Estávamos em época de quarentena obrigatória, um vírus
desconhecido espalhava-se de uma forma vertiginosa pelo globo terrestre, havia
um medo estranho de desconfiança nas pessoas.
Numa quarta-feira qualquer desci de casa, eu ia fazer as
compras frutícolas para a minha alimentação saudável do resto da semana. O sol estava a
brilhar de tal forma que quando saí do prédio desviei o meu olhar do centro e deparei-me
com uma menina a passear o seu cão.
Momento estranho aquele em que nossos olhares se cruzaram,
senti algo que ainda hoje não sei explicar, um misto entre pânico que provoca
aquela dor de estomago, com uma curiosidade enorme de penetrar nos pensamentos
daquele olhar.
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