terça-feira, 28 de abril de 2015

Mãe vs Filho

Dialogo entre uma mãe e um filho:

M - Recebi aqui em casa um orçamento do instituto internacional de línguas!
F  - Sim, fui eu que estive a ver umas alternativas para o caso de ser despedido. Se tiver de regressar a casa, vou uns meses estudar inglês para Miami ou Nova Iorque. Como não tenho namorada nem mulher para ficar aí, aproveito para procurar trabalho por lá. Lá vive-se e também pagam bem...
M - Hummm!
F  - Já agora, tu até me vais pagar esse curso intensivo.
M - Eu! Tu gastas o teu dinheiro em festas, férias, passeio e bujigangas e eu é que te ia pagar o curso!?! Deves estar é doido!
F  - Claro, é obrigação dos pais investir nos filhos, tu investes nos teus, que eu quando tiver os meus, também investirei neles...

"Queres ver que já me cortaram o acesso ao email!"

- Viste o email que o chefe reencaminhou?
- Não, mostra lá!
(...)
- Já é de ontem! Ainda nem me caiu no meu Outlook!
"Queres ver que já me cortaram o acesso ao email!"

Bá lá...

Por enquanto ainda não fui dispensado, somente informaram que, em principio vamos trabalhar sem receber, o próximo meio ano!
Podia ser pior, sim podia, mas não era a mesma coisa!?

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Zebras, terra onde nasceu D.Afonso Henriques!

Todos nós sabemos que ele viveu em Guimarães, ele foi o primeiro Rei de Portugal e naturalmente a cidade que ficou para a história ligada ao "Conquistador" é a magnifica e histórica cidade do Minho, a primeira capital de Portugal. O problema é que ninguém sabe onde verdadeiramente ele nasceu. Quase ninguém sabe, porque aqueles que tiveram o privilégio de conviver comigo durante estes meus quase 33 anos de vida já o sabem.
Estava eu nos primeiros anos de estudante universitário, quando num grande e vasto grupo de amigos e colegas contei a história desconhecida sobre o nascimento de D. Afonso Henriques.
Lembro-me perfeitamente desse dia, estava-mos em mais uma das habituais churrascadas de Primavera/Verão na zona verde das margens do Corgo, o rio que atravessa a minha amada cidade de Vila Real. Já tínhamos bebido uns bons litros de cerveja, assim como fumado uns inocentes charutos e estávamos naqueles habituais e estranhos para estudantes de engenharia, debates sobre história, geografia ou religião. Entretanto no meio desse debate acabei por contar uma história, que para quem nasce a ouvir essas histórias pouca importância dá, mas naquele dia e naquele momento prendeu o olhar, a audição e a atenção de todos os que estavam naquele convívio. Era a primeira de centenas de vezes que estava a contar às pessoas que me rodeiam, onde tinha nascido o primeiro rei de Portugal.
Ainda me lembro, da resposta pronta que dei a uma das primeiras pessoas que me questionou com ironia:
- D.Afonso Henriques nasceu em Zebras?!
- Sim, nasceu ele sua irmã e suas tias! A mãe não nasceu lá, foi para lá viver quando tinha 10 anos de idade!
E arrematei ali a conversa, questionando aqueles que se achavam mais sabichões que os outros, para me dizerem e se tinham certeza absoluta do que iriam dizer, onde ele tinha nascido!

Hoje já se diz que ele era transmontano... Mas ainda há muito por contar!


quinta-feira, 23 de abril de 2015

E não é só futebol, mas também o é!

