sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"Belos são os sonhos e difíceis as realidades."

São 10h e 30min da manhã, e há cerca de 15 minutos verifiquei, que mais uma vez, como em muitos outros dias, estava envolvido num grande tédio laboral, sem grande coisa para fazer. Então decidi ler mais um livro, e entretanto já lá vão 20 páginas lidas.
Ontem acabei de ler um outro, chamado "inteligência emocional", hoje comecei o "Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus". Analisando o titulo, penso que se trata de um livro "engraçado", entretanto pelo que já li, tenho a impressão que é mais um livro que estou a ler precocemente. Se "inteligência emocional" é um bom livro para voltar a ler quando nascer o meu filho, este, eu tenho a sensação que é o livro para ler quando viver um relacionamento a dois.
Se o anterior ajudaria na educação da minha semente, este ajudará a viver uma melhor, saudável e tolerante historia de amor com aquela que será a outra parte de mim.
Não querendo especular sobre o que ainda vou ler do livro(se não desistir), sei bem que amamos as princesas e não nos lembramos que são mulheres.


  

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"O Medo", em menos de um segundo


A amígdala é a central do medo. Quando uma doença cerebral destruir a amígdala(mas não outras estruturas do cérebro) o medo desaparece do nosso repertório mental. Tornamo-nos incapazes de identificar expressões de medo, no nosso e no rosto dos outros.
Se alguém apontasse um revólver na cabeça de alguém com as amígdalas destruídas, logicamente saberia intelectualmente que estava com medo, mas não sentiria medo.
O medo é um bom exemplo para compreender a dinâmica neural da emoção.
Na evolução, tem um destaque especial: talvez mais que qualquer outra emoção, é fundamental para a sobrevivência.
O medo é a praga da vida diária, fazendo-nos sofrer inquietações, angústia e preocupações comuns ou, no extremo patológico, ataques de pânico, fobias ou distúrbios obsessivos compulsivos.
Vamos supor que, estamos sozinhos em casa numa noite, a ler um livro e, de repente, ouvimos um estrondo em outro lugar. O que se passa no nosso cérebro nos próximos momentos oferece uma janela para os circuitos neurais do medo e o papel da amígdala como sistema de alarme.
O primeiro circuito cerebral envolvido simplesmente recebe esse som como ondas físicas brutas e o transforma na linguagem do cérebro para nos alertar. Esse circuito vai do ouvido ao tronco cerebral e depois ao tálamo. Dali, dois ramos separam-se: um feixe menor de projecções leva à amígdala e ao vizinho hipocampo; o outro caminho, mais longo, leva ao córtex auditivo no lobo temporal, onde os sons são classificados e compreendidos.
O hipocampo, um sítio de armazenamento chave da memória, classifica rapidamente esse 'estrondo" comparando-o com outros sons semelhantes que já ouvimos, para saber se é conhecido. É um "estrondo" que reconhece facilmente?
Enquanto isso, o córtex auditivo faz uma análise mais sofisticada do som, para entender a sua origem. Será o gato? Uma janela batendo ao vento? Um ladrão?
O córtex auditivo apresenta sua hipótese - pode ser o gato derrubando a lâmpada da mesa, digamos, mas também pode ser um ladrão e envia essa mensagem para a amígdala e o hipocampo, que rapidamente a comparam com lembranças semelhantes.
Se a conclusão é tranquilizadora (apenas a janela que bate quando venta muito), o alerta geral não sobe para o nível seguinte. Mas se ainda não temos a certeza do que é!? Outra bobina de circuitos, ressonando entre a amígdala, o hipo campo e o córtex pré-frontal, aumenta sua incerteza e prende sua atenção, deixando ainda mais preocupado com a identificação da origem do som. Se dessa análise mais precisa não vem nenhuma resposta satisfatória, a amígdala dispara um alarme, na sua área central e activa o hipotálamo, o tronco cerebral e o sistema nervoso autónomo. A soberba arquitectura da amígdala como sistema central de alarme do cérebro torna-se evidente nesse momento de apreensão e ansiedade subliminar. Os vários feixes de neurónios na amígdala têm, cada um, um conjunto distinto de projecções com receptores afinados para diferentes neurotransmissores, como as empresas de alarme doméstico, onde os operadores estão de preparados para enviar chamadas aos bombeiros, à polícia e a um vizinho sempre que um sistema de segurança doméstico anuncia problemas.
As diferentes partes da amígdala recebem diferentes informações. Para o núcleo lateral da amígdala vão projecções do tálamo e dos córtices auditivo e visual.
Os cheiros, via bulbo olfactivo, vão para a área corticomedial da amígdala, e os gostos e mensagens vindos das vísceras vão para a área central.
