sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Conhecimento profundo...

Às vezes, há momentos em que devemos tirar um tempinho para pensar em nós, nas atitudes que tomamos e porque somos assim, e se tiver de ser, mudar...
Há bem pouco tempo conheci uma pessoa especial! Mesmo tendo-a conhecido há pouco mais de um mês, ela já me colocou a reflectir sobre muito do que sou e de porque o sou. É estranho! Encontrarmos pessoas que mal conhecemos, mas em pouco tempo de conversa já nos transportaram para um campo de envolvência tal, que até sentimos que já nos conhecem há muito tempo. Também é estranho, mas encantador ver que em pouco tempo já foram capazes de decifrar mais enigmas que amigos de muitos anos nunca o conseguiram fazer.
Fiquei perplexo, quando estava entusiasmado a falar sobre a minha infância e da capacidade de negociação que tinha para com os meus próprios pais, e depois de contar que tirei aquela boa nota ou fiz aquelas cadeiras todas porque havia negociado com os meus pais a oferta de algo que eu queria muito, fui interrompido por esse meu novo amigo com a seguinte conclusão " Estás a ver porque te tornaste uma pessoa exigente demais com os amigos, no trabalho ou numa qualquer relação! É fruto dessa cultura e aprendizagem que tu assimilaste em miúdo e adolescente, que te leva a, hoje quando dás "algo de ti a alguém" estás instintivamente a exigir algo que também queres da outra pessoa!
Fiquei maravilhado e perdi o tal tempinho para pensar em mim e sobre mim, realmente eu sou mesmo assim!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A triste geração que virou escrava da própria carreira...


A triste geração que virou escrava da própria carreira

Live fast die young...

Vemos a juventude a evaporar-se por entre os raios de sol, temperaturas intensas e um rasto de poluição.
Cresci a achar-me um herói, porque nasci livre e com capacidades acima da média. Tinha pena dos meus avós, que dividiram uma sardinha pelo numero de irmãos, casaram cedo, serviram na casa dos Senhores Ricos e nunca viajaram para muito longe da terrinha.
Tinha pena dos meus pais, que tiveram que percorrer caminhos difíceis e ingratos, racionalizar os gastos, evitar saídas para festas e viagens pelo país para poder ter algo que pudessem dizer que era deles e dar a mim e ao meu irmão uma educação digna e preparando-nos para o futuro.
Tinha pena de todos os que não sabiam mexer num computador, escreviam corretamente ou falavam uma língua estrangeira.
Era uma vez uma geração, dita a mais bem preparada de sempre… Que crescia criativa, livre, feliz pelas oportunidades que viam no futuro risonho que os esperava. Uma geração que domina Inglês, Francês e Espanhol. Frequentou as melhores escolas, entrou nas melhores universidades e escolheu os cursos que mais gostavam. Conseguiram os melhores estágios. Alguns até efectivaram. Ficaram orgulhosos, e com razão.
Houve até alguns que não pararam de aprender, tiraram uma pós-graduação, a especialização, o mestrado e o MBA.
Os diplomas enchiam os seus currículos.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os avós ganharam durante a vida toda. E aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam sequer ganhar.
Uns verdadeiros heróis. Ninguém poderia deter esta ambição. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais gorda.
Esta é a minha geração…
O problema é que o auge está cada vez mais longe. A meta está cada vez mais distante. Sou como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
Chegamos a um ponto em que já não conseguimos saber qual é a meta, o sonho e as ganas, nem distinguir até onde vai a ambição, a ganância, o que é necessário e o que é um vício.
O dinheiro que está na conta dá para muitas viagens. Dá para visitar aqueles amigos que gostamos e não vemos há muito tempo. Dá para realizar o sonho de conhecer a Austrália. Dá até para ir ao Polo Norte.
Pois, mas neste mundo temos de definir “prioridades”! E estas acabaram sempre por ficar para trás.
Em tempos pensava que no futuro conseguiria comprar saúde, amor e família. Acreditava vivamente que uma hora de corrida poderia compensar todo o mal que fazia dia após dia, incluindo fins de semana ao próprio corpo.
Com 20 anos tomava antigripine, gorosan e QI plus.
Aos 25 era o compensan, benuron e brufene.
Aos 30 são os Bromalex e Alprazolan.
Sou de uma estranha geração que toma café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Os pensamentos variam entre o sim e o não. Consegues fazer? Sim. Cumpres o prazo? Sim. Chegas mais cedo amanhã? Sim. Sais mais tarde? Sim. Queres demonstrar trabalho e receber um aumento? Sim.
Mas para outras coisas na vida, costuma ser não!
Aos 20 não tinha uma vida saudável para conseguir estudar para os exames da universidade; ingeria cafés, redbul e fazia um isolamento total do mundo durante um meses.
Aos 25 não pensava em namorar porque eu queria crescer profissionalmente e ser promovido.
Aos 30 não fui ao casamento e aniversário do melhor amigo porque estava longe.
Aos 35/40 não verei tal como já acontece a outros da minha geração, o filho andar pela primeira vez. Ou porque continuarei longe ou quando então chegar a casa, ele já dorme, e quando sair ele ainda não acordou.
Às vezes, paro e penso se a vida dos meus pais e avós era assim tão má quanto parecia.
Por um instantes quando distraído chego a pensar que se estivesse a pagar uma casa aos poucos, ou até viver na casa dos pais, namorar e viver com aquela vizinha que sempre foi doida por mim, ir à missa todos os domingos e permanecer no mundo rural não teria sido a melhor opção.
Mas isso já é um pensamento de doido, não vale a pena perder tempo com pensamentos tão fúteis. Neste momento já sou escravo do câmbio automático, dos bons vinhos, dos bons hotéis, das grandes festas, das curtas viagens mas com espectaculares fotografias que deixam os amigos com inveja, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
E era uma vez uma geração;
Que se considerava muito livre. Ela tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Mas “só” não tem controlo do próprio tempo. Não vê que os dias voam.
“Só” não percebe que a juventude está a evaporar e o dinheiro que embeleza a conta no final do ano, nunca os irá trazer de volta.