Esta é uma semana que não está a correr nada bem.
Sinto que ando um bocadinho em baixo, sinto-o de uma forma suave e controlada.
Vivo emoções por momentos, sou bem capaz de uma gargalhada controlada, mas também me apetece encolher todo, hibernar, esperar que o tempo passe e acordar uns dias mais à frente.
Como já havia falado num post anterior, a minha vida não vai bem no seio desta empresa, no entanto comecei a semana com bastante trabalho. Digo bastante trabalho porque tenho o habito estranho de trazer a pressão para o meu trabalho, isto é, quando pego num trabalho, dedico-me a ele até o finalizar sem dar grande margem ao descanso. A minha ideia é conclui-lo rapidamente. Isto fez, e faz, que me abstraia de tudo o resto que gira à minha volta. Com esta atitude acabo por ganhar tempos mortos, tempos para não fazer nada. Mesmo nada! Até poderia rever o trabalho que fiz e aperfeiçoá-lo. Mesmo sobrando tempo eu não o consigo fazer. Diria que a minha menta habituou-se, desde os tempos da universidade a fazer uma espécie de SET... e RESET!
Neste preciso momento estou sem nada para fazer! O problema é que é nestes momento em que me aborreço. Abro o Faceboock e ando para cima e para baixo sem nada de interessante para ver, consulto os emails e apago mais de metades, porque nada tem interesse, mera publicidade. Publicidade esta que também não tenho paciência para explorar.
Nós os homens temos o vicio do futebol, discutir futebol e politica nos tempos mortos, mas não, não é boa ideia falar de alemães. Não quero!
Enfim, tenho uma viagem marcada para o próximo fim de semana prolongado, deveria estar super ansioso por ser uma viagem de sonho!
Mas como é possível que uma viagem a um país de excentricidades, de grandes empreendimentos, a minha primeira viagem à Ásia também não me esteja a animar?
Ai que eu sou e ando tão estranho!!!!! Eu sou tão estranho!


segunda-feira, 20 de abril de 2015

"Se não nos mandarem embora, quando é que, nós vamos embora?"

Hoje e com mais calma que na sexta feira passada, consigo falar de um episódio, que poderá vir a acontecer na minha vida. Algo inédito!
Era de manhã, algumas horas depois de ter chegado ao trabalho, estava a fazer uma boa aquisição de moedas locais(aproveitar o cambio informal que me era favorável), quando o meu chefe pediu para eu ir com ele a uma pequena sala de reuniões daqui da sede dos nossos escritórios. No momento fui espontâneamente a acompanha-lo, o meu pensamento ainda nem sequer tinha saído do negócio que estava a fazer. Sentei-me numa cadeira e aguardei que ele se sentasse e me dissesse o que lhe ia na mente.
Verifiquei que ele estava com uma cara diferente, parecia estar receoso de falar comigo! Nesse momento comecei a ficar um pouco assustado!
Então ele começou a falar comigo de mansinho sobre os já conhecidos problemas que a nossa empresa atravessa. Naquele momento eu comecei a ficar cabisbaixo, pois já estava a imaginar o rumo daquela conversa.
Ele disse-me que a empresa estava a atravessar as tais dificuldades já conhecidas por todos, e que eu, que já criei alguns anticorpos aqui na empresa, estava para alguns dos membros da comissão executiva na mira das próximas dispensas, aconselhou-me a não comprar muita moeda local(pois corria o risco de não as gastar), e aconselhou-me a procurar outro trabalho, alegando que ele tentaria tudo para não me deixar cair mas, que da forma que as coisas estão não seria uma tarefa fácil...
Tivemos um diálogo afável, pois já são mais de 5 anos que estamos juntos neste barco, e tenho a certeza que ele lutaria por mim até à ultima gota de seu suor. As minhas palavras finais, depois das naturais criticas à organização da empresa, assim como aos novos cargos e chefias que inventaram foram "o que tiver de ser, será!".
Saí da sala em estado de choque, ainda incrédulo! Eu poderia ser um "dispensado", um daqueles que "não faz falta".
Corri para o Skype e desabafei com grande parte dos meus melhores amigos que se encontravam online... Mas mesmo depois ainda continuava incrédulo!
Enviei email para as empresas que me haviam entrevistado nos últimos tempos, empresas que eu basicamente recusei ao exigir o que seria justo para abdicar do meu espaço de conforto. Informei-as que estava receptivo a uma proposta da parte deles!
Fui-me acalmando aos poucos, entretanto também recebi de seguida a visita de uma das minhas melhores amigas, que quis demonstrar-me que não estava sozinho nesta luta emocional.
Reflecti! A verdade é que as coisas, como estão aqui na empresa, não têm futuro. Talvez seja esta a minha oportunidade de mudar de vida, de trabalho e quem sabe de país!
E agora tenho esta frase na cabeça, dita por alguém num dos dias a seguir:
"Se não nos mandarem embora, quando é que, nós vamos embora?"

