quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Amnésia, "A Ressaca" By VIP

Noite de muita festa quase digna de um filme idêntico ao "A Ressaca". Uma história rara, a qual vista ao longe parece engraçada e ao mesmo tempo preocupante.
Tudo começou em mais um sábado à noite de grande festa cá no sitio, ela era uma festa especial, daquelas que igual só acontece uma vez por ano e idênticas contam-se pelos dedos de uma mão.
Eu estava desejoso do inicio da festa, lembro-me que, ainda estava na fila para entrar na discoteca e já estava cheio de adrenalina. Havia em mim uma grande vontade de alterar o meu estado de espírito e procurar rápido, naquela noite, atingir depressa o estado de animação mental completo. Sentia-me ansioso.
E começou a festa... Entrei e desfiz essa ânsia. Minutos após minutos, o meu estado de espírito foi-se alterando e melhorando significativamente. A musica puxava por mim, sentia que estava alegre e a divertir-me imenso. A noite estava colorida, via-se gente bonita, som apelativo e o convívio impecável. Os tempos pareciam mais curtos que o normal e a bebida escorregava na garganta com prazer, sabor e vontade! O grupo juntava-se e tiravam-se inúmeras fotografias em diversos agrupamentos e poses. As caras faziam sorrisos mais ou menos bonitos, mas os dentes tinham de ficar à mostra. Também se faziam vídeos do ambiente, o som era importante. Musica após musica, a adrenalina continuava a subir. O Dj submetia o seu trabalho à apreciação do público! Era uma grande festa que estava ali a acontecer e era digna de registo e coreografias a condizer...
E acordei na minha cama com um sabor intenso na boca a cachorro quente com muita maionese, ketchup e mostrada. Sentia a minha barriga inchada com alguma coisa que estava a destilar lá dentro. Não pensei "onde estou", mas sentia-me estranho, levantei-me ainda meio de olhos fechados e ao pisar no chão senti a água no calcanhar! O quarto estava inundado! Verifiquei o corredor; este encontrava-se seco, olhei a torneira do WC e também estava fechada. Havia uma garrafa de água no meu quarto, mas a quantidade de agua que lhe faltava não era o suficiente para aquela inundação. Algo estranho se tinha passado e eu não sabia o que era..
Os meus níveis de concentração iam melhorando, estava a acordar e a cair em mim, pensava no que teria feito na noite anterior, mas não me conseguia lembrar de tudo além do que já relatei anteriormente... Decidi ligar para aqueles que presumivelmente teriam vindo de boleia comigo. Entretanto não havia sinal de acolhimento da minha chamada do lado de lá.
Limpei o quarto e fui tentando lembrar dos acontecimentos da noite anterior. Aos poucos fui-me lembrando de algumas coisas. Tinha uma vaga ideia de quem me tinha trazido, ou seja, acabei de lembrar que não fui eu quem conduzi o meu próprio carro. 
-Ainda bem! Pensei eu! Mas não houve mais lembranças de significativa importância.
Entretanto e passadas algumas horas houve então o retorno às chamadas que havia efectuado.
E os comentários eram...
-Então, como estás? Ontem divertimo-nos muito... Diziam-me como se nada de anormal tivesse acontecido!
-  Ha, sim... Olha, eu acordei com uma piscina no quarto e não sei bem como vim para casa?
-  Hehehe... A sério? Pois a mim pareceu-me que tu estavas bem, mas nem todos pensaram assim, tanto que tu começaste a conduzir, mas estavas tão concentrado a conduzir! Nós chegamos a falar durante 5 minutos para ti e tu parecia que estavas noutro planeta! Nem nos ouvias... Até que gritaram contigo e recusaram-se em ir no carro se tu continuasses a conduzir. Alegadamente ias no meio da estrada! Mas a mim parecia-me que ias bem. No entanto, ao ouvires as ameaças, de imediato paraste o carro, mesmo no meio da estrada, com diversos carros a buzinar atrás de ti. Sais-te fora do carro e passaste para o lugar do passageiro e foste a rir com o mesmo ar de vidrado até casa!
Bem, depois desta exaustiva descrição do regresso a casa achei que o melhor era não perguntar mais nada! 
Lembrei-me de pegar no telemóvel para apreciar as fotos que tirei e os vídeos que fiz na noite anterior!
MEEUUUUUUU DEUUUUUUUUUUSSSSSSSSS... Até parece que filmei a noite porque sabia que a "iria" esquecer no dia a seguir! 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

..compreendo e aceito!

Por muito que gostássemos de realizar  os nossos sonhos, ter os nossos bons momentos ou alcançar as nossas conquistas temos de ter a consciência que, nem tudo depende da individualidade mas sim da pluralidade. Nem tudo depende de nós mas também dos outros... 
"A nossa liberdade acaba quando a dos outros começa", depois de muito reflectir, conclui que este é um bom caminho para conseguir atingir a felicidade... Saber interpretar e aplicar, sentir e concordar com cada palavra desta frase permite-nos resolver 50% dos nossos problemas. Os outros 50% dependem dos outros! Caso contrario não gostas o suficiente dos outros!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

és um profeta e mais não posso dizer!!

"... és um profeta e mais não posso dizer!!"
Depois receber, sem mais nem menos, esta afirmação tão convincente e comovente... dirigi-me ao google e perguntei-lhe;
- "Profeta", o que é?
Eu tinha uma pequena noção que os profetas eram aqueles senhores que acompanhavam o nosso Senhor Jesus Cristo para todo o lado. Instantaneamente pensei melhor, e como tenho andado a ler umas coisas sobre os muçulmanos, lembrei-me que eles apelidavam o menino, que cresceu e depois se tornou carpinteiro e que mais tarde andou a espalhar as boas palavras do senhor seu pai de "profeta".
Humm... Fiquei radiante, o elogio era tão grande, que eu nem me continha de emoção... Qual apostolo, qual quê,eu era "o profeta"!
Foi um bom e entusiasmante raciocínio enquanto esperava a resposta do Sr. Google!

"...pode significar a pessoa que é capaz de predizer acontecimentos futuros; ou ainda uma pessoa que fala por inspiração divina ou em nome de Deus"

Bem, pensando melhor, penso que na realidade simplesmente fui apelidado de uma forma carinhosa de "bruxo"!



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ei, guerra sim, mas isto é demais, quero ir p'ra casa!!

"já assistiram a demasiada desgraça?" 
"não aguentam a pressão?" 
"afinal não se identificam com as crenças deles?" 
"ficaram assustados com aquilo tudo?" 
"não querem morrer pela causa?" 
"eles são muito agressivos?" 
"têm saudades da família e dos amigos?"

parem lá com as perguntas estúpidas, vá, não é nada disso! 

o problema é este: o estado islâmico é como os cremes anti-celulite: prometem, prometem, e acção, que é boa, nada!! 

é que uma coisa é ir para a guerra, porque até já se tem alguma experiência em cs e battlefield e se sabe que se é bom naquilo, e outra coisa é ir para a guerra sem empregado de limpeza! é que nunca ninguém mencionou que lá, na guerra, não haveria empregados de limpeza. e uma pessoa vai habituada àquilo de casa dos pais e não tem experiência nenhuma nesse campo de batalha. 
se os senhores mencionassem que na guerra não há empregados de limpeza os jovens pensariam duas vezes antes de se mandarem para esse maravilhoso mundo da guerra. e muito menos era mencionado que estavam a recrutar para esse posto: empregado de limpeza. publicidade enganosa. é o que dá fazer recrutamento através do facebook. 

depois ainda há a cena do ipod, mas agora uma pessoa tem de ir para a guerra sem poder ouvir música? mas estamos na idade da pedra ou quê? é que isto é tudo muito bonito - guerra, armas, crenças, causas e essas cenas - mas uma pessoa não é de ferro e a música é para todos.

ir para a guerra e morrer pela causa até é aceitável, mas lavar loiça sem sequer poder ouvir música é demais. estes gajos são mesmo extremistas, pá.

