quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Olhar distante...

Olhar distante, perdido no horizonte.

Serenos são os sentimentos,

Vêem a  imensidão daquilo que desejam.
Longe de encontrar o ideal, 
Mas despreocupados por não saber se existe.


Olhar distante, perto de ser feliz,

Sendo que nunca foi realmente triste.
Para no belo, e por breves momentos,
Esquece que o sublime é o singelo.

Olhar distante, a vaguear pelo mundo.

Desejo de aventura em terras desconhecidas.
Alimenta a minha alma,

e o que nunca pude ter antes.

Olhar distante, e atento,
Observa quando falo, e quando me falam,
Quando me falam, atento ele brilha,
Quando falo, observa, entristece e desiste!    

Olhar distante, perdido no escuro.

Procura a lua, as estrelas e os sonhos.
Encontra a coragem para o desconhecido.
Curiosidade de espiar o outro lado do muro.


Olhar distante, perdido no futuro.

Observa o invisível.
Procura o infinito.
Encontra o imprevisível.


Olhar distante, distante de tudo.
Distante do passado, dos limites, do inseguro.
Distante do receio, do meio e da incoerência.
Penetrante, vidrado, atarefado, bisbilhoteiro e maduro.



São os meus olhos, parecem distantes, mas estão presentes…
E observam…

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