Tive uma reunião, se é que se pode chamar esse nome, a um acto publico de abertura de propostas.
O maestro era meu velho conhecido, de outros concertos idênticos a este. A sua mente quadrada, assim como a sua obtusidade já me eram familiares, eu sabia que devia ter cuidados redobrados na abordagem, principalmente quando discordasse das notas soltas da escrita da sua melodia!
Enfim...
- Comecei logo mal quando decidi experimentar o instrumento. Eu só queria a adiantar trabalho, verificar se estava afinado... Fui logo advertido, isto porque, ainda não estavam todos os músicos da orquestra nas suas posições.
Depois deste tropeçar na musica, passo para a escola...
Momento do recreio, para o professor corrigir os testes...
Fui aliviar o stress, era hora do lanche, acompanhado por duas cervejinhas logo pela manhã, juntas ao sol e à temperatura quente que se fazia sentir, logo me libertaram a mente o corpo e o espírito.
Voltamos para a sala de aulas, e o professor chamou aluno a aluno e mostrou a nota do teste que havia corrigido no intervalo. Havia positivas e negativas, alunos que teriam de defender a sua nota em oral.
Quando chegou a minha vez, o obtuso, quadrado e casmurro professor começou logo por dizer:
-Você tem aqui uma salgalhada de todo o tamanha, respondeu a tudo bem, mas nuns lados assinou com seu nome completo e noutros só assinou com o primeiro e ultimo nome, por isso tem de vir fazer a defesa da nota em uma oral.
Ainda tentei explicar que sou o mesmo, quando assino o meu nome completo, ou quando assino o meu primeiro e ultimo nome.
Mas eu já devia saber!
Mas eu já devia saber!
Aquele gajo não ia deixar de ser, de um momento para o outro, um obtuso, bronco, renitente, obstinado, birrento e teimoso verme de fato e gravata.
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