Propostas Saúde e Beleza...

Acabadinho de chegar ao trabalho, ainda com algumas remelas nos olhos, ligo-me na Internet e começo a consultar o email. Começa a eliminação dos emails que nem sequer merecem o trabalho de abrir. Deixo como é habitual o do "netemprego" e desta vez decidi deixar também o da "Letsbonus". Um site de promoções, tendo em consideração que é quase Natal, sempre pode aparecer por ali alguma coisa para oferecer a alguém, ou até a mim mesmo.
Abri o email da publicidade a este site de produtos em promoção, que ao clicar me reencaminhou para o site do "Letsbonus", e como não encontrei no imediato no cabeçalho do site algo onde pudesse clicar para ver a lista de "todos os produtos" "Letsbonus", acabei por percorrer as imagens das propostas de "Saúde e Beleza". 
O problema foi que motivado pelo sono, distraído com alguma coisa, não sei, mas percorri, percorri por minutos a fio, até que o meu chefe da outra ponta da sala diz:
- Já entraram 2 pessoas na sala e tu ainda continuas a ver mulheres semi-nuas no teu computador? É que nem te deste ao trabalho de esconderes isso! Mas eu percebo-te... até eu, que tenho a minha mulher aqui comigo, já tenho tantas saudades de ver as mulheres bonitas lá do nosso planeta!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Duas faces...Timidez

Após alguns minutos dedicados ao estudo do meu comportamento, começo a tirar algumas conclusões. Parece-me que tenho dupla personalidade. O meu comportamento muda por completo entre as conversas em grupo e as conversas pessoais. 
Quando estou em grupo tendo a desvalorizar os temas que não me interessam, quase tudo o que não vai de encontro com os meus pensamentos ou ideais. Não diria que há uma necessidade de liderar o grupo, mas reparei que normalmente só deixo os outros liderarem se sentir que estão a ser controlados por mim, mas o pior é que o faço quase sempre de uma forma demasiado agressiva! Isto acontece em conversas de skype, reuniões de trabalho, blogosfera de opiniões, jantares, saídas de grupo ou reuniões de família.
Em conversas a dois, acontece precisamente o oposto, o mais normal é ouvir e estudar a pessoa que está do lado de lá. Torno-me muito mais flexível perante as ideias apresentadas, procuro retirar os pontos positivos e negativos e deixo-me influenciar facilmente. 
Também penso saber a causa destas diferenças comportamentais! Por mais incrível e estranho que pareça, eu sou assim, porque sou tímido!
Alguns amigos meus ao lerem isto diriam, "tímido tu!?"
Pois é, mas acreditem que é verdade.... Quando obtiver mais dados desta investigação explicarei melhor!



 
  

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Eu tenho de escrever sobre ele...

Eram 4:30 da manhã e decorria mais uma daquelas noites de sexta para sábado do ilusório divertimento extremo. Eu já me encontrava embriagado. Fiz aquele gesto, que já nem sei se é pensado ou instintivo de sacar o Smartphone e verificar o que rola nos murais do facebook.
Olhei e vi uma noticia, aparentemente pensei que seria mais uma fofoca ou noticia viral. Continuei a actualizar o Feed de noticias, mas a noticia continuava a aparecer. Então resolvi observar melhor e reparei que era uma noticia da "SIC NOTICIAS"! Poderia ser só do Correio da Manha, ou do SOL, no máximo da TVI, mas a SIC NOTICIAS tinha um video!
Fiquei incrédulo e perplexo, naquele momento esvaziou-se muita coisa e apoderou-se de mim uma sensação estranha de desconforto e descrença. Uma incapacidade de defender o que quer que fosse que eu acreditasse!
Já passaram 4 dias e o que se esvaziou em mim naquele momento ainda não foi reposto... Serão momentos como este capazes de me marcar e provocar em mim uma mudança?
Ainda há pouco tempo li uns livros que me motivaram querer "aprender a amar sem esperar muito dos outros...", mas será isso possível? Valerá a pena acreditar?
Quanto à noticia propriamente dita, ainda não consigo comentar, nem sequer consigo ter uma opinião formada.
Será que devo deixar de acreditar nas pessoas e somente acreditar nas ideias dessas mesmas pessoas?
Neste momento ainda não é fácil para mim separar as coisas!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Saudades de casa!

Começa a chegar aquela fase em que estou com tantas de saudades de casa...


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cientista usou camisa com imagens de mulheres seminuas!



E foi com esta noticia hilariante que comecei o dia de hoje, nas minhas leituras de artigos online.
Matt Taylor é um cientista que pertence ao projecto da Sonda Philae, a primeira que aterrou num cometa e andou por lá a "perfurar o solo" e a recolher a mais diversa informação para estudo cientifico. Este senhor está envolvido numa grande polémica porque usava uma camisa com mulheres assim "meias destapadas" durante uma transmissão em directo da missão da sonda.
De facto é algo estranho, mas também são estranhas as tatuagens à Raul Meireles~que ele tem pelo corpo fora!
De facto este senhor tem muita coisa estranha, mas se ele é cientista e anda a "perfurar um cometa"!
Esperavam o quê?!! Que andasse com camisas do cavalinho!????

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um fim de semana de molho...

Depois de ter passado o fim de semana quase todo ele de cama. Digo "quase todo ele", porque ainda fui uma horinha à piscina no sábado durante a tarde, e assim agravar a minha constipação. Antes era só garganta e espirros, mas depois passou a ser garganta, espirros e tosse. Como se não bastasse, para uma pessoa que supostamente estava doente, no sábado também fui a uma Gala do Congresso de Salsa e Kizomba(ohhh meu Deus, eu, que antes de vir para este planeta, detestava estes dois tipos de musicas e danças, ohhh meu Deus porque me abandonaste...). Mas a verdade é que tinha de ir, pois já havia feito o investimento de 100usd para comprar o bilhete, e além disso uma das minhas melhores amigas também ia actuar e obviamente, eu teria de estar presente.
Fiz o esforço, fui e diverti me... e agravei a constipação! É um facto...
Mas resisti aos convites para no domingo ir com "o pessoal" para a praia. "Não, amanhã vou estar o dia todo de cama, e por favor ninguém me chateie".
E assim foi, dia todo debaixo dos cobertores a ver Breaking Bad; há quem diga "a melhor série de sempre", eu que a comecei a ver no sábado e terminei o fim de semana com a primeira temporada vista e mais alguns episódios da segunda, digo "é interessante, bastante interessante".
... e foi um domingo com  muitos episódios de Breaking Bad vistos, fiz sopa e comi, fiz cachorros e comi, e ainda tive tempo para ver um filme romântico que não me lembro do nome, mas cuja história incidia no pai rico que fez tudo para que o filho do mecânico não namorasse com a sua filha.
Hoje de manhã, depois de acordar, tomar banho, fazer uns mini exercícios de rotina, vestir-me e passar para a cozinha, lançar-me todo esfomeado ao pequeno almoço vem a empregada toda sorridente perguntar-me se estava melhor.... Olhei para ela e pensei, olhei para ela e pensei, continuei a olhar para ela e a pensar, até que depois de muito pensar tive a brilhante ideia de aproveitar a minha situação de "doente" para fazer-lhe algumas exigências que há muito tinha vontade de fazer.
"Sabes, eu fui ao médico e ele disse-me que esta tosse, espirros e dor de garganta que tenho, não é uma constipação mas sim, alergia ao pó. A partir desta semana quero que pelo menos uma vez por semana tires todos os objectos dos armários, das gavetas, das mesas e limpes bem o pó a tudo!"

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Homens, mulheres e filhos...