Esses sinais que chegam, fazem da amígdala uma sentinela contínua, escrutinando toda experiência sensória. Da amígdala, estendem-se projecções para toda parte importante do cérebro. Das áreas centrais e mediais, um ramo vai para as áreas do hipotálamo que secretam a substância de resposta de emergência, o hormónio que libera corticotropina (CRH), que mobiliza a reacção lutar-ou-fugir, via uma cascata de outros hormónios. A área basal da amígdala envia ramos para o corpus striatum ligando-se ao sistema de movimento do cérebro. E, via núcleo central, a amígdala envia sinais para o sistema nervoso autónomo pela medula, e activa uma ampla gama de respostas exageradas no sistema cardiovascular, nos músculos e nas entranhas. Da área basolateral partem ramos para o córtex cingulado e das fibras como "cinzento central", células que regulam os grandes músculos do esqueleto. São essas células que fazem um cachorro rosnar e arqueiam as costas do gato que ameaça um invasor de seu território. Nos seres humanos esses mesmos circuitos comprimem os músculos das cordas vocais, criando a voz esganiçada de pavor. Ainda outro caminho que parte da amígdala leva ao locus ceruleus no tronco cerebral, que por sua vez fabrica a norepinefrina (também chamada de "noradrenaiina) e a dissemina por todo o cérebro. O efeito final da norepinefrina é aumentar a reactividade geral das áreas do cérebro que a recebem, tornando os circuitos sensórios mais sensíveis. A norepinefrina impregna o córtex, o tronco cerebral e o próprio sistema límbico, em essência deixando o cérebro tinindo.
Agora mesmo o mais comum estalito da casa pode enviar um tremor de medo por todo o seu corpo. A maioria dessas mudanças passam-se fora da consciência, de modo que ainda não sabemos que estamos com medo.
Mas quando começamos de facto a senti-lo, isto é, quando a ansiedade que estava inconsciente chega à consciência a amígdala inconscientemente ordena uma resposta em larga escala. Manda sinais às células no tronco cerebral para que ponhamos uma expressão de medo no rosto, deixando-nos nervosos e assustados, paralisam movimentos sem relação que de seus músculos tinham em andamento, acelerem o ritmo cardíaco e elevem a pressão do sangue, e reduzam a respiração (de repente conte-mos a respiração ao primeiro sentir do medo, para assim melhor ouvir aquilo que temos medo). Isso é apenas parte de uma ampla série de mudanças cuidadosamente coordenadas que a amígdala e áreas relacionadas organizam quando comandam o cérebro numa crise.
Enquanto isso, a amígdala, junto com o interligado hipocampo, dirige as células que enviam neurotransmissores-chave, por exemplo, para disparar liberações da dopamina, que o leva a fixar a atenção na origem do medo os sons estranhos e põe seus músculos de prontidão para reagir de acordo. Ao mesmo tempo, a amígdala envia sinais às áreas sensórias da visão e atenção, assegurando-se de que os olhos procurem o que é mais importante para a emergência imediata. Simultaneamente, sistemas da memória cortical são reembaralhados para que o conhecimento e as lembranças mais importantes para essa urgência emocional sejam mais rapidamente trazidos de volta, tomando precedência sobre outros fios de pensamento menos importantes.
Assim que esses sinais são enviados, nós estamos sintonizados com medo total:
-Consciência do aperto das entranhas, do coração acelerado, da contracção dos músculos do pescoço e dos ombros, do tremor nos membros; o corpo  imobiliza-se no lugar, enquanto força-mos a atenção em busca de outros sons, e a mente dispara com possíveis perigos ocultos e meios de responder. Toda essa sequência da surpresa à incerteza, à apreensão e ao medo pode comprimir-se em mais ou menos um segundo.

Inteligência Emocional, Excertos do livro de Daniel Goleman

Enquanto li o livro “inteligência emocional”, retirei alguns excertos que achei serem importantes para um dia mais tarde recordar.
Voltarei a ler este livro quando estiver a educar o meu filho (sim, um dia vou ter um, só me falta começar o planear com a mãe).

Preocupação excessiva
Os preocupados precisam de contestar activamente os pensamentos preocupantes; sem isso, a espiral de preocupação continuará voltando...
Assumir uma posição crítica em relação às suas suposições: é muito provável que o fato temido ocorra? Trata-se, necessariamente, de haver apenas uma ou nenhuma alternativa para que aconteça? Há medidas construtivas a tomar? Adianta, mesmo, percorrer esses mesmos pensamentos ansiosos sem parar?
Com prática, as pessoas identificam as preocupações num ponto cada vez mais perto do início da espiral de ansiedade.

