ler e escutar.
Hoje tive de escrever isto, porque há seis meses "engoli em seco" uma feijoada estragada… e não havia maneira de a fazer sair!

terça-feira, 9 de junho de 2015

mas porquê?

E hoje morreu um actor, que não sendo propriamente um dos actores que mais admiro, foi um actor jovem que entrou pela minha casa a dentro durante muitas noites através daquele rectangulo chamado televisão. Ainda era novo, não tão novo como eu, mas mais novo que os meus pais.
Quando vejo pessoas novas a morrer, lembro-me quase sempre daquela resposta que o Dalai Lama deu a uma pergunta de um jornalista...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Há tardes assim...

Há tardes em que muita coisa acontece! Ontem foi uma dessas tardes...
A manhã começou serena, como quase sempre cá no sitio. Já há alguns dias aguardava por um contacto para dar inicio à efectivação de uma mudança, que muito se perspectivava. Mas como esse email demorava a chegar, tomei a iniciativa de voltar a entrar em contacto com aqueles que me estavam a deixar impacientes. Tinha de saber o estado do processo. Acabou por ser uma manhã tranquila aqui no sitio, não o do pica pau amarelo, mas o do navio apanhado numa tempestade em alto mar.
A tarde não foi, nem de perto nem de longe, aborrecida como a manhã. Ela começou com a recepção do email que confirma um avanço na oficialização da minha mudança, mas à boa maneira portuguesa, deixaram algumas reticências e, ao mesmo tempo, passaram a caneta para outros as apagarem.
Enfim, por mais pessoas e empresas novas que conheço, verifico que no fundo, a matriz de assunção de responsabilidade que n(os) identifica é a mesma. 
Entretanto e perante este cenário, chegava a hora de começar a oficializar internamente aqui no sitio, a minha mudança. Alertei o meu chefe, informei-o que estava prestes a oficializar perante as entidades competentes a minha mudança. O meu chefe, vendo a oficialização eminente, decidiu ser ele o primeiro a ir falar com o chefe dele, que também é o chefe de todos nós. Agora vem a primeira grande surpresa! Não é que, o chefe de todos nós aqui do sítio, disse ao meu chefe que não podia perder-me porque já tinha outros planos para mim, algo mais ambicioso e que teria impacto em toda a estrutura da empresa! A visão que a empresa tinha sobre mim havia dado uma volta de 180ºC, de um dispensável(um problema) tinha passado a ser a solução para alguns dos mais graves problemas que hoje atravessamos!(Desta é que eu não estava à espera!!!) 
Entretanto, marcou uma conversa comigo para o final do dia, que acabou por não se realizar... Mas as peripécias e vicissitudes do dia não terminaram por aqui. 
Havia um murmurar entre alguns directores aqui do sitio, assim como uns movimentos estranhos entre os RH e o Dep. de Informática. Entre linhas, acabei por ouvir; "se fosse outro a enviar aquele email...". Bem, isso suscitou em mim uma curiosidade enorme e obrigou-me a viajar na minha memoria para algumas horas anteriores. Lembrei-me que no meio daquela turbulência sobre a minha mudança, eu tinha recebido à hora do almoço um email e que após 30 minutos da recepção deste, um outro a pedir para eliminar o email recebido anteriormente e que o valido era o mais recente. Fui investigar o que vinha naquele tão preocupante e murmurado e para apagar email... E não é que, numa das folhas do Excel vinda em anexo, tinha o vencimento com todos os detalhes de toda a tripulação daqui do navio. Enfim, houve motivos para conversa, fofoquices, indignação, piadas durante toda a santa tarde...
E quando tudo parecia encaminhar-se para uma noite de sono tranquila, aparece o Jesus, que também é Jorge mas não é o chefe do meu chefe e também em nada se parece com o menino que nasceu em Belém(de Israel) a ofuscar todas estas peripécias!




  

quinta-feira, 28 de maio de 2015

... nós já não pagamos salários há quase 4 meses, mas podemos dar dois beijinhos!

Hoje, um dos donos da empresa onde trabalho, entrou no gabinete de uma colega e foi em sua direcção para a cumprimentar. Ela, uma senhora muito faladora, às vezes bastante chata, mas muito bem educada, esticou a sua mão direita. A quando desse gesto, o dono disto, que não é o dono disto tudo, porque só tem uma fatia de um quinto deste queijo, disse-lhe:
- É verdade que nós já não pagamos salários há quase 4 meses, mas podemos dar dois beijinhos!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Estes, eu estou a tentar memorizar...

