quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ei, guerra sim, mas isto é demais, quero ir p'ra casa!!

"já assistiram a demasiada desgraça?" 
"não aguentam a pressão?" 
"afinal não se identificam com as crenças deles?" 
"ficaram assustados com aquilo tudo?" 
"não querem morrer pela causa?" 
"eles são muito agressivos?" 
"têm saudades da família e dos amigos?"

parem lá com as perguntas estúpidas, vá, não é nada disso! 

o problema é este: o estado islâmico é como os cremes anti-celulite: prometem, prometem, e acção, que é boa, nada!! 

é que uma coisa é ir para a guerra, porque até já se tem alguma experiência em cs e battlefield e se sabe que se é bom naquilo, e outra coisa é ir para a guerra sem empregado de limpeza! é que nunca ninguém mencionou que lá, na guerra, não haveria empregados de limpeza. e uma pessoa vai habituada àquilo de casa dos pais e não tem experiência nenhuma nesse campo de batalha. 
se os senhores mencionassem que na guerra não há empregados de limpeza os jovens pensariam duas vezes antes de se mandarem para esse maravilhoso mundo da guerra. e muito menos era mencionado que estavam a recrutar para esse posto: empregado de limpeza. publicidade enganosa. é o que dá fazer recrutamento através do facebook. 

depois ainda há a cena do ipod, mas agora uma pessoa tem de ir para a guerra sem poder ouvir música? mas estamos na idade da pedra ou quê? é que isto é tudo muito bonito - guerra, armas, crenças, causas e essas cenas - mas uma pessoa não é de ferro e a música é para todos.

ir para a guerra e morrer pela causa até é aceitável, mas lavar loiça sem sequer poder ouvir música é demais. estes gajos são mesmo extremistas, pá.

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