A depressão é um estado de baixo estímulo, e a ginástica põe o corpo em alta estimulação. Técnicas de relaxamento que põem o corpo num estado de baixa estimulação, funcionam bem para a ansiedade um estado de alta estimulação, mas não tão bem para a depressão. Levantar o ânimo, informa Diane, é armar um pequeno triunfo ou sucesso fácil.


A capacidade de negar um impulso a serviço de uma meta, seja montar uma empresa, solucionar uma equação algébrica ou disputar um campeonato. As constatações dele acentuam o papel da inteligência emocional como uma capacidade de atingir metas, determinando como as pessoas podem empregar bem ou mal suas outras capacidades mentais.

Educar

Os custos emocionais para a vida inteira da falta de sintonização na infância podem ser grandes e não só para uma criança. O arrasto emocional é o coração da influência.

Incompetência Social  
Falar directamente com os outros quando estes Ihe falassem; iniciar um contacto social, não esperando sempre pelos outros; a alimentar uma conversa, e não ficar simplesmente nos sins e nãos ou outras respostas de uma só palavra; a manifestar gratidão aos outros, dar preferência a outra pessoa quando passando por uma porta; esperar até que alguém fosse servido de alguma coisa... Agradecer aos outros, dizer por favor", partilhar e todas as outras interacções elementares que começamos a ensinar às crianças a partir dos dois anos.

Optimismo
Os dois pecados capitais que quase sempre levam à rejeição são tentar tomar a dianteira cedo demais e não entrar em sincronia com o quadro de referência.


A educar.... meninos e meninas
As meninas tornam-se mais capazes que os meninos de ardilosas tácticas agressivas como o ostracismo, a fofoca maldosa e as vinganças indirectas. Os meninos, em geral, simplesmente continuam briguentos quando zangados, ignorando outras estratégias mais disfarçadas Essa é apenas uma das muitas formas como os meninos - e, depois, homens - são menos sofisticados que o sexo oposto nos atalhos da vida emocional.
- quando as mães falam com as filhas sobre sentimentos, discutem com mais detalhes o próprio estado emocional do que fazem com os filhos

Uma inundação de pensamentos tóxicos, uma desagradável onda de medo e ira que parece inevitável e, subjectivamente, dura "uma eternidade" para passar
 Ponto pleno sequestro, as emoções da pessoa são tão intensas, sua perspectiva tão estreita e seus pensamentos tão confusos, que não há esperança de adoptar o ponto de vista do outro ou resolver o assunto de uma maneira nacional.
Importante dominar a capacidade de recuperar-se rápido da inundação causada por um sequestro emocional.

Liderança não é dominação, mas a arte de convencer as pessoas a trabalhar para um objectivo comum. Poder externar queixas como críticas construtivas, criar uma atmosfera em que a diversidade seja mais uma coisa valorizada que uma fonte de atrito e o trabalho em rede efectivo.
A Pior Maneira de Motivar Alguém - "Estás a foder tudo” - feita num tom duro, sarcástico, irado, não dando nem possibilidade de resposta nem qualquer sugestão de como fazer melhor. Deixa a pessoa que a recebe impotente e irada
A Crítica Habilidosa - "O principal problema nesta etapa é que seu plano vai demorar muito e com isso elevar os custos. Eu gostaria que você pensasse mais em sua proposta, para ver se descobre uma maneira de fazer mais rápido o mesmo serviço." Concentre-se nos detalhes, dizendo o que a pessoa fez bem, o que fez mal, e como isso pode mudar. Não faça rodeios, nem seja indirecto nem evasivo; isso confundirá a verdadeira mensagem.
Tenho de mudar: aconselhar pessoas a verem a crítica como uma oportunidade de trabalhar junto com o crítico para resolver o problema, não como uma situação de adversários.

Os preconceitos são uma espécie de aprendizado emocional que ocorre cedo na vida, tornando essas reacções especialmente difíceis de erradicar, mesmo em pessoas que, adultas, acham errado tê-las. O simples ato de chamar o preconceito de preconceito ou protestar contra ele na hora estabelece uma atmosfera social que o não estimula; não dizer nada só serve para contestá-lo.
 Uma olhada mais detalhada aos dados das emoções específicas, sobretudo as três grandes: ira, ansiedade e depressão torna mais claras algumas formas específicas em que os sentimentos têm importância médica, mesmo que os mecanismos biológicos pelos quais essas emoções exercem seus efeitos ainda não estejam plenamente entendidos.