 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

a chapada do dia!

Estou numa fase da minha vida em que todos os cenários futuros são possíveis!
Ainda posso vir a continuar, mas o mais certo é ter de vir a mudar de lugar, ou até de país. E eu? Ainda nem sei bem o que quero ou se tenho algum voto na matéria!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Toca o despertador!

Acorda sobressaltado ainda meio a dormir, pega no telemóvel e com o dedo movimenta no ecrã para um dos lados a ordem, nunca sabe se o movimento foi para o lado de anular definitivamente o alarme daquele dia ou se só o retardou. Tem dias em que permanece alguns minutos a pensar, permanecendo deitado na cama, noutros verifica as mensagens recebidas enquanto dormia. 
Levanta-se mal humorado meio a cambalear, vasculha o quarto em busca da toalha que usou na noite anterior depois do banho após a corrida, e que não sabe aonde a meteu. Encontrou a toalha e ruma para o Wc, às vezes com óculos outras sem eles. Entrou na banheira pega no chuveiro e acerta a temperatura da água usando os pés como cobaia. Lava-se usando sabonete e champô, fecha os olhos gaguejara e faz isso umas duas vezes. Às vezes toma banho com os óculos, outras vezes nem os leva e tem outras, raras, que ainda se lembra de os pousar antes de entrar para o banho! 
Banho tomado e corpo seco, vai para o quarto, dirige-se à gaveta onde estão guardados os boxers e implica mentalmente de imediato com a empregada, porque não os colocou de forma ordenada e inversa, de maneira a poder saber quais foram os últimos a serem usados. Enfim, foi o primeiro grande momento de irritação mental com alguém.
Boxers vestidos,  sobe para a plataforma vibratório. Por lá permanece 10 minutos de costas alinhadas na esperança que aquela máquina lhe retire alguma gordura, ou que pelo menos ajude na circulação sanguínea.
O Alarme toca três "Pips", desce da máquina, vai ao guarda fatos e veste umas calças escolhidas de acordo com algo que vem do momento. Das calças, ele gosta de quase todas. Nem a desorganização da empregada, por não lhe as colocar de maneira a que consiga decifrar quais foram as ultimas que vestiu, o irritou. 
Ás vezes antes de fazer as 30 flexões coloca logo um dos 3 cintos que tem(castanho, preto grosso e preto mais pequeno), regra geral é um dos pretos que ele usa, ainda bem que quanto ao cinto não segue grande critério para a escolha. Outras vezes o cinto só é colocado depois das ditas flexões!
Depois vem uma das escolhas mais difíceis, os sapatos ou as sapatilhas, claros ou escuros, isso depende da cor e do feitio das calças. 
Ora, mas a confusão reina mesmo é ao chegar às camisas! Aí ele não se irrita só com ele mesmo por causa da empregada, nessa parte do guarda fatos se elas não estiverem ordenadas da ultima a ser usada até à mais recente, ele vai falar com a empregada e chama-a à atenção do grave erro que ela cometeu. 
O dilema das camisas é um sério problema, acha sempre que são poucas as suas 34 camisas. As que surgem no lugar das ultimas que vestiu, são camisas que segundo a sua óptica não são as apropriadas para usar no trabalho, mas sim, para sair à noite. As outras ele acha que já perderam a cor e que já estão velhas, ou que não se adequam às calças ou até mesmo aos sapatos que já trás calçados. Enfim, parece uma gaja, mas acaba por decidir-se.
Parte para a cozinha, já pensando que está atrasado, em direcção à tostadeira, liga-a e tira um pedaço de pão fatiado da arca que coloca na tostadeira para descongelar e tostar. 
Regra geral acorda com vontade de comer um touro, depois lembra-se que se comer coisas pesadas andará toda a manhã cheio de azia, então opta por tirar a manteiga mimosa, às vezes também tira um queijinho dos bons(a sua maior perdição), ou um daqueles chouriços fumados dos bons, pega no sumo e num copo com água e leva tudo para a mesa da sala. Entretanto cruza-se com o colega de casa que está quase sempre mal humorado e com pouca paciência para falar, mas ele fala, porque de manhã é quando sente mais energia na língua. Fala com o colega, manda piadas ou resmunga com a empregada. Se o colega não ligou a tv e colocou na rtpn, ele pega no comando e abre as portas de sua casa às noticias do mundo. Tudo isto enquanto o pão tosta. 
Por fim, já na mesa e bastante descontraído, lambuza-se com a comida e bebe agua e sumo até não caber mais... 
Às vezes arruma a mesa colocando tudo no frigorífico, em outras deixa para a empregada arrumar. Olha para o relógio da Tv e verifica que já está atrasado, sai disparado para o WC e escova os dentes, passa o creme para disfarçar as manchas vermelhas que tem na cara e coloca um produto anti queda no cabelo. Corre para o espelho para ver se falta alguma coisa... Normalmente falta pentear-se! Pega num pouco de cera, baixa e depois levanta o cabelo de forma a parecer que o seu rosto é mais oval que redondo. 
Por fim ele corre, apanha as chaves(da casa, da mota e do escritório), o telemóvel e o dinheiro que ficou pousado na mesa do quarto desde a noite anterior e sai disparado porta fora. Quando vai a meio das escadas lembra-se que esqueceu o capacete. Regressa a casa, apanha o capacete, bate a porta com mais força que da primeira vez e dirige-se à mota, liga-a e ruma para o trabalho!
  
