Num dia qualquer de calor, deitado na poltrona a observei, ouvi falar, gesticular e sorrir. Nesse dia não fiquei impressionado. Era uma tarde de sábado como tantas outras, cujo objectivo era o planeamento de uma noite festiva de divertimento extremo. Longe de imaginar as suas qualidades e capacidades, tão pouco as emoções que viria a causar. Na teoria seria uma tarde como tantas outras!
Tempos passaram, e foram tantas as vezes na ânsia de a ver à janela, ou por de trás das cortinas a observar, a ler ou a pensar. A alegria de lhe ver o rosto pálido, o cabelo longo e encaracolado, a pele branca, e aquele sorriso de uns olhos verdes penetrantes. O aguardar da mensagem, das mais alegres de todas "a caminho", "a descer", "já vou, estou só a acabar de comer chocapic, com verdadeiro sabor a chocolate"...

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