Controlo da Ira
Pede-se aos pacientes que anotem pensamentos cépticos ou hostis quando os notam. Se os pensamentos persistem, eles tentam cortá-los dizendo (ou pensando): "Pare!" E são estimulados a substituir deliberadamente pensamentos cépticos e desconfiados por outros racionais, em situações críticas - por exemplo, se um elevador demora, buscar um motivo benigno, em vez de sentir raiva de alguma imaginada pessoa egoísta que pode ser responsável pela demora. Para encontros frustrantes, eles aprendem a capacidade de ver as coisas da perspectiva da outra pessoa. A empatia é um bálsamo para a ira.

Os pessimistas fumam e bebem mais, e fazem menos exercício que os optimistas, e são em geral mais descuidados com seus hábitos de saúde. Ou pode um dia descobrir-se que a fisiologia da esperança, de algum modo, é em si biologicamente proveitosa para a luta do corpo contra a doença. o isolamento social a sensação de que não se dispõe de ninguém com quem partilhar os sentimentos privados ou ter um contacto íntimo. Isto duplica as possibilidades de doença ou morte. São os relacionamentos mais importantes na vida, as pessoas que a vê-mos dia sim, dia não, que parecem ser cruciais para a nossa saúde. E quanto mais significativo o relacionamento em nossa vida, mais conta para a nossa saúde.

Pessoas que escrevam quinze ou vinte minutos por dia, durante mais ou menos cinco dias, sobre, por exemplo, "a mais traumática experiência de toda a sua vida", ou alguma preocupação premente no momento. O que as pessoas escrevem pode ser inteiramente para elas mesmas, se quiserem. Ganham com isso maior função imunológica, quedas significativas de visitas a centros de saúde nos seis meses seguintes, menos dias de ausência no trabalho, e até melhor função enzimática do fígado.


A criança que não consegue concentrar a atenção, que é mais desconfiada que
confiante, mais triste ou zangada que optimista, mais destrutiva que respeitosa, e
assoberbada de ansiedade, preocupada com fantasias assustadoras, e que se sente em geral infeliz consigo mesma. Uma criança assim tem pouca oportunidade em geral, e menos oportunidade de reivindicar as possibilidades do mundo.

Se o castigo vinha não tanto pelo que a criança tinha feito, mas pelo humor do pai ou da mãe. Eis aí uma receita para sentimentos de inutilidade e desamparo, e para o senso de que as ameaças estão em toda parte e podem se abater a qualquer momento.

Como perder os medos... Em geral, quando alguém aprende a assustar-se com uma coisa por medo condicionado, esse medo passa com o tempo. É um reaprendizado natural, à medida que o objecto temido é de novo encontrado, mas em que nesse momento em nada ele é realmente assustador, pois nesse momento estamos protegidos.

A memória repete o contexto de banir ansiedade, dessensibilizando-a e permitindo que um conjunto de respostas não traumatizadas se associe a ela. Outra rota de cura da ansiedade é, na mente, dar à tragédia outro resultado, melhor:
Ás vezes as crianças, ao brincarem com jogos, relembrando a história, elas conseguem matar o que as assusta, fortalecendo seu senso de domínio sobre aquele traumático momento de impotência.  Mas se é um episódio arrasador, a criança precisa de incontáveis repetições, reencenando o drama vezes e vezes, num ritual sinistro e monótono.
Outro passo na cura envolve contar e reconstruir a história na protecção dessa segurança, permitindo que os circuitos emocionais adquiram uma compreensão e resposta novas e mais realistas à lembrança traumática e seus gatilhos. À medida que os pacientes contam os horríveis detalhes do trauma, a memória começa a transformar-se tanto em seu significado emocional quanto em seus efeitos sobre o cérebro emocional.
Contar sua história às vezes dispara temores arrasadores, deve-se reduzir o ritmo para manter as reacções da pessoa dentro de uma gama tolerável, que não comprometa o reaprendizado.
Normalmente as pessoas precisam lamentar a perda trazida pelo trauma - seja um ferimento, a morte de um ente querido ou o rompimento de uma relação, o arrependimento por um passo não dado para salvar alguém, ou apenas o despedaçamento da crença em que se pode confiar nas pessoas.
O finalmente, significa reconstruir uma nova vida, com relações fortes, de confiança, e um Sistema de crenças que encontra sentido mesmo num mundo onde acontece tal injustiça. Tudo isso junto são sinais de sucesso na reeducação do cérebro emocional .

