quarta-feira, 1 de julho de 2015

O meu Ego subiu

Tal como referi em textos anteriores, eu estive envolvido num longo processo de mudança de entidade patronal. Optei por uma empresa em que serão poucas as mudanças em termos de localização do posto de trabalho.
Durante este processo recebi uma proposta e cheguei a ter um acordo verbal com uma outra empresa. Entretanto na recta final da oficialização por escrito desse acordo, surgiu uma proposta da empresa para onde agora decidi ir trabalhar, mas em paralelo também soube que a empresa com quem tinha um acordo verbal estava em fase de reestruturação. Algumas das condições que os meus conhecidos trabalhadores dessa empresa tinham estavam a ser revista, principalmente em relação à localização da zona habitacional. Eu como bom conhecedor da cidade onde trabalho, sei que isso seria um duro golpe na minha vida social. 
Optei por um novo projecto em que não houvesse significativas mudanças a nível do social. Este foi um dos factores primordiais da minha decisão, sendo que a empresa para onde vou, também é muito mais promissora.
Assunto arrumado no que diz respeito a este capitulo de tomada de decisões.
Entretanto, hoje logo pela manhã, depois de já ter há alguns dias comunicado à empresa com quem tive o acordo verbal e ter justificado o motivo da minha possível não transferência para essa empresa, recebi um telefonema deles. Pensei que eles me iriam ligar indignados com a minha tomada de posição à ultima hora. Enganei-me! Eles ainda tinham a esperança de me convencer a mudar de ideias, tinham para me apresentar uma proposta financeira, que compensasse o transtorno que a nova localização da minha futura habitação pudesse causar. E no decorrer da conversa ainda disseram que essa compensação financeira poder-me-ia permitir o aluguer de uma casa em um outro lugar, diferente do que me estava destinado. Enfim... Vinham tarde! 
Não quis ouvir, pois a minha decisão já estava tomada e não quero ser olhado como um mercenário. Coisa que não sou!
Mas a verdade é que soube bem ouvir o senhor a dizer que admirava muito a minha atitude e a forma correcta como geri todo este processo. Com sinceridade(não é bem verdade, mas...). Compreendia as razões que me levaram a abdicar do acordo que tinha com eles. Disse-me que eu fui escolhido entre mais de 50 entrevistados(até me arrepiei). E por fim concluiu, informando que as portas da empresa onde ele trabalha estariam abertas para mim, se no futuro, eu não me adaptasse na empresa para onde ia. Fiquei comovido e feliz porque tudo correu melhor do que eu pensava.

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