Quero aquele pedaço de chapa no museu do meu clube.
Este ano eu quero a Taça da cerveja no museu, para poder olhar para ela e recordar este jogo em Braga... "Como nos recordamos do Derlei, completamente rebentado, a fazer sprints nos prolongamentos dos jogos contra o Celtic e o Panathinaikos; como recordamos o Pedro Emanuel, com uma cãibra, a entrar pela baliza do Baía dentro para evitar mais um golo do Inter; o João Pinto, acompanhado pelo Baía, o Secretário e (quem diria) o Rui Jorge, a levarem com garrafas no Jamor; o Lisandro Lopéz a correr 70 metros para ir roubar uma bola ao Rodríguez quando o Benfica, de Chalana, ficou contente por perder apenas por 2-0; o Fernando com tentáculos que mais pareciam oriundos de um filme de porno japonês contra o Zenit; o Pedro Mendes a gritar, aos 91 minutos em Gelsenkirchen, para o Jorge Costa: «Oh bicho, eu nem acredito!»."
Foram tantos os momentos que simbolizam a mística portista!
Hoje temos mais uns quantos. O Helton a fazer a vénia aos adeptos enquanto bate com a mão no peito; o Rúben Neves completamente rebentado ao fim de 90 minutos, após lesão; o Campaña com olhos esbugalhados de serial killer; o Ángel numa corrida que já não se via desde o sprint do Cissokho em Braga; o Marcano a levar à frente um, dois, três e a recuperar com mais um sprint à maluca.
Esta sim, é a raça de dragão como há muito não víamos, como pensávamos que não veríamos num plantel com tanta gente nova.
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