  

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O chefe voltou...



Acabou o sossego! O Chefe está de volta...
Mas trouxe-me uma prenda, um mealheiro de Lisboa, espero que isto não queira dizer nada!?

terça-feira, 7 de abril de 2015

estou a gostar do que estou a ver!

É de um enorme orgulho ver nos últimos tempos grandes homens, que também são amigos com quem tive o privilégio de conviver, apoiar suas ideias e acreditar em seus ideais, a lhes ser reconhecido o enorme valor que têm com a ocupação de cargos de grande responsabilidade, onde o poderão colocar ao serviço da sociedade.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Então e a tua mãe...

Hoje morreu o prestigiado cineasta português Manoel de Oliveira. Sobre ele, eu não falarei, porque a obra feita em 106 anos, fala por si!
Entretanto alguns engraçadinhos e humoristas bacocos da treta, achando-se de uma enorme originalidade(ou não!), juntaram personalidades de alguma idade aos seus belos textos ou a frases debitadas das suas humildes bocas e fizeram piadinhas com o acontecimento...

Para aqueles que dizem ou escrevem coisas como:

- "Se morreu o Manoel, porque é que o Mário não vai também?"

A esses a minha vontade seria dizer:

- "Então e a tua mãe..."

PS: Peço imensas desculpas à mãe por dizer tal coisa! 

não disse, porque não posso, não devo e fica mal!

Há aqueles que respiram fundo e contam até dez quando, alguma coisa os irrita em demasia fazendo-os sentir que estão a perder o controlo da situação e os leva ao "quase" cometer uma loucura.
Eu decidi adoptar uma estratégia para também me controlar nestas situações.
Normalmente perco-me, e não controlo certos momentos de elevada irritação. Se é verdade, que essa minha pouca resistência para controlar a mente, leva os meus conhecidos a dizer que eu sou uma pessoa pura e directa. Também não deixa de ser verdade, que às vezes digo coisas que mais tarde me arrependo e magoam  segundos e terceiros, os quais nada têm a ver com o motivo da minha irritação!
Então no dia de hoje, eu vou criar uma nova rubrica, onde escreverei o que queria dizer e não disse, porque não posso, não devo e fica mal!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Alienado, quem não o é?

"... achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto."

"O Alienista" de Machado de Assis