To answer (tchu ensor)    : responder
To say (tchu sei) : dizer
To make ( tchu meique) : Fazer (construir, produzir algo)
To draw (tchu dró)  : desenhar
To wear (tchu uér) : usar
To see (tchu si)  : ver
To erase (tchu ereise) : apagar
To act  (tchu éct) :  agir
To avoid (tchu avóid) : evitar
To bake (tchu beique) : assar
To cook (tchu cuque) : cozinhar
To boil (tchu bóiol):  ferver
To imagine (tchu imégine) : imaginar
To describe (tchu describe) : descrever
To try (tchu  trai) : tentar
To talk (tchu tolk) : conversar
To sell (tchu sél) : vender
To wish (tchu uiche) : desejar
To walk (tchu uólque)  : caminhar, andar
To run (tchu ran) : correr
To sing (tchu singue)  : cantar
To park (tchu pârk)  : estacionar
To create (tchu crieite) :  criar
To feel (tchu fil )  : sentir
To learn (tchu lerm)  : aprender
To appear (tchu apir) : aparecer
To agree (tchu agri) : concordar
To complain (tchu compleim) : reclamar
To carry (tchu quéry)   : carregar
To wash (tchu uache) : lavar
To paint (tchu peint) : pintar
To hold (tchu hold) : segurar
To solve (tchu saulve) : resolver
To lend (tchu lend ) emprestar
To arrive ( tchu arrive) :chegar
To leave   ( tchu liive) : sair
To spend  ( tchu espend ) : gastar
To choose  ( tchu chuse) escolher
To build ( tchu bild) construir

Estes são os verbos que já conheço...

To come ( tchu câm) : vir
To find  ( tchu faind) : encontrar
To give ( tchu give) dar
To write (tchu uraite) : escrever;
To believe (tchu bilive) : acreditar
To be (tchu bi) ; ser / estar
To accept (tchu acépte) : aceitar
To change (tchu chenge)  : trocar
To wait  (tchu  ueit)  : esperar
To watch  (tchu uatche): assistir
To live (tchu live)  viver
To start  ( tchu estart) : começar
To pay ( tchu pei):  pagar
To ask  (tchu ésk) :  perguntar
To listen  (tchu lissem) :  ouvir
To buy (tchu bai) : comprar
To sleep (tchu eslip)  : dormir
To open (tchu open)  : abrir
To close (tchu clouse) : fechar
To drive (tchu draive) : dirigir
To kiss (tchu  quis) : beijar
To eat (tchu it) : comer
To call (tchu cól) : Chamar / ligar
To drink (tchu drinque)  : beber
To do (tchu du)  : fazer (realizar ações)
To save  ( tchu seive ) economizar, salvar
To dance (tchu dence)  : dançar
To meet (tchu mit) : conhecer / encontrar-se

quinta-feira, 7 de maio de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

Mãe vs Filho

Dialogo entre uma mãe e um filho:

M - Recebi aqui em casa um orçamento do instituto internacional de línguas!
F  - Sim, fui eu que estive a ver umas alternativas para o caso de ser despedido. Se tiver de regressar a casa, vou uns meses estudar inglês para Miami ou Nova Iorque. Como não tenho namorada nem mulher para ficar aí, aproveito para procurar trabalho por lá. Lá vive-se e também pagam bem...
M - Hummm!
F  - Já agora, tu até me vais pagar esse curso intensivo.
M - Eu! Tu gastas o teu dinheiro em festas, férias, passeio e bujigangas e eu é que te ia pagar o curso!?! Deves estar é doido!
F  - Claro, é obrigação dos pais investir nos filhos, tu investes nos teus, que eu quando tiver os meus, também investirei neles...

"Queres ver que já me cortaram o acesso ao email!"

- Viste o email que o chefe reencaminhou?
- Não, mostra lá!
(...)
- Já é de ontem! Ainda nem me caiu no meu Outlook!
"Queres ver que já me cortaram o acesso ao email!"

Bá lá...

Por enquanto ainda não fui dispensado, somente informaram que, em principio vamos trabalhar sem receber, o próximo meio ano!
Podia ser pior, sim podia, mas não era a mesma coisa!?

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Zebras, terra onde nasceu D.Afonso Henriques!