“Assim que nosso sistema emocional aprende alguma coisa, parece que nunca nos livramos dela. O que a terapia faz é ensinar-nos a controlá-la: ensina nosso neocórtex a inibir nossa amígdala. A tendência a agir é suprimida, enquanto a emoção básica sobre ela continua de modo contido.”

...quatro tipos de temperamento tímido, ousado, optimista e melancólico

A filosofia do "aprender a adaptar-se" na criação dos filhos ajuda as crianças medrosas a tomarem-se mais corajosas. Reaprendizado emocional sistemático surge como um exemplo de como a experiência pode ao mesmo tempo mudar padrões emocionais e moldar o cérebro. De todas as espécies, somos nós, os seres humanos, que levamos mais tempo para nossos cérebros amadurecerem plenamente. Os hábitos de controle emocional repetidos vezes sem conta na infância e na adolescência ajudam eles próprios a moldar esses circuitos.

O analfabetismo emociona(miúdos)l - "nos preocupemos mais com a qualidade da leitura e escrita dos alunos do que em saber se eles vão estar vivos na semana que vem".
...receberam treinamento directo de controle da ira através da representação de cenas, como provocações, que podiam levá-los a perder a calma. Uma das aptidões-chave para o controle da ira era monitorar os próprios sentimentos tomar consciência das sensações do corpo, como o enrubescimento e a tensão nos músculos, quando estavam se zangando, e a encarar esses sentimentos como um sinal para parar e pensar no que fazer em seguida, em vez de atacar impulsivamente. respostas sóbrias como afastar-se ou contar até dez, até passar o impulso de agredir, antes de reagir, não são automáticas;

“as aptidões de relacionamento, de um lado, e uma maneira de interpretar reveses que promovem a depressão, do outro”

Estamos numa Era da Melancolia, do mesmo modo como o século vinte se tomou a Era da Ansiedade.
Já não somos educados conhecendo muito a família maior. As perdas dessas fontes estáveis de auto-identificação significam uma maior susceptibilidade à depressão. Num número cada vez maior de famílias, vem aumentando a indiferença dos pais pelas necessidades dos filhos enquanto eles crescem. Isso não é uma causa directa da depressão, mas estabelece uma vulnerabilidade. Factores de tensão mais cedo afectam o desenvolvimento neurónio, o que leva à depressão quando se está sob grande tensão mesmo décadas depois. O coração martela, as mãos suam, treme-mos e tenta-mos escutar com clareza, mantendo ao mesmo tempo o autocontrole para atravessar o momento sem gritar, culpar ou fechar-se na defensiva.

“Uma aptidão social chave é a empatia, compreender os sentimentos dos outros e adoptar a perspectiva deles, e respeitar diferenças no modo de as pessoas encararem as coisas. Distinguir entre o que alguém diz ou faz e nossas reacções e julgamentos; ser mais assertivo que raivoso ou passivo aprender as artes da cooperação, solução de conflitos e negociação de meios termos.”
E poder dar nome aos sentimentos, e com isso distinguir melhor entre eles, é uma aptidão emocional chave.


Para controle de impulso, exibe-se com destaque um cartaz com um sinal de trânsito de seis etapas:
Sinal vermelho: 1. Pare, se acalme e pense antes de agir.
Sinal amarelo: 2. Diga o problema e como você se sente.
3. Estabeleça uma meta positiva.
4. Pense em muitas soluções.
5. Adiante-se às consequências.
Sinal verde: 6. Siga e tente o melhor plano.

AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL
· Melhora no reconhecimento e designação das próprias emoções · Maior capacidade de entender as causas dos sentimentos · Reconhecer a diferença entre sentimentos e actos.
CONTROLE DE EMOÇOES
* Melhor tolerância à frustração e controle da ira * Menos ofensas verbais, brigas e perturbação de aulas * Maior capacidade de expressar adequadamente a ira, sem brigar * Menos suspensões e expulsões * Menos comportamento agressivo ou autodestrutivo * Mais sentimentos positivos sobre si mesmo, a escola e a família *Melhor no lidar com a tensão · Menos solidão e ansiedade social

CANALIZAR PRODUTIVAMENTE AS EMOÇÕES
* Mais comunicativo * Maior capacidade de concentrar-se na tarefa imediata e prestar atenção * Menos impulsivo; mais autocontrole * Melhores notas nos testes de aproveitamento

