domingo, 30 de junho de 2013

Naquela noite...

Naquela noite, observei, admirei e a senti sentida,
Peso da cruz na pulseira, no pulso estendida
Sonhos, mistérios, ansiedades, zelos e medos
Todas as convulsões de um rio e seus segredos.
Mas entre as mulheres, continuava a mais guaaapa,
Era a que vestia melhor, ela, a amarela,
Que realça a beleza que me escapa
Pelos contornos do vestido dela.
Sem duvida, repito, que é a mais bela.
É morena formosa, é uma flor no escuro;
O seu perfume intenso, inebria minha mente,
Deixa-me em passo incerto e inseguro
Ela encanta meu coração que sente.
Porque é assim, linda e morena...
Obra de arte pela natureza esculpida,
É olhar e sorriso luminoso que acena.
Já admirei as mãos, os dedos e a vi colorida.
São corais e sonhos do sétimo céu,
Por ela, eu paro, sofro, riu, sou juiz e sou réu.

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