quarta-feira, 17 de julho de 2013

Como um acorde de uma guitarra

Eu vejo o mundo
Mas ninguém me vê.
As vezes vivo,
Nas sombras
Que falam,
Elas me ouvem
E ainda dizem:
-Tu és a noite.
Sinto o frio
Como numa cidade aberta,
As ruas estão comigo,
Meu corpo está em parte incerta.
Sou como o vento
que grita,
bem alto
o teu nome,
e tem medo de ti...
Faço desenhos,
Tenho desejos,
Nos líbios,
No sangue
Olho uma parede qualquer.
Eu observo um mar fechado,
Uma mulher feita de luz,
Um passado nunca acabado,
Imagino um beijo, ou algo depois.
São palavras,
São estradas,
Que me fogem
E dizem:
-Não me deixes nunca.
Aqui o tempo no tempo,
Sou um choro que ninguém pisou,
Estou um louco no pensamento
Como um verão que se eternizou..
E são Estradas
Que soltas
Dos teus olhos,
Nos meus mundos
Possuis tudo isso em ti...
Pareço um mágico
que não domina
As suas mãos,
Mas trás no peito
Como a força do trovão.
Que a cada passo é mais distante do que se vê
Talvez bastante,
Talvez discreto
 Para eu ver quem tu és
Um dia tudo acaba
Sem perceber o porquê,
Como um acorde de uma guitarra

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