Todos nós sabemos que ele viveu em Guimarães, ele foi o primeiro Rei de Portugal e naturalmente a cidade que ficou para a história ligada ao "Conquistador" é a magnifica e histórica cidade do Minho, a primeira capital de Portugal. O problema é que ninguém sabe onde verdadeiramente ele nasceu. Quase ninguém sabe, porque aqueles que tiveram o privilégio de conviver comigo durante estes meus quase 33 anos de vida já o sabem.
Estava eu nos primeiros anos de estudante universitário, quando num grande e vasto grupo de amigos e colegas contei a história desconhecida sobre o nascimento de D. Afonso Henriques.
Lembro-me perfeitamente desse dia, estava-mos em mais uma das habituais churrascadas de Primavera/Verão na zona verde das margens do Corgo, o rio que atravessa a minha amada cidade de Vila Real. Já tínhamos bebido uns bons litros de cerveja, assim como fumado uns inocentes charutos e estávamos naqueles habituais e estranhos para estudantes de engenharia, debates sobre história, geografia ou religião. Entretanto no meio desse debate acabei por contar uma história, que para quem nasce a ouvir essas histórias pouca importância dá, mas naquele dia e naquele momento prendeu o olhar, a audição e a atenção de todos os que estavam naquele convívio. Era a primeira de centenas de vezes que estava a contar às pessoas que me rodeiam, onde tinha nascido o primeiro rei de Portugal.
Ainda me lembro, da resposta pronta que dei a uma das primeiras pessoas que me questionou com ironia:
- D.Afonso Henriques nasceu em Zebras?!
- Sim, nasceu ele sua irmã e suas tias! A mãe não nasceu lá, foi para lá viver quando tinha 10 anos de idade!
E arrematei ali a conversa, questionando aqueles que se achavam mais sabichões que os outros, para me dizerem e se tinham certeza absoluta do que iriam dizer, onde ele tinha nascido!

Hoje já se diz que ele era transmontano... Mas ainda há muito por contar!


quinta-feira, 23 de abril de 2015

E não é só futebol, mas também o é!

Esta é uma semana que não está a correr nada bem.
Sinto que ando um bocadinho em baixo, sinto-o de uma forma suave e controlada.
Vivo emoções por momentos, sou bem capaz de uma gargalhada controlada, mas também me apetece encolher todo, hibernar, esperar que o tempo passe e acordar uns dias mais à frente.
Como já havia falado num post anterior, a minha vida não vai bem no seio desta empresa, no entanto comecei a semana com bastante trabalho. Digo bastante trabalho porque tenho o habito estranho de trazer a pressão para o meu trabalho, isto é, quando pego num trabalho, dedico-me a ele até o finalizar sem dar grande margem ao descanso. A minha ideia é conclui-lo rapidamente. Isto fez, e faz, que me abstraia de tudo o resto que gira à minha volta. Com esta atitude acabo por ganhar tempos mortos, tempos para não fazer nada. Mesmo nada! Até poderia rever o trabalho que fiz e aperfeiçoá-lo. Mesmo sobrando tempo eu não o consigo fazer. Diria que a minha menta habituou-se, desde os tempos da universidade a fazer uma espécie de SET... e RESET!
Neste preciso momento estou sem nada para fazer! O problema é que é nestes momento em que me aborreço. Abro o Faceboock e ando para cima e para baixo sem nada de interessante para ver, consulto os emails e apago mais de metades, porque nada tem interesse, mera publicidade. Publicidade esta que também não tenho paciência para explorar.
Nós os homens temos o vicio do futebol, discutir futebol e politica nos tempos mortos, mas não, não é boa ideia falar de alemães. Não quero!
Enfim, tenho uma viagem marcada para o próximo fim de semana prolongado, deveria estar super ansioso por ser uma viagem de sonho!
Mas como é possível que uma viagem a um país de excentricidades, de grandes empreendimentos, a minha primeira viagem à Ásia também não me esteja a animar?
Ai que eu sou e ando tão estranho!!!!! Eu sou tão estranho!


segunda-feira, 20 de abril de 2015

"Se não nos mandarem embora, quando é que, nós vamos embora?"

