Como não estavam a ser debatidas questões do ego, entre outras coisas que não nos dizem nada, e que só afastam as pessoas da politica. António Costa demonstrou aquilo que o caracteriza:
Prudência, segurança e Sentido de Estado.
Prudência - de acordo com a sua experiência e sabendo que o país pós 2015 não será muito diferente do país de 2014, resumidamente falou das suas ideias e da modernização das administrações públicas, deu exemplos de medidas de política fiscal que praticou em Lisboa, identificou como sua prioridade o fomento económico mas sem esticar a corda e sem dizer que tinha a porção mágica para a solução dos problemas. É necessária uma política coerente de regresso ao crescimento.
Segurança - conseguiu mostrar que tem a força da tranquilidade para mudar, para mobilizar, para conseguir os apoios parlamentares e sociais necessários para uma governação estável e estruturada. Em poucos minutos ele demonstrou que quer o consenso social como base, para assim efectivar acordos em diversos quadrantes, sendo este o remédio para o desbloqueamento do sistema político. Identificou os males da Europa e disse como poderiam ser os seus remédios. Demonstrou que é nossa obrigação ideologica voltar a apostar na qualificação da educação, na valorização dos serviços de saúde e na sustentabilidade dos regimes e das prestações sociais.
Sentido de Estado - assumiu a boa prática da vida política negando o populismo, não inventariou lutas entre portugueses nem entre regiões, assumiu a integralidade das políticas de desenvolvimento, demonstrou uma base clara de opções sobre o papel do Estado na sociedade, enquadrou cada projeto, cada ação, numa coerência estratégica consistente. Alertando que o seu projecto será elaborado com uma estratégia a 10 anos.
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