EMPATIA: LER EMOÇÕES
* Maior capacidade de adoptar a perspectiva do outro * Melhor empatia e sensibilidade com os sentimentos dos outros * Melhor no ouvir os outros
LIDAR COM RELACIONAMENTOS
* Maior capacidade de analisar e compreender relacionamentos * na solução de conflitos e negociação de desacordos * na solução de problemas em relacionamentos * Mais assertivo e hábil no comunicar-se * Mais popular e aberto; amistoso e envolvido com os colegas * Mais procurado pelos colegas * Mais preocupado e atencioso * Mais pró-social" e harmonioso em grupos * Mais partilha, cooperação e prestabilidade * Mais democrático no lidar com os outros

“a vida virtuosa, como têm observado os filósofos desde Aristóteles, baseia-se no autocontrole.”
"Precisamos estar no controle de nós mesmo, nossos apetites, nossas paixões para agir direito com os outros, É preciso força de vontade para manter a emoção sob o controle da razão.”

-A empatia, como vimos, leva ao envolvimento ao altruísmo e à piedade. Ver as
coisas da perspectiva dos outros estereótipos tendenciosos, e assim gera a tolerância e a aceitação das diferenças. Essas aptidões, são cada vez mais exigidas em nossa cada vez mais pluralista sociedade, permitindo que as pessoas vivam juntas em respeito mútuo e criando a possibilidade do discurso público produtivo. São artes básicas da democracia.

QUE É EMOÇÃO
· Ira: fúria, revolta, ressentimento, raiva, exasperação, indignação, vexame, acrimónia
animosidade, aborrecimento, irritabilidade, hostilidade e, talvez no extremo, ódio e
violência patológicos.
* Tristeza: sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, solidão, desamparo, desespero e, quando patológica, severa depressão. Medo ansiedade apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo,
inquietação, pavor, susto, terror; e, como psicopatologia, fobia e pânico.
· Prazer: felicidade alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer
sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação, bom humor euforia êxtase e, no extremo, mania.
* Amor: aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão, ágape.
* Surpresa choque espanto pasmo maravilha * Nojo desprezo, desdém, antipatia, aversão, repugnância, repulsa.
* Vergonha: culpa, vexame, mágoa, remorso, humilhação, arrependimento, mortificação e contrição.

“Como o intervalo entre o que dispara uma emoção e sua erupção pode ser praticamente instantâneo, os mecanismos que avaliam a percepção são capazes de grande velocidade, mesmo em tempo cerebral, calculado em milésimos de segundo. Essa avaliação da necessidade de agir precisa ser automática, tão rápida da que jamais entra no saber consciente. Esse tipo de resposta emocional rápida e rasteira nos toma praticamente antes de sabermos ao certo o que se passa.”

“Assim como há rotas rápidas e lentas para a emoção uma pela percepção imediata e outra pelo pensamento reflectido, também há emoções que vêm a Convite.”
“os actores são apenas mais habilidosos que o resto de nós no uso intencional da segunda rota para a emoção o sentimento via pensamento.”
“Assim como a fantasia sexual leva a sentimentos sexuais, também lembranças felizes nos alegram, e pensam tos melancólicos nos deixam sorumbáticos”
“O que a mente racional pode em geral controlar é o curso dessas reacções. Tirando umas poucas excepções não decidimos quando ficar furiosos, tristes, e assim por diante”
“Grandes mestres espirituais, como Buda e Jesus, tocaram o coração de seus discípulos falando na linguagem da emoção, ensinando por parábolas, fábulas e contos. Na verdade, o símbolo e o ritual religioso pouco sentido fazem do ponto de vista racional; são expressos no vernáculo do coração.”

 -"Os sonhos são mitos privados; os mitos são sonhos partilhados"

O que importa é como tudo é percebido; tudo é o que parece ser. O que alguma coisa nos lembra pode ser mais importante do que o que ela "é". A mente emocional, porém, toma suas crenças como verdades absolutas, e assim desconta qualquer indício contrário. Por isso é tão difícil raciocinar com alguém emocionalmente perturbado: por mais válida que seja a nossa argumentação, de um ponto de vista lógico, não tem nenhum peso se não se encaixa na convicção emocional do momento. Os sentimentos se justificam a si mesmos, com uma série própria de percepções e "provas".

A mente emocional reage ao presente como se fosse o passado. Nossa mente emocional aparelha a mente racional para seus fins, por isso apresentamos explicações para nossos sentimentos e reacções racionalizações justificando-os em termos do momento presente sem perceber a influência da memória emocional.
Nesse sentido, podemos não ter ideia do que de fato se passa, embora possamos ter a convicção de saber exactamente o que se passa. Nesses momentos, a mente emocional arrastou a mente racional, pondo-a para servir seus próprios fins.