Hoje e com mais calma que na sexta feira passada, consigo falar de um episódio, que poderá vir a acontecer na minha vida. Algo inédito!
Era de manhã, algumas horas depois de ter chegado ao trabalho, estava a fazer uma boa aquisição de moedas locais(aproveitar o cambio informal que me era favorável), quando o meu chefe pediu para eu ir com ele a uma pequena sala de reuniões daqui da sede dos nossos escritórios. No momento fui espontâneamente a acompanha-lo, o meu pensamento ainda nem sequer tinha saído do negócio que estava a fazer. Sentei-me numa cadeira e aguardei que ele se sentasse e me dissesse o que lhe ia na mente.
Verifiquei que ele estava com uma cara diferente, parecia estar receoso de falar comigo! Nesse momento comecei a ficar um pouco assustado!
Então ele começou a falar comigo de mansinho sobre os já conhecidos problemas que a nossa empresa atravessa. Naquele momento eu comecei a ficar cabisbaixo, pois já estava a imaginar o rumo daquela conversa.
Ele disse-me que a empresa estava a atravessar as tais dificuldades já conhecidas por todos, e que eu, que já criei alguns anticorpos aqui na empresa, estava para alguns dos membros da comissão executiva na mira das próximas dispensas, aconselhou-me a não comprar muita moeda local(pois corria o risco de não as gastar), e aconselhou-me a procurar outro trabalho, alegando que ele tentaria tudo para não me deixar cair mas, que da forma que as coisas estão não seria uma tarefa fácil...
Tivemos um diálogo afável, pois já são mais de 5 anos que estamos juntos neste barco, e tenho a certeza que ele lutaria por mim até à ultima gota de seu suor. As minhas palavras finais, depois das naturais criticas à organização da empresa, assim como aos novos cargos e chefias que inventaram foram "o que tiver de ser, será!".
Saí da sala em estado de choque, ainda incrédulo! Eu poderia ser um "dispensado", um daqueles que "não faz falta".
Corri para o Skype e desabafei com grande parte dos meus melhores amigos que se encontravam online... Mas mesmo depois ainda continuava incrédulo!
Enviei email para as empresas que me haviam entrevistado nos últimos tempos, empresas que eu basicamente recusei ao exigir o que seria justo para abdicar do meu espaço de conforto. Informei-as que estava receptivo a uma proposta da parte deles!
Fui-me acalmando aos poucos, entretanto também recebi de seguida a visita de uma das minhas melhores amigas, que quis demonstrar-me que não estava sozinho nesta luta emocional.
Reflecti! A verdade é que as coisas, como estão aqui na empresa, não têm futuro. Talvez seja esta a minha oportunidade de mudar de vida, de trabalho e quem sabe de país!
E agora tenho esta frase na cabeça, dita por alguém num dos dias a seguir:
"Se não nos mandarem embora, quando é que, nós vamos embora?"

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

a chapada do dia!

Estou numa fase da minha vida em que todos os cenários futuros são possíveis!
Ainda posso vir a continuar, mas o mais certo é ter de vir a mudar de lugar, ou até de país. E eu? Ainda nem sei bem o que quero ou se tenho algum voto na matéria!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Toca o despertador!

