quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sou e não sou...


Não sou precipitado, não engano ninguém de quem goste, as pessoas sim se enganam comigo, a minha natureza é clara e límpida como a água.
Eu digo que sou individualista, mesmo com a vida boémia ou a casa cheia, às vezes necessito muito da solidão, as pessoas não entendem que é possível gostar sem estar sempre presente.
Não sou silencioso, nem tão pouco discreto, às vezes passo por arrogante! Na noite quando bebo ainda sou mais sociável, mas quando não bebo sou uma ostra.
Não falo muito e também escrevo pouco. Mas observo, observo obsessivamente, às vezes fico parado, inerte, obtuso, até ser chamado à atenção.
Leio bastantes, excertos de grandes obras, e entendo alguma coisa, passo por inteligente, mas minha carência de um conhecimento profundo das matérias é colossal e a minha exigência me faz sentir muito mal.
Falo muito com quem gosto e de quem não gosto, cumprimento mas ignoro, não tenho muita educação, às vezes sinto que nem sei comer com mais de dois talheres, no entanto, o charme é me intrínseco e disfarço muito bem.
Eu olho nos olhos e intimido, as pessoas nem imaginam, mas às vezes nem sei o que dizem. Eu falo como se sentisse a dor, mas sinto indiferença na maior parte das vezes, embora, minha sensibilidade seja o que há de maior em mim, eu derramo uma lágrima com facilidade por coisas que a maior parte do mundo ignora e eu ignoro a maioria das coisas que chocam a maior parte do mundo. Eu gosto com facilidade e depois, logo no dia seguinte estou enjoado, meu carinho pertence aqueles que me conseguem entender.
Eu tenho uma mente em altercação ou uma mente certa, mas em conflito com o mundo errado.
Sou alguém que nem sempre me encontro neste mundo mas iludo perfeitamente.
Sou um homem muito precoce e ao mesmo tempo maduro, que às vezes chama pela aventura que rápido encontra e depois, logo de seguida, chora escondido porque detestou ou gostou muito…

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