Tu não és como os livros,
Mas és como os mares,
e como os rios,
E todos os lugares.
Em todos os dias,
Estás no meu pensamento,
Imagino a certas horas
O teu corpo ao vento.
Não te vejo aos sábados,
Nem durante as manhãs,
Mas tenho palavras
Ancoradas nas mãos.
Observo os teus lábios,
Nunca tenho certezas,
Imagino mil beijos
Anseios, princesa.
Vejo-te como uma ilha,
uma mente sozinha...
Tu prendes-me em ti,
Atiras-me ao chão,
Somos barcos em terra
És fogo na mão,
Como consigo esquecer-te,
Sabendo que estou a perder-te,
Tu prendes-me em ti,
Eu caio no chão,
Como barcos em terra,
E fogo na mão,
Como vou eu sorrir
Se te vejo sempre partir
E penso que não vens.
São tantas as noites
De momentos não fartos,
Um delírio dos ventos
Como quem vê partir os barcos.
Mas isto são os dias
De uma cidade,
Onde as ruas choram
Já não passam mulheres de verdade.
Tu és mais um começo
Como foram outros fins,
Eu hoje só te peço
Fica perto de mim.
Tu és todos os sons
De todo o silêncio,
Por isso eu te espero
Te quero e te penso.
Não fiques sozinha...
Tu não és uma ilha!
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