Acorda sobressaltado ainda meio a dormir, pega no telemóvel e com o dedo movimenta no ecrã para um dos lados a ordem, nunca sabe se o movimento foi para o lado de anular definitivamente o alarme daquele dia ou se só o retardou. Tem dias em que permanece alguns minutos a pensar, permanecendo deitado na cama, noutros verifica as mensagens recebidas enquanto dormia. 
Levanta-se mal humorado meio a cambalear, vasculha o quarto em busca da toalha que usou na noite anterior depois do banho após a corrida, e que não sabe aonde a meteu. Encontrou a toalha e ruma para o Wc, às vezes com óculos outras sem eles. Entrou na banheira pega no chuveiro e acerta a temperatura da água usando os pés como cobaia. Lava-se usando sabonete e champô, fecha os olhos gaguejara e faz isso umas duas vezes. Às vezes toma banho com os óculos, outras vezes nem os leva e tem outras, raras, que ainda se lembra de os pousar antes de entrar para o banho! 
Banho tomado e corpo seco, vai para o quarto, dirige-se à gaveta onde estão guardados os boxers e implica mentalmente de imediato com a empregada, porque não os colocou de forma ordenada e inversa, de maneira a poder saber quais foram os últimos a serem usados. Enfim, foi o primeiro grande momento de irritação mental com alguém.
Boxers vestidos,  sobe para a plataforma vibratório. Por lá permanece 10 minutos de costas alinhadas na esperança que aquela máquina lhe retire alguma gordura, ou que pelo menos ajude na circulação sanguínea.
O Alarme toca três "Pips", desce da máquina, vai ao guarda fatos e veste umas calças escolhidas de acordo com algo que vem do momento. Das calças, ele gosta de quase todas. Nem a desorganização da empregada, por não lhe as colocar de maneira a que consiga decifrar quais foram as ultimas que vestiu, o irritou. 
Ás vezes antes de fazer as 30 flexões coloca logo um dos 3 cintos que tem(castanho, preto grosso e preto mais pequeno), regra geral é um dos pretos que ele usa, ainda bem que quanto ao cinto não segue grande critério para a escolha. Outras vezes o cinto só é colocado depois das ditas flexões!
Depois vem uma das escolhas mais difíceis, os sapatos ou as sapatilhas, claros ou escuros, isso depende da cor e do feitio das calças. 
Ora, mas a confusão reina mesmo é ao chegar às camisas! Aí ele não se irrita só com ele mesmo por causa da empregada, nessa parte do guarda fatos se elas não estiverem ordenadas da ultima a ser usada até à mais recente, ele vai falar com a empregada e chama-a à atenção do grave erro que ela cometeu. 
O dilema das camisas é um sério problema, acha sempre que são poucas as suas 34 camisas. As que surgem no lugar das ultimas que vestiu, são camisas que segundo a sua óptica não são as apropriadas para usar no trabalho, mas sim, para sair à noite. As outras ele acha que já perderam a cor e que já estão velhas, ou que não se adequam às calças ou até mesmo aos sapatos que já trás calçados. Enfim, parece uma gaja, mas acaba por decidir-se.
Parte para a cozinha, já pensando que está atrasado, em direcção à tostadeira, liga-a e tira um pedaço de pão fatiado da arca que coloca na tostadeira para descongelar e tostar. 
Regra geral acorda com vontade de comer um touro, depois lembra-se que se comer coisas pesadas andará toda a manhã cheio de azia, então opta por tirar a manteiga mimosa, às vezes também tira um queijinho dos bons(a sua maior perdição), ou um daqueles chouriços fumados dos bons, pega no sumo e num copo com água e leva tudo para a mesa da sala. Entretanto cruza-se com o colega de casa que está quase sempre mal humorado e com pouca paciência para falar, mas ele fala, porque de manhã é quando sente mais energia na língua. Fala com o colega, manda piadas ou resmunga com a empregada. Se o colega não ligou a tv e colocou na rtpn, ele pega no comando e abre as portas de sua casa às noticias do mundo. Tudo isto enquanto o pão tosta. 
Por fim, já na mesa e bastante descontraído, lambuza-se com a comida e bebe agua e sumo até não caber mais... 
Às vezes arruma a mesa colocando tudo no frigorífico, em outras deixa para a empregada arrumar. Olha para o relógio da Tv e verifica que já está atrasado, sai disparado para o WC e escova os dentes, passa o creme para disfarçar as manchas vermelhas que tem na cara e coloca um produto anti queda no cabelo. Corre para o espelho para ver se falta alguma coisa... Normalmente falta pentear-se! Pega num pouco de cera, baixa e depois levanta o cabelo de forma a parecer que o seu rosto é mais oval que redondo. 
Por fim ele corre, apanha as chaves(da casa, da mota e do escritório), o telemóvel e o dinheiro que ficou pousado na mesa do quarto desde a noite anterior e sai disparado porta fora. Quando vai a meio das escadas lembra-se que esqueceu o capacete. Regressa a casa, apanha o capacete, bate a porta com mais força que da primeira vez e dirige-se à mota, liga-a e ruma para o trabalho!
  
  

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O chefe voltou...



Acabou o sossego! O Chefe está de volta...
Mas trouxe-me uma prenda, um mealheiro de Lisboa, espero que isto não queira dizer nada!?

terça-feira, 7 de abril de 2015

estou a gostar do que estou a ver!

É de um enorme orgulho ver nos últimos tempos grandes homens, que também são amigos com quem tive o privilégio de conviver, apoiar suas ideias e acreditar em seus ideais, a lhes ser reconhecido o enorme valor que têm com a ocupação de cargos de grande responsabilidade, onde o poderão colocar ao serviço da sociedade.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Então e a tua mãe...

Hoje morreu o prestigiado cineasta português Manoel de Oliveira. Sobre ele, eu não falarei, porque a obra feita em 106 anos, fala por si!
Entretanto alguns engraçadinhos e humoristas bacocos da treta, achando-se de uma enorme originalidade(ou não!), juntaram personalidades de alguma idade aos seus belos textos ou a frases debitadas das suas humildes bocas e fizeram piadinhas com o acontecimento...

Para aqueles que dizem ou escrevem coisas como:

- "Se morreu o Manoel, porque é que o Mário não vai também?"

A esses a minha vontade seria dizer:

- "Então e a tua mãe..."