Como já havia referido numa publicação anterior, eu tenho uma segunda profissão, V.I.P - Serviços de Aconselhamento e Apoio! Não me queixo muito, porque gosto de ocupar os meus tempos livres e se for a ajudar as pessoas, isso é óptimo! Até se torna numa actividade extra bastante interessante, pois acabo por entender cada vez melhor a mente humana e sua previsibilidade.
Nesta semana chegou-me um caso às mãos bastante complicado. Isto porque trata-se de uma cliente habitual, a qual também é uma cliente bastante amiga. Penso que de todas as clientes que tenho é aquela que mais confia em mim e  do meu desempenho de apoio psicológico.

Tenho a acrescentar que gosto muito dela e quero que ela seja muito feliz. Entretanto estou com sérias dificuldades em definir a melhor das soluções para o problema dela e assim poder aconselha-la. 
Ela acabou com o namorado há uma semana(parece que desta vez foi a sério!), o normal é acabar numa semana e reatar na outra. Já não tenho dedos numa mão para contar o número de vezes que a atendi em situação idêntica. Desta vez há uns dados novos que me levam a acreditar que "desta é de vez", pois já houve um email com a rescisão de contrato. Tudo indica que as relações modernas são assim, "ai não atendes o telemóvel, toma lá um email!". 

Mas falando seriamente do caso; há algum tempo que eu pressentia que o namoro estava condenado ao fracasso. Este foi mais um daqueles casos em que ela, que é uma rapariga gira, muito gira e muito simpática, apaixonou-se pelos lindos olhos dele, pelo seu porte atlético e ainda pela sua capacidade oradora. Ambos esqueceram os conteúdos! Os sonhos de um não eram os mesmos do outro. Ela queria casar e ter filhos, mas ele já tinha uma filha e a dor da distância dela não lhe permitia pensar em ter mais descendentes. Isto, e à partida era uma barreira difícil de ultrapassar. Mas a paixão é cega e ambos arriscaram no relacionamento, entretanto com o tempo chegaram as cobranças; ela queria ele mais perto dela e ele quando estava chateado ou envolvido no trabalho queria ela longe dele para não a contaminar com os seus problemas. Isto provocava tristeza nela, e nele, não sei, mas talvez também provocasse o mesmo!

Ainda há 1h dei mais uma consulta, custou-me, mais uma vez, ver a amiga inundada de lágrimas e a contar toda a historia, a sequência de passos até chegar a este ponto(o normal, homem a afastar-se e a mulher a exigir uma explicação, querer saber o porquê?).

Entretanto, o término do relacionamento não é o que mais me preocupa, porque tal como lhe disse em modo de finalização da conversa("lembra-te que já foste bastante feliz sem ele, por isso e com o tempo, tudo passa!"), mas preocupa-me mais uma outra coisa que ela me disse hoje. 
A intenção de, nas férias de Natal, efectuar inseminação artificial.
Sei que ela quer muito ter filhos e antes de namorar já pensava nisso, sei que ela independentemente de tudo será uma excelente mãe, sei que ela já não é propriamente uma jovem, também sei que é natural que nesta fase ela diga que "nunca mais vai querer homens perto dela" e que neste momento não vislumbre um futuro de acordo com o que dito ideal(conhecer alguém, casar e ter filhos). Eu sei disto tudo, mas ela é jovem e há coisas que podem acontecer depressa, outras mais de vagar! 
Mas será que ela não se está a precipitar?


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

By Cota cá do sitio...



Diálogo entre os extraterrestres aqui do sitio:

- Ché, ela não combina, tem cabelo "doitenta" e telemóvel "di vinti"!

 

Mas afinal quem é a Vânia?

Ao ler o Artigo  do Sol, fiquei curioso em querer saber quem é a gaja que anda a fazer furor lá pelo meu planeta! Mas depois de ver a letra de uma musica do Rui Veloso, a minha curiosidade inclinou-se mais para ouvir uma musica.


Já não conhece ninguém
Do lugar onde cresceu
Agora só anda com gente bem
E vai ao sábado à noite à boite
Espampanante e a mascar chiclete
No vigor da juventude
Como uma estrela decadente
Dos bastidores de hollywood

Ps: Afinal não é só o "Rui Veloso"  a cantar esta bela letra, mas também a "Ala dos Namorados", cujo titulo da canção é "A Rapariguinha do Shopping".



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O cumulo dos bloqueios...

Na minha empresa bloqueiam todos os sites que consideram uma distracção para os trabalhadores.
Então hoje aconteceu o cumulo dos cúmulos dos bloqueios...
No dia em que anunciaram que tínhamos um site da empresa e o poderíamos consultar, descobriu-se que este estava bloqueado!

Consequências...

"Hoje estavas calado e com uma cara de quem não estava ali."
Pois, mas estava, só que de uma maneira diferente daquela que estavas habituada a que eu estivesse. Sou o que sou, porque tu me fizeste assim ser, sou uma consequência daquilo que tu és para mim!

Marcianos e Venezianas, diálogos!

Diálogos entre Marcianos e Venezianas.
Os marcianos têm o habito de oferecer soluções seguidas de mais soluções, mas eles não podem nem devem fazer isso quando as venezianas estão aborrecidas e conversam sobre seus problemas. Os marcianos não podem nem devem dizer: “Não te preocupes tanto com isso”, “isso não é assim tão importante.” “Está bem, desculpa. esquece isso agora!.” “Porque é que não fazes isso? ... ou isto?” Um bom dialogo seria:
- "Tenho tanto para fazer, nem tenho tempo para mim".
- "Hum, parece que tiveste um dia difícil".
- "Eles querem que eu mude tudo de uma hora para outra. Eu já não sei o que fazer".
- "Hmmm", pausa longa.
- "Até esqueci de ligar para a minha mãe".
- "Oh, não". 
- "Ela precisa tanto de mim agora. Eu sinto-me tão mal com tudo isto".
- "Tu és um anjo. Anda aqui, eu dou-te um abraço".
Mas as veneziana também podem, sem saber, irritar os marcianos, principalmente ao oferecerem- lhe conselhos ou críticas aparentemente inofensivas. Há afirmações e questões que criam resistência e ressentimento.
“Como podes pensar em comprar aquilo? Já tens um.”, “O teu cabelo está meio comprido, não está?.”
“Há ali um lugar, vira [o carro].” “Queres passar algum tempo com os teus amigos, e eu?.”, “Não trabalhes tanto. Tira um dia de folga.” “Não coloques isso aí.”, “Deverias ligar para aquele teu amigo. Ele é pró nisso.”, “Porque estamos à espera de uma mesa? Não fizeste reserva?.” "O teu escritório está desorganizado. Como consegues pensar aqui? Quando é que limpas isto?.”, "Voltaste a esquecer a pen. Coloca-a num lugar especial onde te lembres.”, “Da próxima vez a temos de ver a pontuação do filme.”, "Eu não sabia onde estavas.” Deverias ter ligado", “Alguém bebeu directamente da garrafa da água.” “Não comas com as mãos. Estás a dar um mau exemplo.”, “Essas batatas fritas estão muito gordurosas. Não fazem bem.” “Não te estás a preocupar contigo mesmo.", "Devias ter avisado antes. Eu não posso simplesmente largar tudo e ir almoçar contigo.” “A tua camisa não combina com as tuas calças.”, “Quando é que vais retornar a chamada ao Pedro?.”,
Estas são as coisas que, na sua inocência, a veneziana fala ao marciano.
Ao longo do tempo e dentro de uma relação, estes são alguns dos motivos que levam ao fim de uma relação, ou acabam por levar marcianos e venezianos a viver uma vida de aparência e de meros formalismos. 
O amor entre estes dois habitantes de planetas diferentes corre um grande risco de acabar.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Primavera, verão, outono e inverno do amor!

