Cada vez me parece ainda mais que, a forma como a justiça está a brindar José Sócrates ultrapassa os limites da “repugnância”.
Sou assumidamente um fã (mui condicional) desse Senhor, naturalmente as minhas palavras poderão ser entendidas por quem me conhece como parciais. Mas eu não me importo. Porque imparcial deve e tem de ser Justiça.
Nós, os comuns, podemos e devemos ser parciais, ao contrario de um juiz, que com responsabilidades de estado não fica nada bem essa qualidade.
A partir de agora já nem será a culpa, ou um simples pedido de desculpas, que irá minar este combate de personalidades. As leis serão ditadas, literalmente, pelo o ódio pessoal e o confronto de poderes.
O ex-primeiro ministro, apesar de detido, ainda detém muito poder. Um deles e porventura o maior, é o Poder de dizer "Não!".
Mas pronto, o julgamento foi feito nos jornais, com isto poupou-se dinheiro e tempo, agradeceu o erário público. O tempo que é agora, começou a correr e em favor do Sr. Engenheiro.
No momento, a moral da história agora é a seguinte:
"Se ele está apto para usar uma humilhante coleira electrónica, então, uma opinião pública transparente terá de dizer que ele está limpo para estar livre, e sem demais embaraços para o ministério público, têm de o soltar."
A Justiça já é uma anedota aos olhos do povo, agora resta saber se a tornarão numa novela.
Se ele diz que "não" ao juiz, por puríssimo acaso, aparecem logo de seguida novos casos, mas e desenvolvimentos?(vamos lá enxovalhar mais um bocadinho!)
Mas será que isto não tresanda a algo mais grave do que uma retaliação "pré-meditada", a cheirar a negociatas com impróprias almas... E agora haverá limites para a desinteligência?
O Eng. Sócrates, um político à José Mourinho, que soube aguentar heroicamente, com uma defesa cerrada os ataques a que foi sujeito. Mas isto foi na primeira parte. E num campo deveras inclinado. O intervalo fez-lhe bem. E a segunda parte já começou. Todos sabemos que ele é um excelente estratega e com uma exímia leitura do Jogo! Esperou pacientemente pelo momento para lançar o contra ataque, o contra golpe "moral", um outro “chapeau” e com direito a nota artística. Ora, um cavalheiro à moda antiga... e que tão boa chapada foi esta a sua recusa de sair em liberdade! Até pode nem parecer, mas a partir de agora ele escolherá o momento e em que condições. Um privilégio em que poucos se poderão orgulhar. E no final ele vai sair, inevitavelmente em ombros, se não dos morais, pelo menos nos da opinião… "púdica!"
Se já o estava, agora ainda estou muito mais, "rendido!". O Homem, digam o que disserem, é mesmo um "Animal Feroz". Enjaularam-no, e ele aprimorou o seu sentido de meditação. E ele dali sairá melhor escritor, quem sabe poeta.
O palco até foi doce, mas a pena… a pena foi fazê-lo sofrer por razões mindinhas.
Entretanto, nós, espectadores "achavascados" deste teatro político, resta-nos rir, chorar, fingir entender e…aplaudir!
Resumindo esta minha humilde e parcial opinião, o "destino" afastou-o da política, isto se ele não estiver a pensar perder mais energias em retaliações e vinganças inúteis. Que continue a escrever e a filosofar sobre a condição humana, que eu cá estarei sempre para o ler e escutar.
Hoje tive de escrever isto, porque há seis meses "engoli em seco" uma feijoada estragada… e não havia maneira de a fazer sair!
Sou assumidamente um fã (mui condicional) desse Senhor, naturalmente as minhas palavras poderão ser entendidas por quem me conhece como parciais. Mas eu não me importo. Porque imparcial deve e tem de ser Justiça.
Nós, os comuns, podemos e devemos ser parciais, ao contrario de um juiz, que com responsabilidades de estado não fica nada bem essa qualidade.
A partir de agora já nem será a culpa, ou um simples pedido de desculpas, que irá minar este combate de personalidades. As leis serão ditadas, literalmente, pelo o ódio pessoal e o confronto de poderes.
O ex-primeiro ministro, apesar de detido, ainda detém muito poder. Um deles e porventura o maior, é o Poder de dizer "Não!".
Mas pronto, o julgamento foi feito nos jornais, com isto poupou-se dinheiro e tempo, agradeceu o erário público. O tempo que é agora, começou a correr e em favor do Sr. Engenheiro.
No momento, a moral da história agora é a seguinte:
"Se ele está apto para usar uma humilhante coleira electrónica, então, uma opinião pública transparente terá de dizer que ele está limpo para estar livre, e sem demais embaraços para o ministério público, têm de o soltar."
A Justiça já é uma anedota aos olhos do povo, agora resta saber se a tornarão numa novela.
Se ele diz que "não" ao juiz, por puríssimo acaso, aparecem logo de seguida novos casos, mas e desenvolvimentos?(vamos lá enxovalhar mais um bocadinho!)
Mas será que isto não tresanda a algo mais grave do que uma retaliação "pré-meditada", a cheirar a negociatas com impróprias almas... E agora haverá limites para a desinteligência?
O Eng. Sócrates, um político à José Mourinho, que soube aguentar heroicamente, com uma defesa cerrada os ataques a que foi sujeito. Mas isto foi na primeira parte. E num campo deveras inclinado. O intervalo fez-lhe bem. E a segunda parte já começou. Todos sabemos que ele é um excelente estratega e com uma exímia leitura do Jogo! Esperou pacientemente pelo momento para lançar o contra ataque, o contra golpe "moral", um outro “chapeau” e com direito a nota artística. Ora, um cavalheiro à moda antiga... e que tão boa chapada foi esta a sua recusa de sair em liberdade! Até pode nem parecer, mas a partir de agora ele escolherá o momento e em que condições. Um privilégio em que poucos se poderão orgulhar. E no final ele vai sair, inevitavelmente em ombros, se não dos morais, pelo menos nos da opinião… "púdica!"
Se já o estava, agora ainda estou muito mais, "rendido!". O Homem, digam o que disserem, é mesmo um "Animal Feroz". Enjaularam-no, e ele aprimorou o seu sentido de meditação. E ele dali sairá melhor escritor, quem sabe poeta.
O palco até foi doce, mas a pena… a pena foi fazê-lo sofrer por razões mindinhas.
Entretanto, nós, espectadores "achavascados" deste teatro político, resta-nos rir, chorar, fingir entender e…aplaudir!
Resumindo esta minha humilde e parcial opinião, o "destino" afastou-o da política, isto se ele não estiver a pensar perder mais energias em retaliações e vinganças inúteis. Que continue a escrever e a filosofar sobre a condição humana, que eu cá estarei sempre para o ler e escutar.
Hoje tive de escrever isto, porque há seis meses "engoli em seco" uma feijoada estragada… e não havia maneira de a fazer sair!
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