segunda-feira, 30 de novembro de 2015

e os problemas voltaram!

Tínhamos regressado de mais uma festa, mais uma noite, mais uma noite de exageros... E pronto já estávamos em casa e era a hora de comer qualquer coisa para não nos deitarmos de barriga vazia.
 Logo me aprontei para saciar a fome(a minha e dos que estavam comigo). Agarrei-me à frigideira e rapidamente aprontei uns cachorros com uns ovos estrelados.
Depois de colocar os mantimentos na mesa, verifiquei que os convidados já estavam aterrados no sofá a dormir(ou não). Tentei acorda-los para comer e continuar as conversas parvas normais de final de noite. Estranhamente fui chutado com uma raiva estranha, e apercebi-me que na realidade não estavam a dormir, pelo menos um não estava, pois apercebi-me que enquanto eu comia o sobrolho dele levantava-se a inspeccionar se eu ainda me encontrava na mesa. Em modo triste e também enraivecido peguei numa fotografia dos 3 que estava colocada junto dos ímanes do frigorífico, nela estávamos os 3 bem bonitos e escondia por debaixo da gaveta dos talheres.
Entretanto fui para a cama, e como seria de esperar, ainda estava a trocar a roupa pelo pijama quando sinto que já estavam ambos a comer. Em mim cresceu uma raiva e tristeza ímpar. Não por aquele momento, mas também por outros que já tinham ocorrido durante esse dia, que me fizeram sentir a mais ali junto daqueles dois.
Estava a levantar-me todo enraivecido quando me abrem a porta do quarto, e me perguntam pela fotografia. A minha fúria era de tal ordem que não me apetecia dar-lhes a foto, então menti, fingi não saber dela, etc. Eu queria passar para eles a raiva que eu tinha naquele preciso momento. Mas chegou um momento no meio daquela confusão e para não piorar as coisas decidi devolver a fotografia.
E bastante irritado fui me deitar!
Mas mal cheguei à cama reconheci que tinha feito merda. Principalmente porque conheço perfeitamente a sensibilidade de uma dessas pessoas que me acompanhavam naquela noite.
Enfim, voltei a levantar-me com intuito de conversar e pedir desculpas. Mas o mal já estava feito, o caldo já estava entornado. A raiva também já era extravagante nessa pessoa mais sensível. Eu reconheci que as coisas estavam mal, tentei ser ouvido, mas já não dava.... Fiz de tudo, humilhei-me de uma forma tão grande que até agora ainda sinto vergonha de o ter feito, mas na altura achava que era a única hipótese de apaziguar as coisas ainda naquela noite, mas o insucesso foi o que me restou.
Hoje reflicto sobre o assunto, mas sem me  envolver emocionalmente muito, não porque não o consiga, mas porque tenho uns comprimidos milagrosos que me ajudam, e arrependo-me do que fiz, mas também me arrependo do que me humilhei depois disso...
E neste momento, o meu único pensamento é saber o que será melhor para mim!

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