Um relacionamento é como um jardim, para este florescer tem de regar-se regularmente, ter em conta as estações do ano, assim como as mudanças de temperatura. Têm de se semear novas sementes e arrancar as ervas daninhas. E para manter viva a magia do amor, tem de entender-se tudo isso e acalentar as necessidades especiais do amor.

A primavera do amor
A paixão é a primavera. Sentimos e pensamos ser felizes para sempre. Parece que não vamos amar mais ninguém como estamos naquele momento a amar aquela pessoa. Ele é o momento da inocência. O amor parece eterno. A magia está no ar e tudo parece perfeito e funciona sem esforço.
Ela ou ele é o par perfeito. Dançamos, cantamos e sorrimos juntos sem esforço, em harmonia, felizes com a nossa “boa sorte”.

Fim da primavera e chegada do “verão do amor”
Durante o verão do amor, reparamos que ela não é assim tão perfeita como outrora pensamos, e aí temos de trabalhar o relacionamento. Ele não é somente de outro planeta, mas um ser humano que comete erros e tem defeitos como todo o mundo. A frustração e desapontamento aumentam, e as ervas daninhas precisam ser arrancadas e as plantas precisam de água extra por causa do sol tórrido dessa estação.
Já não é assim tão fácil dar e receber o amor de que precisamos.
Já não estamos assim tão felizes e até por momentos, não recebemos nem conseguimos dar amor como no início. Perde-se a imagem do amor.
Muitas vezes sentimo-nos desiludidos. Aí tem de se trabalhar o relacionamento. De forma irreal pensávamos que seria primavera o tempo todo. O mais normal é culparem-se os parceiros e desistir.
Mas o amor nem sempre é fácil; às vezes requer trabalho duro debaixo de um sol escaldante.
No verão do amor, precisamos acalentar as necessidades do(a) nosso(a) parceiro(a) bem como pedir e receber o amor que precisamos.
Isso não acontece automaticamente.

O outono do amor
Havendo cuidado com o jardim durante o verão, colheremos os resultados do trabalho duro. O outono chegou. Ele é um momento dourado rico e satisfatório. Torna-se num amor mais maduro que aceita e compreende as imperfeições do companheiro assim como as nossas. Deverá ser aproveitado e partilhado. Quem trabalhou no duro durante o verão, pode relaxar e aproveitar o amor criado.

O inverno do amor
As alterações térmicas mudam de novo, é o inverno. Durante os meses frios e infrutíferos do inverno, toda a natureza preserva-se dentro de si mesma. Descanso, reflexão e renovação.
Esse é o momento, num relacionamento, em que experimentamos nossa própria dor não resolvida ou o nosso “eu” obscuro. Os sentimentos dolorosos emergem. Chegou o momento para um crescimento solitário, é quando precisamos cuidar mais de nós mesmos, temos de sentir o nosso amor e satisfação. É o momento para o restauro.
E aí é o momento de acordo com o livro “Os homens são de Marte e as mulheres de Vénus” é o momento em que os homens hibernam nas suas cavernas e as mulheres mergulham no fundo dos seus poços.


Se conseguirmos amar e curar nossas doenças ao longo do inverno escuro do amor, então a primavera inevitavelmente retorna. E de novo somos abençoados com os sentimentos de esperança, amor e uma abundância de possibilidades. É no inverno e graças a uma cura interna junta com uma investigação da alma que nos tornamos mais fortes e capazes de abrir nossos corações e sentir a novamente primavera do amor.

Conclusão de acordo com a leitura do livro,
                                                  "Homens são de Marte e mulheres de Vénus." 

Pontos negativos!

Na relação de um casal, existe uma atribuição de pontos, e é atribuída ao longo do tempo do homem para a mulher e vice versa. O ideal seria que essa distribuição de pontos tendesse para o empate. Acho que já sabia disto...
Mas o que eu ainda não sabia, mas que, pensando melhor, é capaz de ser verdade;
"Quando o homem começa uma relação, e está apaixonado, ele dá uma vantagem de muitos pontos positivos à sua amada, mas depois, entra numa fase em que, ao contrario da mulher, ele também dá pontos negativos. Sendo a inversão desse gráfico muito perigoso para uma relação!"

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Judeus e licenciados, o que têm em comum?!



Eu já perdi o meu rico tempo, pelo menos uma vez, para escrever um comentário sobre esta senhora. 

Mas ela tira-me mesmo do sério....

Eu não quero detestar os alemães, mas são eles quem elegem e escolhem para seus lideres gente desta.

Pois é, esta é que é esta e a grande verdade, a história assim nos diz, é que essa gente que considerou que havia Judeus a mais é precisamente a mesma que considera existirem Licenciados a mais...


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Antes triste que desiludido!

Crescemos a idolatrar certas personalidades, eram os nosso heróis reais da infância. As suas historias não haviam sido fantasiadas como estávamos habituados a ver nos filmes, nas bandas desenhadas e nas séries da Tv.
Nós ficamos tristes quando os vemos partir, mas acalenta-nos o facto de sua heróica história ficar escrita para sempre em belos textos, que um dia outros vão ler e recordar esses heróis dos nossos tempos!
Mas pior que o sentimento de tristeza é o sentimento de desilusão, não deve haver pior chaga que observarmos o declínio de um herói. Não é o passar de "bestial a besta", como se diz no futebol, neste caso a desilusão é muito maior.
Alguém que deu a cara por um povo, sacrificou-se por uma causa, arriscou a vida porque acreditava que podia realizar o sonho de um povo; e hoje vemos que, o nosso herói parece sonhar de uma forma diferente...
O governo de Xanana Gusmão deu dois dias para os magistrados estrangeiros deixarem Timor



















Se o que está a acontecer estiver de acordo com o que estou a pensar, sinceramente não o posso condenar, mas o sentimento de desilusão é enorme. Se ele não fosse um dos meus heróis da infância, simplesmente diria que fez igual ao mais comum dos seres humanos(tudo pelo dinheiro, luxo e qualidade de vida), o "maldito" dinheiro compra tudo!

Mas porque razão os revolucionários têm de ser poder? Não lhes chega fazer a revolução e ganhar a causa!? Deixem isso entregue aos "criativos"...
"Não estraguem mais heróis, por favor!"



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

o pensamento do dia...

- Tá bem... Um dia "eu vou voltar"!

...

Desencontrada na escuridão da noite,
Bloqueado com o clarear do dia,
Recolho-me à minha caverna,
para um dia regressar!

O Amarelo do Sol!

Longe vão os tempos em que durante um ano vivia quatro estações; primavera, verão, outono e inverno.
Nasci no mês do desabrochar das flores, dos campos verdejantes e do chilrear, acasalamento e desaninhar dos passarinhos. Era a mais linda das estações do ano, a Primavera.
Com a chegada do outono, as folhas secavam, amarelavam e caiam das árvores. Os miúdos metiam a mochila ás costas e partiam para o inicio de mais um novo ano lectivo. Era a festa das vindimas, e a seguir a das castanhas. A caloirada identificava-se ao longe, a animação das praxes estava de volta!
 Havia ainda mais duas grandes épocas anuais, elas são estações opostas; a do frio e a do calor, a do casaco e a da t shirt, a da neve e gelo, e a da praia e das festas populares. Se uma tinha o calor da ternura familiar em torno da fogueira de Natal, a outra tinha o retorno dos emigrantes à sua terra para aí reencontrarem os seus entes queridos e juntos comemorarem as festividades da região.
Pois é! Longe vai o tempo em que vivia o intercalar destes momentos. Só quando deixamos de os viver é que lhe damos o real valor(onde já ouvi isto!). E como nos sentimos livres ao observar a riqueza que a nossa mãe, a natureza, nos dá!
Há algum tempo, prometi para mim mesmo que, passaria a apreciar os detalhes das boas vibrações do dia a dia, que esta vida me proporciona.
"Hoje depois de  acordar quando estava a sair de casa reparei que estava sol, um sol quente e tórrido, não foi daqueles dias em que senti estar dentro de uma estufa sem plástico, mas senti que estava um dia bonito digno de registar. "
Aqui não são quatro as estações do ano, mas somente duas; a época das chuvas, sol e calor, e a época das nuvens e da não chuva e de algo que ás vezes lhe poderemos chamar de frio. Finalmente "penso eu" acabou a época em que as nuvens permanecem no céu durante semanas e a não permitem, depois de acordar, sair à rua e observar o amarelo, do lindo sol, que eu tanto gosto!
Como diz o Marco Polo no livro "a saga de um pensador","as coisas mais importantes da vida são simples e fáceis de adquirir." e que "as grandes ideias surgem da observação dos pequenos detalhes", não há que ter medo de "abraçar as árvores", "contemplar a natureza", fazer poesia ou dizer o quanto "ama-mos quem ama-mos". Nesta vida exigimos de mais, quando o que deveríamos fazer "é dar o melhor de nós ao outro sem esperar retorno".




sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"Belos são os sonhos e difíceis as realidades."