PS: Peço imensas desculpas à mãe por dizer tal coisa! 

não disse, porque não posso, não devo e fica mal!

Há aqueles que respiram fundo e contam até dez quando, alguma coisa os irrita em demasia fazendo-os sentir que estão a perder o controlo da situação e os leva ao "quase" cometer uma loucura.
Eu decidi adoptar uma estratégia para também me controlar nestas situações.
Normalmente perco-me, e não controlo certos momentos de elevada irritação. Se é verdade, que essa minha pouca resistência para controlar a mente, leva os meus conhecidos a dizer que eu sou uma pessoa pura e directa. Também não deixa de ser verdade, que às vezes digo coisas que mais tarde me arrependo e magoam  segundos e terceiros, os quais nada têm a ver com o motivo da minha irritação!
Então no dia de hoje, eu vou criar uma nova rubrica, onde escreverei o que queria dizer e não disse, porque não posso, não devo e fica mal!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Alienado, quem não o é?

"... achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto."

"O Alienista" de Machado de Assis

segunda-feira, 30 de março de 2015

O mundo dá tantas voltas!

Um mundo redondo e estranho,
com capacidade de vicissitudes constantes,
roda e gira em torno de do sol,
a vida é uma relíquia mortal! 
O "nunca digas nunca" é algo real,
hoje dizes que é impossível,
mas o amanha, torna-se fatal.
Nunca olhaste com a atenção devida,
nunca viste para além das entrelinhas,
pensaste que dominavas a situação,
acabaste por implodir na tentação.
Este é um mundo redondo e estranho, 
perdido e desencontrado,
ontem, o "não" era a palavra certa,
hoje, o "sim" tornou-se desejado.
Também o rio corre para o mar,
num percurso bravio e constante.
A água que passa debaixo da ponte,
por lá não voltará a passar,
o sal tornou-a de difícil absorção.
O ciclo hidrológico é uma realidade,
tal como no mundo em acção,
a água dos transformados,
para a nascente não voltará,
porque se ela já foi ao mar, 
é como dizem alguns ditados;
"há mar e mar, há ir e voltar,
e quem foi ao mar, 
perdeu o seu lugar!"





quarta-feira, 25 de março de 2015

li isto e...

"Difícil não é lutar por aquilo quereremos, mas sim, desistir do que mais ama-mos.
Quando desistimos, não é por falta de coragem para lutar, mas porque não aguentamos mais sofrer."

terça-feira, 10 de março de 2015

Flores e o seu significado...

As tulipas significam beleza, prosperidade, independência e amor perfeito. Se elas forem vermelhas, significa que estamos a falar de um amor verdadeiro e eterno...
tulipa arranjo flores como cuidar
Mas e as orquídeas, que realçam a beleza feminina, o amor e o desejo, a pureza espiritual, a perfeição, a sabedoria e a luxúria. Elas têm o poder de transmitir com muita força e presença diversos sentimentos. Dizem que é o mais refinado dos presentes!

orquideas azuis significado

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dieta do ananás!

Já lá vai quase um mês em que comecei a "dieta do ananás"!
Chamo-lhe dieta do ananás sem que isto tenha algum sentido, meramente tenho comido todos os dias, o equivalente a um ananás. 
Por causa do meu recente abuso deste alimento, já dei por mim a fazer pesquisas e a ter discussões relativamente à forma de pronuncia-lo, isto é, quando falamos de ananás ou abacaxi, estamos a  falar da mesma coisa? Informo os mais desatentos que ananás e abacaxi é a mesma coisa!
Comecei a come-lo porque adoro-o, entretanto, graças a uma das minhas deslocações laborais às províncias pertencentes a este planeta, onde vivo e trabalho, adquiri uma quantidade substancial deste produto saboroso e com propriedades nutritivas incomparáveis.
Lá em casa, em conversa com o ET que faz as lidas da limpeza, ao me gabar do baixo custo que tive na aquisição de todos aqueles produtos, ela logo se aprontou a informar-me que em terra de ET's, se for a mesma espécie a comprar, o preço de venda na capital seria idêntico ao que eu consegui numa das províncias deste planeta. Imediatamente, lhe propus um contrato para aquisição, transporte, fornecimento e preparação de 2 ananases por cada dia de trabalho, dei-lhe alguma margem de lucro (justo e habitual nesta galáxia) e até agora ninguém o rescindiu!

Aguardo para saber os resultados desta nova dieta, pois como já referi anteriormente, li muito sobre ananases e dizem que fazem milagres, só espero não ter uma overdose de ananás!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Ressaca, outra vez...