APTIDÕES EMOCIONAIS
Identificar e rotular sentimentos Expressar sentimentos Avaliar a intensidade dos
sentimentos Lidar com sentimentos Adiar a satisfação Controlar impulsos Reduzir tensão. Saber a diferença entre sentimentos e acções.
APTIDÕES COGNITIVAS
Falar consigo mesmo - ter um diálogo interior", como uma forma de enfrentar um assunto ou reforçar o próprio comportamento. Ler e interpretar indícios sociais - por exemplo, reconhecer influências Sociais sobre o comportamento e ver-se na perspectiva da comunidade maior. Usar etapas para resolver problemas e tomar decisões - por exemplo, controlar impulsos estabelecer metas, identificar acções estimativas, prever consequências. Compreender a perspectiva dos outros.
Compreender normas de comportamento (qual comportamento é adequado ou não).
Auto consciência - por exemplo, criar expectativas realistas para si.
APTIDÕES COMPORTAMENTAIS
Não verbais comunicar-se por contacto ocular, expressão facial, tom de voz, gestos e assim por diante. Verbais fazer pedidos claros, responder eficientemente à crítica, resistir a influências negativas, ouvir os outros, participar de grupos positivos de colegas .Principais componentes:
Auto consciência: observar-se e reconhecer os próprios sentimentos; formar um vocabulário para os sentimentos; saber a relação entre pensamentos, sentimentos e reacções.
Tomada de decisão pessoal: examinar suas acções e conhecer as consequências delas; saber se uma decisão está sendo governada por pensamento ou sentimento; aplicar essas intuições a questões como sexo e drogas.
Lidar com sentimentos: monitorar a "conversa consigo mesmo" para surpreender mensagens negativas como repreensões internas; compreender o que está por trás de um sentimento (por exemplo, a mágoa por trás da ira); encontrar meios de lidar com medos e ansiedades, ira e tristeza. Lidar com a tensão aprender o valor de exercícios, imagística orientada, métodos de relaxamento.
Empatia: compreender os sentimentos e preocupações dos outros e adoptar a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas se sentem em relação às coisas. Comunicações falar efectivamente de sentimentos; tornar-se um bom ouvinte e perguntador; distinguir entre o que alguém faz ou diz e suas próprias reacções ou julgamento a respeito; enviar mensagens do "Eu" em vez de culpar. Auto-revelação valorizar a franqueza e construir confiança num relacionamento; saber quando é seguro arriscar-se a falar de seus sentimentos.
Intuição: identificar padrões em sua vida e reacções emocionais; reconhecer padrões semelhantes nos outros. Auto-aceitação sentir orgulho e ver-se numa luz positiva, reconhecer suas forças e fraquezas, ser capaz de rir de si mesmo.
Responsabilidade pessoal assumir responsabilidade; reconhecer as consequências de suas decisões e acções, aceitar seus sentimentos e estados de espírito, ir até o fim nos compromissos ( por exemplo, nos estudos)
Assertividade: declarar suas preocupações e sentimentos sem ira nem passividade.
Dinâmica de grupo: cooperação; saber quando e como conduzir, quando conduzido.

Solução de conflitos: como lutar limpo com outras crianças, com os pais, com os professores; o modelo vencer \ vencer para negociar acordos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ópio e cocaína....

Deverias ficar triste quando olhas no espelho e verificas que a tua vida está em contagem decrescente, a rapariga de quem gostas não gosta de ti da mesma forma que tu gostas dela, não te sentes satisfeito profissionalmente com o cargo que ocupas na empresa onde trabalhas nem do lugar onde estás, verificas que ao teu lado não tens as pessoas que mais gostam de ti e que tu mais gostas, o amigo que tinhas já não corresponde rigorosamente em nada às expectativas que tinhas dele, ou, a noticia que deu na televisão é tão triste que te contagiou e propagou uma sensação de tristeza aos teus pensamentos.
Pois deveria, mas na verdade o meu estado emocional muda de acordo com os resultados desportivos do clube que simpatizo.
Entretanto surgiu uma dúvida que me deixou a pensar...Serão os acontecimentos relatados no primeiro parágrafo capazes de me deprimir? E os resultados futebolísticos do meu clube são o ópio e a cocaína que me libertam dos pensamentos ruins, fazendo-me sentir invencível?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Irritação camuflada...