São 10h e 30min da manhã, e há cerca de 15 minutos verifiquei, que mais uma vez, como em muitos outros dias, estava envolvido num grande tédio laboral, sem grande coisa para fazer. Então decidi ler mais um livro, e entretanto já lá vão 20 páginas lidas.
Ontem acabei de ler um outro, chamado "inteligência emocional", hoje comecei o "Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus". Analisando o titulo, penso que se trata de um livro "engraçado", entretanto pelo que já li, tenho a impressão que é mais um livro que estou a ler precocemente. Se "inteligência emocional" é um bom livro para voltar a ler quando nascer o meu filho, este, eu tenho a sensação que é o livro para ler quando viver um relacionamento a dois.
Se o anterior ajudaria na educação da minha semente, este ajudará a viver uma melhor, saudável e tolerante historia de amor com aquela que será a outra parte de mim.
Não querendo especular sobre o que ainda vou ler do livro(se não desistir), sei bem que amamos as princesas e não nos lembramos que são mulheres.


  

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"O Medo", em menos de um segundo


A amígdala é a central do medo. Quando uma doença cerebral destruir a amígdala(mas não outras estruturas do cérebro) o medo desaparece do nosso repertório mental. Tornamo-nos incapazes de identificar expressões de medo, no nosso e no rosto dos outros.
Se alguém apontasse um revólver na cabeça de alguém com as amígdalas destruídas, logicamente saberia intelectualmente que estava com medo, mas não sentiria medo.
O medo é um bom exemplo para compreender a dinâmica neural da emoção.
Na evolução, tem um destaque especial: talvez mais que qualquer outra emoção, é fundamental para a sobrevivência.
O medo é a praga da vida diária, fazendo-nos sofrer inquietações, angústia e preocupações comuns ou, no extremo patológico, ataques de pânico, fobias ou distúrbios obsessivos compulsivos.
Vamos supor que, estamos sozinhos em casa numa noite, a ler um livro e, de repente, ouvimos um estrondo em outro lugar. O que se passa no nosso cérebro nos próximos momentos oferece uma janela para os circuitos neurais do medo e o papel da amígdala como sistema de alarme.
O primeiro circuito cerebral envolvido simplesmente recebe esse som como ondas físicas brutas e o transforma na linguagem do cérebro para nos alertar. Esse circuito vai do ouvido ao tronco cerebral e depois ao tálamo. Dali, dois ramos separam-se: um feixe menor de projecções leva à amígdala e ao vizinho hipocampo; o outro caminho, mais longo, leva ao córtex auditivo no lobo temporal, onde os sons são classificados e compreendidos.
O hipocampo, um sítio de armazenamento chave da memória, classifica rapidamente esse 'estrondo" comparando-o com outros sons semelhantes que já ouvimos, para saber se é conhecido. É um "estrondo" que reconhece facilmente?
Enquanto isso, o córtex auditivo faz uma análise mais sofisticada do som, para entender a sua origem. Será o gato? Uma janela batendo ao vento? Um ladrão?
O córtex auditivo apresenta sua hipótese - pode ser o gato derrubando a lâmpada da mesa, digamos, mas também pode ser um ladrão e envia essa mensagem para a amígdala e o hipocampo, que rapidamente a comparam com lembranças semelhantes.
Se a conclusão é tranquilizadora (apenas a janela que bate quando venta muito), o alerta geral não sobe para o nível seguinte. Mas se ainda não temos a certeza do que é!? Outra bobina de circuitos, ressonando entre a amígdala, o hipo campo e o córtex pré-frontal, aumenta sua incerteza e prende sua atenção, deixando ainda mais preocupado com a identificação da origem do som. Se dessa análise mais precisa não vem nenhuma resposta satisfatória, a amígdala dispara um alarme, na sua área central e activa o hipotálamo, o tronco cerebral e o sistema nervoso autónomo. A soberba arquitectura da amígdala como sistema central de alarme do cérebro torna-se evidente nesse momento de apreensão e ansiedade subliminar. Os vários feixes de neurónios na amígdala têm, cada um, um conjunto distinto de projecções com receptores afinados para diferentes neurotransmissores, como as empresas de alarme doméstico, onde os operadores estão de preparados para enviar chamadas aos bombeiros, à polícia e a um vizinho sempre que um sistema de segurança doméstico anuncia problemas.
As diferentes partes da amígdala recebem diferentes informações. Para o núcleo lateral da amígdala vão projecções do tálamo e dos córtices auditivo e visual.
Os cheiros, via bulbo olfactivo, vão para a área corticomedial da amígdala, e os gostos e mensagens vindos das vísceras vão para a área central.
Esses sinais que chegam, fazem da amígdala uma sentinela contínua, escrutinando toda experiência sensória. Da amígdala, estendem-se projecções para toda parte importante do cérebro. Das áreas centrais e mediais, um ramo vai para as áreas do hipotálamo que secretam a substância de resposta de emergência, o hormónio que libera corticotropina (CRH), que mobiliza a reacção lutar-ou-fugir, via uma cascata de outros hormónios. A área basal da amígdala envia ramos para o corpus striatum ligando-se ao sistema de movimento do cérebro. E, via núcleo central, a amígdala envia sinais para o sistema nervoso autónomo pela medula, e activa uma ampla gama de respostas exageradas no sistema cardiovascular, nos músculos e nas entranhas. Da área basolateral partem ramos para o córtex cingulado e das fibras como "cinzento central", células que regulam os grandes músculos do esqueleto. São essas células que fazem um cachorro rosnar e arqueiam as costas do gato que ameaça um invasor de seu território. Nos seres humanos esses mesmos circuitos comprimem os músculos das cordas vocais, criando a voz esganiçada de pavor. Ainda outro caminho que parte da amígdala leva ao locus ceruleus no tronco cerebral, que por sua vez fabrica a norepinefrina (também chamada de "noradrenaiina) e a dissemina por todo o cérebro. O efeito final da norepinefrina é aumentar a reactividade geral das áreas do cérebro que a recebem, tornando os circuitos sensórios mais sensíveis. A norepinefrina impregna o córtex, o tronco cerebral e o próprio sistema límbico, em essência deixando o cérebro tinindo.
Agora mesmo o mais comum estalito da casa pode enviar um tremor de medo por todo o seu corpo. A maioria dessas mudanças passam-se fora da consciência, de modo que ainda não sabemos que estamos com medo.
Mas quando começamos de facto a senti-lo, isto é, quando a ansiedade que estava inconsciente chega à consciência a amígdala inconscientemente ordena uma resposta em larga escala. Manda sinais às células no tronco cerebral para que ponhamos uma expressão de medo no rosto, deixando-nos nervosos e assustados, paralisam movimentos sem relação que de seus músculos tinham em andamento, acelerem o ritmo cardíaco e elevem a pressão do sangue, e reduzam a respiração (de repente conte-mos a respiração ao primeiro sentir do medo, para assim melhor ouvir aquilo que temos medo). Isso é apenas parte de uma ampla série de mudanças cuidadosamente coordenadas que a amígdala e áreas relacionadas organizam quando comandam o cérebro numa crise.
Enquanto isso, a amígdala, junto com o interligado hipocampo, dirige as células que enviam neurotransmissores-chave, por exemplo, para disparar liberações da dopamina, que o leva a fixar a atenção na origem do medo os sons estranhos e põe seus músculos de prontidão para reagir de acordo. Ao mesmo tempo, a amígdala envia sinais às áreas sensórias da visão e atenção, assegurando-se de que os olhos procurem o que é mais importante para a emergência imediata. Simultaneamente, sistemas da memória cortical são reembaralhados para que o conhecimento e as lembranças mais importantes para essa urgência emocional sejam mais rapidamente trazidos de volta, tomando precedência sobre outros fios de pensamento menos importantes.
Assim que esses sinais são enviados, nós estamos sintonizados com medo total:
-Consciência do aperto das entranhas, do coração acelerado, da contracção dos músculos do pescoço e dos ombros, do tremor nos membros; o corpo  imobiliza-se no lugar, enquanto força-mos a atenção em busca de outros sons, e a mente dispara com possíveis perigos ocultos e meios de responder. Toda essa sequência da surpresa à incerteza, à apreensão e ao medo pode comprimir-se em mais ou menos um segundo.