Hoje é segunda-feira. Por norma, um dia difícil!
Este fim-de-semana começou com uma sexta-feira de elevado excesso, perdi o controlo e exagerei. Aconteceu daquelas coisas que normalmente me levam a dizer nos dias seguinte que, “nunca mais!”.
As noites começam calmas, mas entretanto o lugar da festa e o tipo de festa é que me descontrola.
Nesses momentos a festa até fica mais animada, sinto-me muito mais divertido e confiante para falar bem com quem conheço e com quem não conheço. Não se dança melhor, mas dança-se com mais alegria, a festa é nossa e a noite também.
A noite bebe-se até à última gota, a festa acaba, mas eu ainda quero mais. Acaba por se prolongar numa pastelaria ou até a furar o pequeno-almoço de um hotel, onde se inventa o número de um quarto para empanturrar o estômago esfomeado de comidinha boa logo pela manhã.
Mas como tudo tem um fim, a noite longa com o sol já a raiar bem lá no alto tem de acabar.
Acabar acaba, mas na cama o sono não vem, vai-se para a sala e mete-se um filme, e o sono continua longe, mesmo quando por momentos quase adormeço, o telefone toca, é mensagem, é telefonema, é facebook ou é o watzap. O mundo conspira contra mim, é um alerta, eu não posso repetir mais destes exageros. Há um mal estar e uma ansiedade descontrolada dentro do meu cérebro.
Pergunto-me porque não durmo, e lembro-me que voltei a beber Redbull, muito redbull com whisky, ou com vodka, ou com sei lá o quê…
Já sei que me acontece sempre isso, porque repito!
Penso para mim mesmo, “é bem possível que só adormeça lá pró final do dia, ou até que nunca mais durma”!
Desmarco algumas coisas que tinha combinadas para aquele dia e sinto-me mais aliviado! Enfim, vou poder descansar…
Acaba por chegar o momento em que alquebro… e finalmente quando acordo sinto-me ligeiramente melhor, e penso: “dormi”.
Mas a chamada “ressaca”, ela mantém-se por vários dias, e hoje é segunda e ainda tenho comichão no cérebro, uma dor de costas e um sono imenso!
Hoje é daqueles dias em que digo, que nunca mais vou exagerar, e sinceramente quero mesmo deixar de exagerar… A questão é que dantes saía muitas vezes e não exagerava, ou se calhar aguentava-me, mas agora sempre que saio… é um perigo!

Mas isto tem de acabar, e vai acabar… Já não tenho 20 Anos.

Sem filtro!

Ela é uma princesa, um doce anjo, meu peixinho do aquário...
Para mim ela é tanta coisa boa e bonita, por mais palavras que debite da minha boca ou escreva nos meus textos, ficarei sempre muito aquém da definição de todo o sentimento que ela me transmite.
Por vezes, consigo experimentar o doce sabor dos seus vermelhos lábios clareados sem nunca os beijar e reconheço os contornos das curvas do seu corpo mesmo sem lhe estar a tocar. Sou inesperadamente atingido pelas lágrimas que não vejo porque importo os seus medos e magoo-me com a sua dor.
Tudo isto é criatividade, fruto da minha fértil imaginação.
Eu tenho-a através de sonhos, falo dela através destes textos, consigo-a ouvir através do rebentar suave das ondas do mar, toco-a através de retratos onde posa como uma actriz de cinema com aquele sorriso que me derrete, vejo-a bem naqueles momentos em que inunda os meus pensamentos.
Eu desejo-a ao escutar a harmonia das suas frases compostas por doces palavras, envolvo-me por cada segundo de um minuto de atenção que por ela me é dado e amo-a ao ler cada frase de seus belos e apaixonantes textos.
Tem dias, quando bate no meu rosto aquele ventinho agradável, o meu olfacto detecta o perfume dela, o aroma da sua pele, nesses momentos o meu corpo transpira de ilusões que invadem a minha mente, a minha alma, tenho sonhos e devaneios, neles torno-me um louco inconsciente onde acontecem coisas que não posso aqui escrever.

É irreversível este meu meloso e sadio problema! Sempre que penso nela tenho uma vontade enorme de lhe dizer que, não sei bem porquê, “mas a amo e a quero continuar a amar”.

Ps: O sentimento é este... A ortografia, aguarda correcção!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Bom dia...