Hoje é mais um daqueles dias em que estou irritado, uma irritação camuflada, contida nas poucas palavras que estou na disposição de debitar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Fluxo, um estado de alta concentração ou estática emocional

"Se o artista, diante da tela, começar a imaginar por quanto vai vendê-la, ou o que os críticos vão pensar, dela, não poderá seguir caminhos originais. 
As realizações criativas dependem de uma imersão obstinada."
In Inteligência Emocional

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

By VIP

Estava eu aqui no sitio do costume, com o meu skype ligado, quando de repente um amigo envia um link... Podia ser noticia(combate Sérvia vs Albânia? Golo do Ronaldo? Problemas em Portugal? Informação sobre a Bolsa? Não, Nada disso!) 
( Mulheres boas? Também não, mas pronto, algo parecido!)  
Era uma descrição exaustiva, qualitativa e metafórica de um "minete"(cuidado se abrircomo uma das artes mais belas e nobres da sociedade.
Após uma atenta e dedicada leitura, a resposta que me surgiu na mente e enviei de seguida foi nada mais nada menos que isto:

"Tratar uma mulher bem não é só dar-lhe "prendas", "ouvi-la", "mostrar-lhe coisas fantásticas", ou "ter amor e sexo ocasional", mas também fazê-la sentir-se mulher e relembra-la o quanto tem direito ao seu prazer que também acaba por ser o nosso."

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Controlar um impulso

... "a capacidade de negar um impulso a serviço de uma meta, seja montar uma empresa, solucionar uma equação algébrica ou disputar uma competição. As constatações dele acentuam o papel da inteligência emocional como uma capacidade de atingir metas, determinando como as pessoas podem empregar bem ou mal suas outras capacidades mentais."
In Inteligência Emocional

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

escravo da paixão...

"Quando as emoções são abafadas demais, criam o embotamento e a distância; quando descontroladas, extremas e persistentes demais, tornam-se patológicas, como na depressão paralisante, na ansiedade esmagadora, na raiva demente e na agitação maníaca."
In Inteligência Emocional

Duas mentes

"Num sentido muito verdadeiro, temos duas mentes, a que pensa e a que sente."
in Inteligência Emocional

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

by VIP

… É por isso que eu trabalho diariamente as necessidades, procurando melhorar os meus pontos mais fracos. Mais do que patentear as virtudes, sinto ser bem mais importante melhorar as lacunas.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A paixão pela vida, a saga de um pensador.

Ando a ler um livro novo. Acabei por cansar-me de ler Osho. Penso que já li o que de mais importante tinha o livro desse senhor. Para falar a verdade, até gostei do que li, mas agora chegou a uma parte do livro que são "perguntas e respostas" e eu tenho pavor disso. Não gosto disso, pois fico com a sensação que estou na escola e tenho de decorar ou memorizar as respostas às perguntas feitas.
Não!!!Essa não é uma boa maneira de me prender a uma leitura....Mesmo em um jornal detesto ler entrevistas! Perguntas e respostas é algo estranho em mim. Gosto de crónicas!

Pronto, expliquei porque deixei de ler Osho! Mas não posso deixar de partilhar entre outras ideias que assimilei a seguinte reflexão do livro "Liberdade - A Coragem de Ser Genuíno, Osho";

- Um ser livre como o homem não pode comportar-se como uma máquina, em que ao pressionarem no botão "on", ela  liga! A máquina não tem liberdade, ela é manipulada! Não podemos deixar a nossa mente reagir igual a uma máquina. Quando isso acontece estamos a deixar manipular-nos por quem pressiona o botão.



"A paixão pela vida, a saga de um pensador", este é o titulo do novo livro. E não é que o estou a adorar ler! Não é só pela historia interessante e cativante, mas também pela capacidade que tem de me colocar a pensar e a reflectir sobre a vida e o comportamento da mente humana.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Estão a tentar fazer-me a folha!

Durante a minha ainda curta vida já atravessei algumas fases difíceis;
- Quase fui vitima de bullying enquanto miúdo.
- Quase me queimaram enquanto aluno universitário exemplar.
- Quase fui destituído de um cargo associativo na universidade.
- Quase fui expulso da Escola Secundária.
- Quase reprovei a português.
- Quase perdi umas eleições enquanto líder de uma juventude partidária.
Mesmo em cenários bastante negros que tive na minha vida, acabei por inverter o jogo, defendi-me desses ataques e contra-ataquei com golpes mortíferos nos meus adversários.

Já sou patrão de 3 grandes empresas!

PT
ALTRI

Vou aumentar a tarifa das chamadas telefónicas, Internet e electricidade.
Acho que também vai aumentar o preço da resma de papel.