Olhar distante, perdido no horizonte.
Serenos são os sentimentos,
Vêem a imensidão daquilo que desejam.
Longe de encontrar o ideal,
Mas despreocupados por não saber se existe.
Olhar distante, perto de ser feliz,
Sendo que nunca foi realmente triste.
Para no belo, e por breves momentos,
Esquece que o sublime é o singelo.
Olhar distante, a vaguear pelo mundo.
Desejo de aventura em terras desconhecidas.
Alimenta a minha alma,
e o que nunca pude ter antes.
Olhar distante, e atento,
Observa quando falo, e quando me falam,
Quando me falam, atento ele brilha,
Quando falo, observa, entristece e desiste!
Olhar distante, perdido no escuro.
Procura a lua, as estrelas e os sonhos.
Encontra a coragem para o desconhecido.
Curiosidade de espiar o outro lado do muro.
Olhar distante, perdido no futuro.
Observa o invisível.
Procura o infinito.
Encontra o imprevisível.
Olhar distante, distante de tudo.
Distante do passado, dos limites, do inseguro.
Distante do receio, do meio e da incoerência.
Penetrante, vidrado, atarefado, bisbilhoteiro e maduro.
São os meus olhos, parecem distantes, mas estão presentes…
E observam…
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