Logo pela manhã que hoje nasceu cinzenta mas de certeza vai melhorar porque é sexta feira, naquele momento em que tomo o meu café quente com um bocadinho de leite, depois dos bons dias dados por mim aos colegas presentes na copa, ouço do moço para quem estava a olhar fixamente;

- Hoje estou romântico até nos pés!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

...realidades estranhas!

Estão 34 ºC do lado de lá da janela, do lado de cá e de acordo com o comando do aparelho de ar condicionado, devem estar uns 22ºC! Ele está agasalhado e empacotado dentro de seu casaco de primavera, a bater o queixo com o frio...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Tu vences qualquer um, pelo cansaço!

Há uns dias atrás tive uma reunião para debater, com o meu chefe, a minha avaliação e desempenho na empresa.

A minha auto-avaliação estava a ser analisada ponto a ponto, o meu chefe não tinha preenchido a parte da avaliação dele, simplesmente colocava reparo na nota, com que eu, me tinha auto avaliado. Foi dizendo coisas como, “achas mesmo que é um 3 que mereces aqui? Então está bem!” item a item foi concordando com as notas dadas, isto até chegar aos 3 pontos mais críticos; iniciativa, auto desenvolvimento e motivação.
- Achas que mereces um 3, na tua iniciativa, já reparaste que tu estás sempre a resmungar? Tu auto desenvolves-te? Porque meteste um 2 na motivação?
- Todos estes factores estão relacionados, primeiro eu não me sinto nada motivado porque estou cansado, segundo eu resmungo porque tu pedes coisas quase impossíveis, terceiro eu auto-desenvolvo-me porque tenho de fazer, as coisas quase impossíveis, que tu me pedes!

(…)


- Olha, não dá, tu vences qualquer um pelo cansaço… Pede o que quiseres, mas salário sabes que eu não consigo!

Os amigos e as analogias anómalas...

Saber lidar com os meus amigos é a tarefa mais difícil que tenho no meu dia-a-dia.
Existem os ciumentos, super ciumentos, qualquer aproximação minha a uma outra pessoa, move nuvens compostas por fórmulas incompreendidas à volta de suas cabeças. Análises depreciativas surgem no imediato…
Também tenho amigos que são capazes de ficar de trombas, alterar bruscamente de humor sem qualquer razão que motive o tamanho do beiço, em mim fica uma impotência para analisar o sucedido.

Ainda há outros que vêem a amizade como uma troca de benefícios e de cooperações, consideram-na uma partilha de necessidades! A estes, devemos dar-lhes a importância que têm…
Ainda há outros... mas hoje não escrevo sobre esses!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Tudo gira à vossa volta...

Há dias em que este chefe, que também é cromo, torna-se insuportável... Nestes dias, sinto-me um prostituto!
"Ai dinheiro, a quanto me obrigas!"


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Baboseiras calamitosas de traição à língua de Camões"

Não podia deixar de falar deste fenómeno.
Algo que vai podre no seio de alguns portugueses e está a tornar-se cada vez mais recorrente na juventude, é as baboseiras calamitosas de traição à língua de Camões, que frequentemente aparecem escritas nas redes sociais.
Fico deveras irritado quando leio erros gramaticais ou ortográficos básicos, escritos frequentemente pelas mesmas pessoas. Desatino, quando a fluidez da minha leitura fica presa na percepção de um certo conjunto de palavras, que deveriam formar mais que uma frase, mas na realidade está escrita numa única. Chego a ler frases que, se corrigidas, no que diz respeito à sua pontuação, delas poderíamos fazer cinco ou seis com ideias distintas.
Hoje fiquei com uma dúvida. A minha dúvida passa por saber, se me irrito mais, com aqueles que dão enormes pontapés na gramática portuguesa, ou com os que usam e abusam de uma outra língua para se expressar, pondo de lado a sua língua materna.
Se essas pessoas não sabem escrever e estão mais à vontade para se expressar numa outra língua, isto até é aceitável! Percebo que muitos já abandonaram o país há algum tempo, e que têm mais dificuldades em se expressar na língua materna. Também sei, que a língua portuguesa é sem dúvida, uma das línguas mais difíceis de aprender e escrever. Mas chegar ao ridículo, de escreverem isto que passo a citar:

“So long Portugal...Hope to be back soon...love my country, Family And friends! Its not a goodbye, Its Just a see you soon! Next drop....Morocco



- Por favor, miúda, tu apenas estás a caminho de Angola e se sentes assim tanta falta do teu país e de quem lá mora, escreve na tua língua materna. Aproveita e usa na tua escrita a palavra "saudade", isto se, não estiveres simplesmente a querer dizer "sinto falta"!