Inteligência Emocional, Excertos do livro de Daniel Goleman

Enquanto li o livro “inteligência emocional”, retirei alguns excertos que achei serem importantes para um dia mais tarde recordar.
Voltarei a ler este livro quando estiver a educar o meu filho (sim, um dia vou ter um, só me falta começar o planear com a mãe).

Preocupação excessiva
Os preocupados precisam de contestar activamente os pensamentos preocupantes; sem isso, a espiral de preocupação continuará voltando...
Assumir uma posição crítica em relação às suas suposições: é muito provável que o fato temido ocorra? Trata-se, necessariamente, de haver apenas uma ou nenhuma alternativa para que aconteça? Há medidas construtivas a tomar? Adianta, mesmo, percorrer esses mesmos pensamentos ansiosos sem parar?
Com prática, as pessoas identificam as preocupações num ponto cada vez mais perto do início da espiral de ansiedade.

A depressão é um estado de baixo estímulo, e a ginástica põe o corpo em alta estimulação. Técnicas de relaxamento que põem o corpo num estado de baixa estimulação, funcionam bem para a ansiedade um estado de alta estimulação, mas não tão bem para a depressão. Levantar o ânimo, informa Diane, é armar um pequeno triunfo ou sucesso fácil.


A capacidade de negar um impulso a serviço de uma meta, seja montar uma empresa, solucionar uma equação algébrica ou disputar um campeonato. As constatações dele acentuam o papel da inteligência emocional como uma capacidade de atingir metas, determinando como as pessoas podem empregar bem ou mal suas outras capacidades mentais.

Educar

Os custos emocionais para a vida inteira da falta de sintonização na infância podem ser grandes e não só para uma criança. O arrasto emocional é o coração da influência.

Incompetência Social  
Falar directamente com os outros quando estes Ihe falassem; iniciar um contacto social, não esperando sempre pelos outros; a alimentar uma conversa, e não ficar simplesmente nos sins e nãos ou outras respostas de uma só palavra; a manifestar gratidão aos outros, dar preferência a outra pessoa quando passando por uma porta; esperar até que alguém fosse servido de alguma coisa... Agradecer aos outros, dizer por favor", partilhar e todas as outras interacções elementares que começamos a ensinar às crianças a partir dos dois anos.

Optimismo
Os dois pecados capitais que quase sempre levam à rejeição são tentar tomar a dianteira cedo demais e não entrar em sincronia com o quadro de referência.


A educar.... meninos e meninas
As meninas tornam-se mais capazes que os meninos de ardilosas tácticas agressivas como o ostracismo, a fofoca maldosa e as vinganças indirectas. Os meninos, em geral, simplesmente continuam briguentos quando zangados, ignorando outras estratégias mais disfarçadas Essa é apenas uma das muitas formas como os meninos - e, depois, homens - são menos sofisticados que o sexo oposto nos atalhos da vida emocional.
- quando as mães falam com as filhas sobre sentimentos, discutem com mais detalhes o próprio estado emocional do que fazem com os filhos

Uma inundação de pensamentos tóxicos, uma desagradável onda de medo e ira que parece inevitável e, subjectivamente, dura "uma eternidade" para passar
 Ponto pleno sequestro, as emoções da pessoa são tão intensas, sua perspectiva tão estreita e seus pensamentos tão confusos, que não há esperança de adoptar o ponto de vista do outro ou resolver o assunto de uma maneira nacional.
Importante dominar a capacidade de recuperar-se rápido da inundação causada por um sequestro emocional.

Liderança não é dominação, mas a arte de convencer as pessoas a trabalhar para um objectivo comum. Poder externar queixas como críticas construtivas, criar uma atmosfera em que a diversidade seja mais uma coisa valorizada que uma fonte de atrito e o trabalho em rede efectivo.
A Pior Maneira de Motivar Alguém - "Estás a foder tudo” - feita num tom duro, sarcástico, irado, não dando nem possibilidade de resposta nem qualquer sugestão de como fazer melhor. Deixa a pessoa que a recebe impotente e irada
A Crítica Habilidosa - "O principal problema nesta etapa é que seu plano vai demorar muito e com isso elevar os custos. Eu gostaria que você pensasse mais em sua proposta, para ver se descobre uma maneira de fazer mais rápido o mesmo serviço." Concentre-se nos detalhes, dizendo o que a pessoa fez bem, o que fez mal, e como isso pode mudar. Não faça rodeios, nem seja indirecto nem evasivo; isso confundirá a verdadeira mensagem.
Tenho de mudar: aconselhar pessoas a verem a crítica como uma oportunidade de trabalhar junto com o crítico para resolver o problema, não como uma situação de adversários.

Os preconceitos são uma espécie de aprendizado emocional que ocorre cedo na vida, tornando essas reacções especialmente difíceis de erradicar, mesmo em pessoas que, adultas, acham errado tê-las. O simples ato de chamar o preconceito de preconceito ou protestar contra ele na hora estabelece uma atmosfera social que o não estimula; não dizer nada só serve para contestá-lo.
 Uma olhada mais detalhada aos dados das emoções específicas, sobretudo as três grandes: ira, ansiedade e depressão torna mais claras algumas formas específicas em que os sentimentos têm importância médica, mesmo que os mecanismos biológicos pelos quais essas emoções exercem seus efeitos ainda não estejam plenamente entendidos.

Controlo da Ira
Pede-se aos pacientes que anotem pensamentos cépticos ou hostis quando os notam. Se os pensamentos persistem, eles tentam cortá-los dizendo (ou pensando): "Pare!" E são estimulados a substituir deliberadamente pensamentos cépticos e desconfiados por outros racionais, em situações críticas - por exemplo, se um elevador demora, buscar um motivo benigno, em vez de sentir raiva de alguma imaginada pessoa egoísta que pode ser responsável pela demora. Para encontros frustrantes, eles aprendem a capacidade de ver as coisas da perspectiva da outra pessoa. A empatia é um bálsamo para a ira.

Os pessimistas fumam e bebem mais, e fazem menos exercício que os optimistas, e são em geral mais descuidados com seus hábitos de saúde. Ou pode um dia descobrir-se que a fisiologia da esperança, de algum modo, é em si biologicamente proveitosa para a luta do corpo contra a doença. o isolamento social a sensação de que não se dispõe de ninguém com quem partilhar os sentimentos privados ou ter um contacto íntimo. Isto duplica as possibilidades de doença ou morte. São os relacionamentos mais importantes na vida, as pessoas que a vê-mos dia sim, dia não, que parecem ser cruciais para a nossa saúde. E quanto mais significativo o relacionamento em nossa vida, mais conta para a nossa saúde.

