sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"i don't believe in love" ou será "medo do Amor"


Valerá a pena ter medo de amar?
Com tantos outros medos que nos deparamos no dia a dia, será que faz algum sentido ter medo do amor!?
Tenho medo da violência, medo de problemas financeiros, ou da tão temida solidão…
Alguns dizem que é o medo da solidão que nos leva a procurar relacionamentos.
Absurdo ou não, a verdade é que o medo de amar instala-se em nós e em nossas articulações e todos nós sabemos o porquê. 
Porque achamos que aquele amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, um dia acaba. E queima-nos por dentro, faz-nos um corte profundo e longo que começa no peito e chega até ao nosso dedo do pé mais pequeno.
Muitas vezes o amor ofusca-se bruscamente porque de repente surge uma terceira pessoa, ou então simplesmente porque acabou o interesse ou a atracção. Ás vezes nem conseguimos saber o porquê do fim desse sentimento, é um verdadeiro mistério "indecifrável".
Se é verdade que o amor termina, como um individuo mal-agradecido. Também é verdade que na maioria das vezes ele  termina, mas termina só de um lado, são raros os casos em que ele se encerra em dois corações ao mesmo tempo. Ele desacelera num antes do outro, e divide-se a dor.
Dói em quem tomou a iniciativa, porque terminar não é fácil, porque parar com as rotinas é sempre traumático.
Junto do amor verdadeiro também existe a amizade,  ela é a presença com que nos acostumamos. Romper um amor não é estupidez, é um momento de grande responsabilidade, é uma bala que entra no corpo do outro, no afecto do outro, e é a dor do impulso da arma em si próprio, ainda que com menos gravidade.

Mas pior, bem pior é o amor rejeitado. Esse é uma fractura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, e quase desejamos uma violência qualquer venha da rua em nossa direcção e nos marque e faça doer o corpo todo para esquecermos essa violência vinda do tempo gasto e vivido.
Ele é como um  assalto em que nos roubaram, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade.
Mas a verdade é que sem o amor, nada nos resta, a crença desaparece, o romantismo perde o sentido, e até as músicas idiotas nos emocionam dentro do carro perdem o interesse. 

Mas como depois da tempestade vem a bonança, passa a dor do amor, e logo de seguida vêem as trégua, e o nosso coração está limpo de novo, os nossos olhos estão novamente secos, e a boca vazia.
Nada de interessante está acontecendo connosco, mas também nada de ruim.
então e:
- Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. 

"Eu sou corajoso!"

- Apesar de ser um medo justificado, amo e amarei outra vez e todas as vezes que o amor chamar por mim… Posso fingir um pouco de resistência mas sei que será impossível recusá-lo.

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