Ps: A originalidade deste Post não é minha, mas revi-me de tal forma nele que decidi adapta-lo à minha própria vida...

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O regresso do animal feroz...

Depois do que já lhe aconteceu, com culpa ou sem culpa de algo que desconheço, ele voltou forte e imbatível como sempre o foi.
Ontem vi-o regressar ao espaço de antena, aquele que por muitos foi apelidado de animal feroz, destemido e quase sempre triunfante no campo da argumentação. Noutros tempos tinha a capacidade de me transportar para o sonho das suas ideias, hoje sem necessidade ou qualquer capacidade para isso, porque sei que já não tem esse poder de decisão nas mãos, conseguiu mostrar que não é necessário transportar as pessoas para o campo das emoções, quando muito bem o poderia fazer, para demonstrar que o que lhe fizeram é errado.
E ontem a frase que me ficou na memoria foi "Como me senti ou deixei de sentir é algo que não interessa para nada, o que interessa é que o que me fizeram e como fizeram está errado!". Sem dúvida que este continua a ser o animal feroz que admiro!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Como uma onda...

Os pensamentos são invadidos pela sua imagem. Não é pedida qualquer licença para entrar. Sentes que é algo que já te aconteceu em outras ocasiões e que não conseguiste controlar.
Tenho medo e receio, sinto intranquilidade, mas também desejo e esperança. É uma estranha sensação de aproximação e conhecimento. Mais uma vez o medo de falhar supera a força da habitual confiança triunfante.

Reconheço que estou cometer os mesmos erros, mas também sei que não poderá ser de outra forma para que valorize o acontecimento.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aquele medo de perdermos os nossos heróis.

Somos seres humanos e não vamos por aqui ficar para sempre, essa é a coisa mais certa que temos.
Ele tem 90 anos e desde que eu era miúdo que o vejo como um imortal. Sempre o admirei e admiro, com ele aprendi muita coisa, ensinou-me a ser muito do que sou hoje. Adoro ouvi-lo a contar as suas histórias de vida, uma vida de enormes sacrifícios, os quais sempre os superou com a coisa que ele mais gosta de fazer, com muito "trabalho". Hoje está impedido de fazer o que mais gosta, e sei que mais do que a grave doença que tem, não poder "trabalhar" ainda o deve fazer sofrer muito mais.
Os médicos dizem que já não vale a pena...
Mas custa-me tanto saber que vou perder a pessoa que mais gosta de me ouvir falar sobre as modernices, sobre a politica, sobre o novo mundo que ele não percebe bem mas gosta que eu lhe o descreva. Ele é o meu maior fiel aliado, pois discutia com o pessoal da sua geração por causa das doutrinas e ideais políticos que eu lhe tinha incutido.
Quero tanto que não te esqueças que és o meu herói.

É mesmo aí que está a beleza da natureza da pessoa.

Dizer que conseguir tirar o maior número sorrisos do outro é a sua maior missão, não está ao alcance de qualquer um, só alguém especial o diria.  Assumir os erros e contar-te sem rodeios os problemas que lhe perturbam os pensamentos, não é para fracos, mas para aqueles que são superiores à dor que os atinge.
Virar as costas ao exterior para se concentrar na felicidade do outro é um erro, mas é a maior demonstrarão pura de fidelidade eterna. Isto não são defeitos, mas virtudes que os sortudos podem usufruir mas só os sábios conseguem visualizar e reconhecer.