Pessoas que escrevam quinze ou vinte minutos por dia, durante mais ou menos cinco dias, sobre, por exemplo, "a mais traumática experiência de toda a sua vida", ou alguma preocupação premente no momento. O que as pessoas escrevem pode ser inteiramente para elas mesmas, se quiserem. Ganham com isso maior função imunológica, quedas significativas de visitas a centros de saúde nos seis meses seguintes, menos dias de ausência no trabalho, e até melhor função enzimática do fígado.


A criança que não consegue concentrar a atenção, que é mais desconfiada que
confiante, mais triste ou zangada que optimista, mais destrutiva que respeitosa, e
assoberbada de ansiedade, preocupada com fantasias assustadoras, e que se sente em geral infeliz consigo mesma. Uma criança assim tem pouca oportunidade em geral, e menos oportunidade de reivindicar as possibilidades do mundo.

Se o castigo vinha não tanto pelo que a criança tinha feito, mas pelo humor do pai ou da mãe. Eis aí uma receita para sentimentos de inutilidade e desamparo, e para o senso de que as ameaças estão em toda parte e podem se abater a qualquer momento.

Como perder os medos... Em geral, quando alguém aprende a assustar-se com uma coisa por medo condicionado, esse medo passa com o tempo. É um reaprendizado natural, à medida que o objecto temido é de novo encontrado, mas em que nesse momento em nada ele é realmente assustador, pois nesse momento estamos protegidos.

A memória repete o contexto de banir ansiedade, dessensibilizando-a e permitindo que um conjunto de respostas não traumatizadas se associe a ela. Outra rota de cura da ansiedade é, na mente, dar à tragédia outro resultado, melhor:
Ás vezes as crianças, ao brincarem com jogos, relembrando a história, elas conseguem matar o que as assusta, fortalecendo seu senso de domínio sobre aquele traumático momento de impotência.  Mas se é um episódio arrasador, a criança precisa de incontáveis repetições, reencenando o drama vezes e vezes, num ritual sinistro e monótono.
Outro passo na cura envolve contar e reconstruir a história na protecção dessa segurança, permitindo que os circuitos emocionais adquiram uma compreensão e resposta novas e mais realistas à lembrança traumática e seus gatilhos. À medida que os pacientes contam os horríveis detalhes do trauma, a memória começa a transformar-se tanto em seu significado emocional quanto em seus efeitos sobre o cérebro emocional.
Contar sua história às vezes dispara temores arrasadores, deve-se reduzir o ritmo para manter as reacções da pessoa dentro de uma gama tolerável, que não comprometa o reaprendizado.
Normalmente as pessoas precisam lamentar a perda trazida pelo trauma - seja um ferimento, a morte de um ente querido ou o rompimento de uma relação, o arrependimento por um passo não dado para salvar alguém, ou apenas o despedaçamento da crença em que se pode confiar nas pessoas.
O finalmente, significa reconstruir uma nova vida, com relações fortes, de confiança, e um Sistema de crenças que encontra sentido mesmo num mundo onde acontece tal injustiça. Tudo isso junto são sinais de sucesso na reeducação do cérebro emocional .

“Assim que nosso sistema emocional aprende alguma coisa, parece que nunca nos livramos dela. O que a terapia faz é ensinar-nos a controlá-la: ensina nosso neocórtex a inibir nossa amígdala. A tendência a agir é suprimida, enquanto a emoção básica sobre ela continua de modo contido.”

...quatro tipos de temperamento tímido, ousado, optimista e melancólico

A filosofia do "aprender a adaptar-se" na criação dos filhos ajuda as crianças medrosas a tomarem-se mais corajosas. Reaprendizado emocional sistemático surge como um exemplo de como a experiência pode ao mesmo tempo mudar padrões emocionais e moldar o cérebro. De todas as espécies, somos nós, os seres humanos, que levamos mais tempo para nossos cérebros amadurecerem plenamente. Os hábitos de controle emocional repetidos vezes sem conta na infância e na adolescência ajudam eles próprios a moldar esses circuitos.

O analfabetismo emociona(miúdos)l - "nos preocupemos mais com a qualidade da leitura e escrita dos alunos do que em saber se eles vão estar vivos na semana que vem".
...receberam treinamento directo de controle da ira através da representação de cenas, como provocações, que podiam levá-los a perder a calma. Uma das aptidões-chave para o controle da ira era monitorar os próprios sentimentos tomar consciência das sensações do corpo, como o enrubescimento e a tensão nos músculos, quando estavam se zangando, e a encarar esses sentimentos como um sinal para parar e pensar no que fazer em seguida, em vez de atacar impulsivamente. respostas sóbrias como afastar-se ou contar até dez, até passar o impulso de agredir, antes de reagir, não são automáticas;

“as aptidões de relacionamento, de um lado, e uma maneira de interpretar reveses que promovem a depressão, do outro”

Estamos numa Era da Melancolia, do mesmo modo como o século vinte se tomou a Era da Ansiedade.
Já não somos educados conhecendo muito a família maior. As perdas dessas fontes estáveis de auto-identificação significam uma maior susceptibilidade à depressão. Num número cada vez maior de famílias, vem aumentando a indiferença dos pais pelas necessidades dos filhos enquanto eles crescem. Isso não é uma causa directa da depressão, mas estabelece uma vulnerabilidade. Factores de tensão mais cedo afectam o desenvolvimento neurónio, o que leva à depressão quando se está sob grande tensão mesmo décadas depois. O coração martela, as mãos suam, treme-mos e tenta-mos escutar com clareza, mantendo ao mesmo tempo o autocontrole para atravessar o momento sem gritar, culpar ou fechar-se na defensiva.

“Uma aptidão social chave é a empatia, compreender os sentimentos dos outros e adoptar a perspectiva deles, e respeitar diferenças no modo de as pessoas encararem as coisas. Distinguir entre o que alguém diz ou faz e nossas reacções e julgamentos; ser mais assertivo que raivoso ou passivo aprender as artes da cooperação, solução de conflitos e negociação de meios termos.”
E poder dar nome aos sentimentos, e com isso distinguir melhor entre eles, é uma aptidão emocional chave.


Para controle de impulso, exibe-se com destaque um cartaz com um sinal de trânsito de seis etapas:
Sinal vermelho: 1. Pare, se acalme e pense antes de agir.
Sinal amarelo: 2. Diga o problema e como você se sente.
3. Estabeleça uma meta positiva.
4. Pense em muitas soluções.
5. Adiante-se às consequências.
Sinal verde: 6. Siga e tente o melhor plano.

AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL
· Melhora no reconhecimento e designação das próprias emoções · Maior capacidade de entender as causas dos sentimentos · Reconhecer a diferença entre sentimentos e actos.
CONTROLE DE EMOÇOES
* Melhor tolerância à frustração e controle da ira * Menos ofensas verbais, brigas e perturbação de aulas * Maior capacidade de expressar adequadamente a ira, sem brigar * Menos suspensões e expulsões * Menos comportamento agressivo ou autodestrutivo * Mais sentimentos positivos sobre si mesmo, a escola e a família *Melhor no lidar com a tensão · Menos solidão e ansiedade social

CANALIZAR PRODUTIVAMENTE AS EMOÇÕES
* Mais comunicativo * Maior capacidade de concentrar-se na tarefa imediata e prestar atenção * Menos impulsivo; mais autocontrole * Melhores notas nos testes de aproveitamento

EMPATIA: LER EMOÇÕES
* Maior capacidade de adoptar a perspectiva do outro * Melhor empatia e sensibilidade com os sentimentos dos outros * Melhor no ouvir os outros
LIDAR COM RELACIONAMENTOS
* Maior capacidade de analisar e compreender relacionamentos * na solução de conflitos e negociação de desacordos * na solução de problemas em relacionamentos * Mais assertivo e hábil no comunicar-se * Mais popular e aberto; amistoso e envolvido com os colegas * Mais procurado pelos colegas * Mais preocupado e atencioso * Mais pró-social" e harmonioso em grupos * Mais partilha, cooperação e prestabilidade * Mais democrático no lidar com os outros

“a vida virtuosa, como têm observado os filósofos desde Aristóteles, baseia-se no autocontrole.”
"Precisamos estar no controle de nós mesmo, nossos apetites, nossas paixões para agir direito com os outros, É preciso força de vontade para manter a emoção sob o controle da razão.”

-A empatia, como vimos, leva ao envolvimento ao altruísmo e à piedade. Ver as
coisas da perspectiva dos outros estereótipos tendenciosos, e assim gera a tolerância e a aceitação das diferenças. Essas aptidões, são cada vez mais exigidas em nossa cada vez mais pluralista sociedade, permitindo que as pessoas vivam juntas em respeito mútuo e criando a possibilidade do discurso público produtivo. São artes básicas da democracia.

QUE É EMOÇÃO
· Ira: fúria, revolta, ressentimento, raiva, exasperação, indignação, vexame, acrimónia
animosidade, aborrecimento, irritabilidade, hostilidade e, talvez no extremo, ódio e
violência patológicos.
* Tristeza: sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, solidão, desamparo, desespero e, quando patológica, severa depressão. Medo ansiedade apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo,
inquietação, pavor, susto, terror; e, como psicopatologia, fobia e pânico.
· Prazer: felicidade alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer
sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação, bom humor euforia êxtase e, no extremo, mania.
* Amor: aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão, ágape.
* Surpresa choque espanto pasmo maravilha * Nojo desprezo, desdém, antipatia, aversão, repugnância, repulsa.
* Vergonha: culpa, vexame, mágoa, remorso, humilhação, arrependimento, mortificação e contrição.

“Como o intervalo entre o que dispara uma emoção e sua erupção pode ser praticamente instantâneo, os mecanismos que avaliam a percepção são capazes de grande velocidade, mesmo em tempo cerebral, calculado em milésimos de segundo. Essa avaliação da necessidade de agir precisa ser automática, tão rápida da que jamais entra no saber consciente. Esse tipo de resposta emocional rápida e rasteira nos toma praticamente antes de sabermos ao certo o que se passa.”

“Assim como há rotas rápidas e lentas para a emoção uma pela percepção imediata e outra pelo pensamento reflectido, também há emoções que vêm a Convite.”
“os actores são apenas mais habilidosos que o resto de nós no uso intencional da segunda rota para a emoção o sentimento via pensamento.”
“Assim como a fantasia sexual leva a sentimentos sexuais, também lembranças felizes nos alegram, e pensam tos melancólicos nos deixam sorumbáticos”
“O que a mente racional pode em geral controlar é o curso dessas reacções. Tirando umas poucas excepções não decidimos quando ficar furiosos, tristes, e assim por diante”
“Grandes mestres espirituais, como Buda e Jesus, tocaram o coração de seus discípulos falando na linguagem da emoção, ensinando por parábolas, fábulas e contos. Na verdade, o símbolo e o ritual religioso pouco sentido fazem do ponto de vista racional; são expressos no vernáculo do coração.”

 -"Os sonhos são mitos privados; os mitos são sonhos partilhados"

O que importa é como tudo é percebido; tudo é o que parece ser. O que alguma coisa nos lembra pode ser mais importante do que o que ela "é". A mente emocional, porém, toma suas crenças como verdades absolutas, e assim desconta qualquer indício contrário. Por isso é tão difícil raciocinar com alguém emocionalmente perturbado: por mais válida que seja a nossa argumentação, de um ponto de vista lógico, não tem nenhum peso se não se encaixa na convicção emocional do momento. Os sentimentos se justificam a si mesmos, com uma série própria de percepções e "provas".

A mente emocional reage ao presente como se fosse o passado. Nossa mente emocional aparelha a mente racional para seus fins, por isso apresentamos explicações para nossos sentimentos e reacções racionalizações justificando-os em termos do momento presente sem perceber a influência da memória emocional.
Nesse sentido, podemos não ter ideia do que de fato se passa, embora possamos ter a convicção de saber exactamente o que se passa. Nesses momentos, a mente emocional arrastou a mente racional, pondo-a para servir seus próprios fins.

APTIDÕES EMOCIONAIS
Identificar e rotular sentimentos Expressar sentimentos Avaliar a intensidade dos
sentimentos Lidar com sentimentos Adiar a satisfação Controlar impulsos Reduzir tensão. Saber a diferença entre sentimentos e acções.
APTIDÕES COGNITIVAS
Falar consigo mesmo - ter um diálogo interior", como uma forma de enfrentar um assunto ou reforçar o próprio comportamento. Ler e interpretar indícios sociais - por exemplo, reconhecer influências Sociais sobre o comportamento e ver-se na perspectiva da comunidade maior. Usar etapas para resolver problemas e tomar decisões - por exemplo, controlar impulsos estabelecer metas, identificar acções estimativas, prever consequências. Compreender a perspectiva dos outros.
Compreender normas de comportamento (qual comportamento é adequado ou não).
Auto consciência - por exemplo, criar expectativas realistas para si.
APTIDÕES COMPORTAMENTAIS
Não verbais comunicar-se por contacto ocular, expressão facial, tom de voz, gestos e assim por diante. Verbais fazer pedidos claros, responder eficientemente à crítica, resistir a influências negativas, ouvir os outros, participar de grupos positivos de colegas .Principais componentes:
Auto consciência: observar-se e reconhecer os próprios sentimentos; formar um vocabulário para os sentimentos; saber a relação entre pensamentos, sentimentos e reacções.
Tomada de decisão pessoal: examinar suas acções e conhecer as consequências delas; saber se uma decisão está sendo governada por pensamento ou sentimento; aplicar essas intuições a questões como sexo e drogas.
Lidar com sentimentos: monitorar a "conversa consigo mesmo" para surpreender mensagens negativas como repreensões internas; compreender o que está por trás de um sentimento (por exemplo, a mágoa por trás da ira); encontrar meios de lidar com medos e ansiedades, ira e tristeza. Lidar com a tensão aprender o valor de exercícios, imagística orientada, métodos de relaxamento.
Empatia: compreender os sentimentos e preocupações dos outros e adoptar a perspectiva deles; reconhecer as diferenças no modo como as pessoas se sentem em relação às coisas. Comunicações falar efectivamente de sentimentos; tornar-se um bom ouvinte e perguntador; distinguir entre o que alguém faz ou diz e suas próprias reacções ou julgamento a respeito; enviar mensagens do "Eu" em vez de culpar. Auto-revelação valorizar a franqueza e construir confiança num relacionamento; saber quando é seguro arriscar-se a falar de seus sentimentos.
Intuição: identificar padrões em sua vida e reacções emocionais; reconhecer padrões semelhantes nos outros. Auto-aceitação sentir orgulho e ver-se numa luz positiva, reconhecer suas forças e fraquezas, ser capaz de rir de si mesmo.
Responsabilidade pessoal assumir responsabilidade; reconhecer as consequências de suas decisões e acções, aceitar seus sentimentos e estados de espírito, ir até o fim nos compromissos ( por exemplo, nos estudos)
Assertividade: declarar suas preocupações e sentimentos sem ira nem passividade.
Dinâmica de grupo: cooperação; saber quando e como conduzir, quando conduzido.

Solução de conflitos: como lutar limpo com outras crianças, com os pais, com os professores; o modelo vencer \ vencer para negociar acordos.